12-dicas-para-se-adaptar-ao-CPAP-1536x864.jpg

12 dicas que vão te ajudar a se adaptar ao CPAP

Algumas pessoas podem estranhar um pouco nos primeiros dias, por isso, ter o acompanhamento de um fisioterapeuta nessa fase inicial, orientando como se adaptar ao CPAP faz toda a diferença.

E a verdade é que você não precisa (nem deve) abandonar seu tratamento. Com um pouco de paciência e seguindo as nossas dicas, é possível enfrentar esse primeiro momento de um jeito bem mais tranquilo. 

Quer saber mais sobre o assunto? Siga conosco!

Como se adaptar ao CPAP

Seja para o tratamento de ronco ou apneia do sono, o CPAP é fundamental para te garantir uma melhor noite de sono e, consequentemente, qualidade de vida. Com o equipamento, não existe aquela dificuldade de respirar, principalmente durante a noite, pois ele ajuda a manter as vias aéreas desobstruídas (abertas) para o livre fluxo e circulação de ar. 

Dito isso, é importante considerar também que, assim como qualquer atividade nova que se faça pela primeira vez, o uso de CPAP também requer o momento de adaptação, por isso, tenha paciência e foque nos benefícios imediatos, mas também de longo prazo que o tratamento vai te trazer. 

Além disso, considere também que cada pessoa tem o seu tempo e pode levar mais ou menos tempo para se adaptar completamente ao tratamento, por isso, respeite esse seu momento. 

Esse tempo para se adaptar ao CPAP faz parte da sua jornada para ter mais saúde e disposição e por isso, não desanime e empenhe este tempo superando, cada dia mais, o desconforto. Acredite em nós, fazer isso valerá muito a pena.

Vamos às dicas?

1. Tenha a mente aberta

Pode parecer besteira, mas a verdade é que, como tudo que passamos na vida, na hora de se adaptar ao CPAP é preciso também ter a mente aberta para que a fase seja o mais tranquila possível. 

Por isso, não comece o tratamento olhando torto para a máscara ou já pensando que não vai conseguir. Pode ser difícil no início, mas com um pouquinho de esforço logo essa fase passa e você poderá aproveitar o máximo do seu tratamento.

2. Escolha a máscara certa 

A escolha da máscara correta para você é igualmente fundamental para ajudar na fase de adaptação. Para isso, você pode pedir ajuda dos fisioterapeutas, claro, e também observar alguns pontos da sua rotina que podem contribuir para a escolha acertada, tais como:

– Como você dorme? Tem o sono muito agitado?

– Como é sua respiração? Respira pela boca ou não, apresenta algum tipo de alergia ou obstrução nasal? Esse detalhe indica, por exemplo, se será necessário máscara de rosto inteiro ou não.

– Como é a sua pele? Ela é mais oleosa ou seca? Esse detalhe é igualmente importante para encontrar a melhor aderência com o seu tipo. Avaliar se você prefere o visual com barba ou sem também é importante porque há tipos de máscaras que não são recomendados para quem usa barba. 

– Qual é o formato do seu rosto? Cada máscara é mais adequada para um formato de face. O equipamento deve se ajustar adequadamente, de forma a não ficar apertado e nem largo no rosto do paciente.

– Qual a pressão do tratamento? Outro ponto de atenção a se ter com as máscaras é a capacidade de pressão delas, tendo disponíveis para a compra as máscaras com pressões mais leves e as mais altas. Por isso, observe qual a pressão indicada para o seu tratamento e se informe, com o médico e na hora da compra, qual o modelo é o que mais se adequa de acordo com a sua necessidade, evitando desconforto e vazamentos.

Se for sua primeira vez usando o CPAP, pode ser interessante alugar um aparelho por um período e ir se adaptando só para então comprar um. O importante aqui é fazer isso em uma empresa de qualidade e confiança. 

No nosso site você encontra opções de máscaras para venda e CPAP tanto para compra quanto para aluguel.   

3. Familiarize-se com a máscara

Antes mesmo de buscar sentir a máscara funcionando, procure se familiarizar com a máscara sem a pressão do CPAP no seu rosto, se acostumando com a sensação dela. 

Quando se sentir seguro e mais habituado, pode ter certeza que será mais fácil se adaptar ao CPAP quando chegar o momento de colocá-lo para funcionar. 

4. Comece aos poucos

No início algumas pessoas podem sentir dificuldade de  usar o equipamento para dormir, por isso, para se adaptar ao CPAP de forma mais tranquila, o ideal é começar aos poucos, com poucas horas de uso e até mesmo em uma pressão menor do que a recomendada, só neste início.  

Você pode começar com 2 ou 4 horas por dia e ir aumentando o tempo conforme vai se acostumando ao tratamento. Para que a máscara possa fazer efeito, o ideal é que você  use por todo tempo de sono.

5. Faça uso do equipamento durante o dia

Ao invés de tentar usar o CPAP somente na hora de dormir, uma boa tática é usar a máscara durante o dia, ainda seguindo a regra dos espaços de tempo, para ir se habituando ao equipamento.

6. Explore as configurações da máscara

Leia atentamente as instruções que vem no produto.

Também é super recomendável que você tire todas as suas dúvidas com o médico ou fisioterapeuta que estiver te acompanhando no tratamento. Ele poderá te dar informações preciosas sobre o uso e manuseio da máscara.

7. Faça o ajuste correto

Outro detalhe importante que ajuda a se adaptar ao CPAP é ajustar corretamente a máscara no seu rosto, evitando escapar ar ou ruídos durante o uso. E como saber se o encaixe está correto? Observando se ocorre ou não o vazamento de ar- a máscara deve estar bem vedada e com o tamanho adequado para você.

Caso o ruído seja o que mais provoca incômodo, você pode optar por modelos mais modernos, que são mais silenciosos que as máscaras mais tradicionais. 

8. Tenha cuidado com a máscara

A manutenção e higiene com o aparelho é necessário não só para garantir a eficiência do tratamento, como também para não gerar desconfortos na hora de usar a máscara. Inclusive, a limpeza precisa ser rigorosa, evitando gerar outros problemas respiratórios por conta da poeira e bactérias. 

9. Invista em outros aparatos

Existem ainda outros equipamentos que podem te ajudar a se adaptar ao CPAP trazendo mais conforto para você, veja:

Travesseiro: de maneira geral a escolha de uma bom travesseiro faz a diferença na hora de dormir, no entanto, quando se usa algum tipo de aparelho respiratório, como é o caso de pacientes com apneia, DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) ou outros distúrbios, aí que a almofada faz toda a diferença.

Isso porque existem travesseiros próprios, com formatos específicos e que promovem o encaixe perfeito com a máscara. Assim, além de evitar que haja possíveis vazamentos como acontece com travesseiros normais, os travesseiros próprios para CPAP não exercem pressão na face do paciente.

Umidificadores: no início do tratamento com o CPAP é possível que você sinta algum tipo de congestão ou ressecamento nasal e na garganta. Isso acontece porque é algo novo, seu corpo ainda não está acostumado a receber esse fluxo de ar continuamente. Para evitar isso, apostar em umidificadores é uma ótima alternativa, já que eles impedem o ressecamento da região. 

Em alguns casos, o médico pode receitar o uso de spray nasal, para facilitar o uso nesta fase inicial, mas não é uma regra. 

10. Lave o rosto

Lembra de quando falamos que a aderência e o tipo de pele também ajudam na hora de escolher o melhor CPAP? Então, pelo mesmo motivo, lavar o rosto é uma ótima alternativa antes de colocar a máscara, removendo a oleosidade (se for o caso) ou sujidades da pele, além de colaborar para uma melhor vedação.

11. Sincronize sua respiração

Quando se fala em uso de CPAP o que mais incomoda é o fluxo de ar forçado que sai do aparelho. Inicialmente, essa pressão exercida pode ser meio incomoda mesmo, mas é possível contornar o problema fazendo um exercício algumas vezes por dia: procure sincronizar sua respiração com o fluxo de ar lançado. 

Para fazer isso, tente inspirar o ar ao mesmo tempo que o aparelho libera o fluxo. Não é um processo simples, mas pode contribuir no momento de se adaptar ao CPAP.

12. Conte com a ajuda do fisioterapeuta do sono

No começo do tratamento é normal não saber como lidar ou ajustar o aparelho, mas não há problema algum nisso. Se achar necessário, você pode contar com a ajuda de um fisioterapeuta do sono, pois este profissional te dará orientações valiosas, tais como: de que forma higienizar o tubo, melhores formas para se adaptar, como regular a pressão do aparelho, como trocar o filtro e colocar água e muito mais!

Além disso, o fisioterapeuta poderá fazer o acompanhamento com o CPAP, de forma a promover a sua educação com o aparelho e garantir a efetividade do tratamento, bem como a redução de efeitos colaterais.

Aqui na Respire Care damos suporte para os pacientes que usam CPAP com toda a atenção que o momento precisa.

Como usar o CPAP?

Depois de todas essas dicas, bateu a curiosidade para saber como se coloca o CPAP? Sem problemas, é mais simples do que parece, confira:

1- Com o aparelho desligado, coloque a máscara no rosto

2- Ajuste as fitas da máscaras. O importante é que ela fique bem justa impedindo vazamentos, mas não apertada ao ponto de machucar 

3- Deite-se na cama e observe se a máscara continua ajustada. Caso sentir que com o movimento a máscara escapou, então ajuste novamente as fitas do aparelho.

4- Ligue o aparelho. Ao usar o CPAP é importante que você respire somente pelo nariz, para evitar ressecamento e outros problemas.

Como limpar o CPAP

O cuidado com a higiene do aparelho também é importante, para evitar a proliferação de bactérias e prejudicar todo o tratamento. 

E quando se fala de limpeza de CPAP existem dois tipos: as que devem ser feitas todos os dias e as que podem ser realizadas uma vez por semana. 

Diariamente: as almofadas da máscara, o umidificador são componentes que devem ser limpos todos os dias. 

Semanalmente: o headgear (uma espécie de fixador da máscara), cotovelo, clipes, tubo, presilhas e a estrutura de armação do aparelho podem ser higienizados uma vez por semana. 

E o que usar para higienizar o aparelho? Água fria ou morna e um detergente antibacteriano neutro já são suficientes e dão conta do recado.

Álcool, detergente se não for neutro, óleos perfumados, alvejante e produtos com cheiros fortes devem ser evitados na hora de limpar o aparelho, pois podem deixar resíduos na máscara e posteriormente serem inalados por você. Além disso, não é recomendado lavar a máscara em máquinas. Faça o processo manualmente, em uma pia ou banheiro e com uma toalha limpa.

O fixador também pode ser lavado à mão com água e sabão, esfregando delicadamente. Para limpar as peças menores da máscara, além de água e sabão, pode-se usar uma escova com cerdas macias. 

O processo de secagem deve ser feito em cima de uma toalha limpa, mantendo os componentes em ambiente arejado e longe da luz solar. Após lavar o fixador, deixe-o completamente esticado, evitando também o contato direto com o sol.

A limpeza do aparelho deve ser feita com ele desligado e as peças devem ser desmontadas antes de lavadas. 

Apostar no tratamento correto é a única forma de você ter mais qualidade de vida e saúde no seu dia a dia, por isso, não desista. Se adaptar ao CPAP é importante, mas essa fase certamente vai passar. 

E conte com a gente nessa fase. Seja para mais informações sobre distúrbios respiratórios, sono, compra ou aluguel de aparelhos e suporte na hora de se adaptar ao CPAP, a Respire Care está com você! Navegue pelo nosso site e conheça!

Sono-e-festas-de-fim-de-ano.jpg

Cuidados com o sono nas festas de fim de ano

As festas de fim de ano estão aí, e com elas, comes, bebes e muita celebração. Mas, se por um lado é incrível comemorar esses momentos com a família, por outro, é preciso se atentar com os cuidados com o sono, porque geralmente ele é o primeiro a ser prejudicado com as farras emendadas.

Quer saber como curtir as festas de fim de ano sem impactar tanto sua rotina de sono? Então siga conosco e boa leitura!

Por que se preocupar com o sono?

Se você é bem ativo nas redes sociais, já deve ter lido ou ouvido com uma certa frequência frases como: “prefiro aproveitar o dia do que dormir”. Inclusive, esse conceito é bastante difundido por influencers reconhecidos e há muita gente que entra na onda.

A grande questão é que dormir, e mais do que isso, dormir bem, tem um papel fundamental na manutenção da nossa saúde como um todo.

Uma boa noite de sono é capaz de reduzir significativamente o estresse, reduzir o apetite, melhorar o humor e o raciocínio, fortalecer o sistema imune, ajudar na memória e muito mais. 

Inclusive, é durante o sono que acontecem processos metabólicos essenciais para manter o corpo e a mente saudáveis. Se quiser saber mais sobre o assunto, navegue pelo nosso blog, temos diversos artigos que explicam a relação de uma boa noite de sono com a qualidade de vida. 

Qual a quantidade de horas dormidas ideal para uma boa noite de sono?

No geral, o ideal é uma noite de sono com cerca de 7 a 8 horas de sono, mas isso não é uma regra. A necessidade de sono adequada para cada pessoa pode variar de acordo com a faixa etária, por exemplo, sendo preciso mais horas de sono durante a infância e adolescência, fases de maior desenvolvimento cerebral, e em quantidade menor na fase adulta.

E se você já virou a noite em claro, sabe que para além da sensação de cansaço ao longo de todo o dia, em curto prazo dormir pouco ou não dormir nada pode ainda provocar dores em diversas partes do corpo, irritabilidade, alterações de humor repentinas, tornar o raciocínio mais demorado, dificultar a concentração, provocar perda de memória de fatos recentes, além de atrapalhar o processo criativo. 

Já a longo prazo, a privação de sono diminui o vigor físico, afeta o sistema imunológico e ainda pode contribuir para o envelhecimento precoce, uma vez que afeta os hormônios “rejuvenescedores”, como a melatonina, responsável por deixar a pele descansada, e que só é produzida durante o sono.

Mas isso não é tudo. Pessoas que dormem pouco apresentam maior tendência para desenvolver obesidade, diabetes tipo 2,  possuem maiores chances de desenvolver doenças cardiovasculares, gastrointestinais,  sofrer perda crônica de memória, acidente vascular cerebral e até mesmo doença de Alzheimer

Dormir é mais do que fechar os olhos e descansar após um dia exaustivo de trabalho ou estudos, é garantir a qualidade da sua saúde física e mental.

É possível recuperar o sono perdido?

Há diversos estudos sobre o tema, no entanto, um levantamento divulgado em 2019 mostrou que dormir por um tempo maior não é o caminho eficaz para reparar uma noite sem dormir. Outro detalhe que é importante levar em conta quando se fala em qualidade do sono é que dormir à noite é diferente de dormir de dia, porque é no sono noturno que acontecem a liberação de substâncias e enzimas necessárias para o nosso organismo.  

Isso significa que dormir mais um pouco no fim de semana não recupera o sono perdido. A quantidade de sono perdida não pode ser recuperada. Além disso, é complicado analisar o sono apenas pela quantidade de horas dormidas, focar na qualidade desse descanso é fundamental.

E se quiser saber mais detalhes sobre o estudo e como dormir melhor, recomendamos a leitura de um artigo aqui do blog,  clique aqui para ler. 

Principais cuidados com o sono nas festas de fim de ano

A verdade é que dá para curtir bem e ainda garantir uma boa noite de sono. É só seguir essas dicas, veja só:

De olho na alimentação

Durante as festas de fim de ano, é comum darmos aquela exagerada na hora da ceia, não é mesmo?

A ideia aqui não é que você siga uma dieta rigorosa nesse período, mas sim que entenda que, se quiser reduzir os impactos no sono, é uma boa prática observar o cardápio reservado para a data.

Assim, alimentos ricos em carboidratos, como massas, arroz, batata, farinha de milho e açúcar, por exemplo, precisam ser consumidos com moderação, pois eles provocam indisposição  e ainda dão sonolência.

Isso é bom, certo? Errado! O problema é que em quantidades altas de carboidratos, o sistema digestivo precisará fazer uma força maior para realizar todas as suas funções, o que consequentemente, afeta torna o metabolismo bem lento. 

E apesar do soninho que pode surgir, a verdade é que, ao dormir, ele se apresenta completamente agitado e conturbado – resultado de uma força tarefa do intestino para metabolizar tudo de forma mais rápida. 

Mas além deles, há outros alimentos que podem “sobrecarregar” o sistema digestivo e atrapalhar a sua noite, tais como: pimenta (porque ela afeta diretamente a temperatura corporal e, esse aumento afeta o sono), alimentos ácidos (que inclusive podem causar refluxo e outros desconfortos) e alimentos ricos em gorduras (já que a gordura é mais difícil de ser digerida). 

Atenção às bebidas

As bebidas também merecem um ponto de atenção quando se fala em cuidados com o sono. Isso porque durante as festas de fim de ano é bem comum a ingestão de diversos tipos de bebidas alcoólicas, refrigerantes e até energéticos, misturados ou não com álcool.

Essas bebidas relaxam o músculo da garganta e da língua, o que aumenta o ronco e afeta o sono, e ainda são estimulantes, atrapalhando o processo de sono.

Por isso, ao ingerir vinho, cerveja, espumantes e outras bebidas, beba com moderação e intercale o consumo com um copo de água, assim, além de evitar a desidratação característica deste tipo de bebida, você ajuda a controlar os níveis de álcool no organismo.  

Planeje a volta à rotina após as festas

Ter cuidado com o sono não significa que você não deva ou não possa aproveitar as festas de fim de ano- ainda mais se você mantém uma rotina atenta com o seu sono no dia a dia, o impacto de uma ou duas noites perdidas serão bem menores do que quem tem problemas frequentes para dormir ou evita dormir a quantidade de horas suficientes.

Então, além da atenção com o consumo e ingestão de bebidas, passado o período de festas, procure voltar à sua rotina de sono o mais rapidamente possível, definindo um horário para acordar e dormir.

Fazer isso, além de te dar maior controle sobre suas atividades e descanso, também contribui para que o próprio cérebro perceba e aprenda qual a hora a certa de dormir, e, ao fazer essa associação frequentemente, ele contribui para que se pegue no sono de maneira muito mais rápida.

Tome um banho quente

Existe um senso comum de que tomar banho antes de dormir tira o sono, mas a verdade não é bem assim: o segredo está na temperatura do seu banho.

Um estudo publicado em 2019 e feito por cientistas da Universidade do Texas desvendou esse mistério. E essa descoberta faz todo o sentido, já que a temperatura corporal é um fator que influencia uma pessoa a dormir bem.

Inclusive, de acordo com o estudo, a temperatura ideal é algo entre 40ºC a 42ºC, em um banho tomado até duas horas antes de se deitar.

Por isso, antes de deitar na cama, procure tomar um banho morno ou quente, pois o banho ajudará a regular o relógio biológico interno e a dormir com mais facilidade e melhor. Você sabia disso? 

Coloque o pijama

Pode ser tentador sair das festas e capotar na cama com a roupa do corpo, ainda mais se você exagerou um pouco na bebida. 

No entanto, vale a pena fazer uma forcinha, enfrentar o cansaço ou preguicinha e colocar uma roupa confortável para dormir. Por que? Se lembra que falamos que o cérebro faz associações? 

Aqui é o mesmo caso: ao usar roupas adequadas para dormir, além de garantir um conforto maior durante a noite, você estimula seu cérebro a entender a hora de descansar, tornando o processo de pegar no sono mais rápido.

Não force o sono

Seja pela agitação do momento ou por uma série de pensamentos que a entrada de um novo ano pode gerar, caso sinta dificuldade para dormir, a regra é clara: não force. 

Se ao deitar notar que o tempo passa e nada do sono aparecer, levante-se da cama e tente fazer uma outra coisa, como ler um livro ou só esticar o corpo mesmo.

Forçar o sono, além de provocar irritabilidade pode atrapalhar a associação que o cérebro precisa ter sobre a cama, que é o local apropriado para dormir. 

É por esse motivo também que não é recomendado fazer outros tipos de atividades no ambiente em que se pretende dormir, como trabalhar, assistir ou ficar mexendo no celular. Aliás, o ideal é não levar esses aparelhos para a cama, já que podem servir de distração e atrapalhar sua rotina de sono.

O mesmo serve para luz e barulhos da televisão na hora de dormir, pois esses estímulos afetam o sono reparador.

Não interrompa o tratamento

Você faz tratamento para apneia do sono? Então seu cuidado precisa ser redobrado! Não é porque as festas de fim de ano chegaram que é hora de descuidar, combinado? 

A dica é a mesma sobre os alimentos e bebidas, porque como já explicamos, há certos tipos de alimentos que podem provocar o relaxamento da musculatura e dificultar a respiração. Por isso, todo cuidado é pouco!

Além disso, é fundamental não parar o seu tratamento de forma alguma, mesmo em períodos de festa. A verdade é que independente da época do ano é possível sim curtir, estar com a família e viajar sem abrir mão do tratamento: a chave é se planejar bem para não esquecer tudo o que é importante. 

Nesses casos, você pode também entrar em contato com seu médico ou fisioterapeuta e tirar as dúvidas sobre as melhores práticas na hora de viajar com seu aparelho e pegar algumas dicas. O importante mesmo é se manter firme no cuidado com você, combinado?!

Uma vida com bons e novos ares

Viu só como dá para se divertir sem deixar de lado alguns poucos detalhes que fazem a diferença quando o assunto é cuidados com o sono? Pois é, e vale a pena essa dedicação. 

Seja para tirar dúvidas sobre os nossos produtos, serviços ou tratamentos, saiba que na  Respire Care você encontra o suporte que você precisa para ter mais qualidade de vida para respirar aliviado, tendo ao seu lado uma equipe especializada e apaixonada pelo que faz.

Conte com a gente!

Esperamos que tenha gostado deste conteúdo. Aproveite para conhecer outros conteúdos no nosso blog e ficar por dentro de temas sobre saúde, sono e apneia do sono. 

Até a próxima!

oxigenoterapia.jpg

Concentrador de oxigênio: o que é e para que serve?

Quem convive com alguém que tem algum problema respiratório (ou mesmo que tenha), certamente já se deparou com os termos cilindro e concentrador de oxigênio. Os dois são métodos usados na oxigenoterapia domiciliar como forma de manter a quantidade ideal de oxigênio no sangue.

Mas apesar de terem a mesma função, eles não funcionam da mesma forma e a escolha de cada um vai depender das necessidades e estilo de vida do paciente. Quer entender mais sobre o assunto? Siga conosco e boa leitura!

O que é oxigenoterapia?

Você já ouviu falar de oxigenoterapia? Parte da terapia respiratória, ela é recomendada para o tratamento de doenças respiratórias, como DPOC e fibrose pulmonar e tem o objetivo de manter os níveis adequados de oxigênio no sangue. Para uma pessoa saudável, por exemplo, a saturação deve ser superior a 92%, podendo chegar a 97%.

Para fazer essa correção, há dois possíveis tratamentos que podem ser indicados: o uso de cilindro ou o concentrador de oxigênio. 

Mas por que é importante tratar?

As células do nosso corpo precisam de oxigênio para continuarem desempenhando suas funções adequadamente, e quem leva para elas esse oxigênio? Exatamente, o sangue! 

E a falta de oxigênio pode ainda acarretar problemas sérios para o corpo, sendo que o cérebro é o órgão mais afetado nesses casos.

Hipóxia versus hipoxemia

Quando se fala nesse assunto, há ainda dois termos que estão relacionados com a baixa quantidade de oxigênio: a hipóxia e a hipoxemia, mas eles não são iguais. Enquanto a hipóxia se refere aos baixos níveis de O2 nos tecidosa hipoxemia caracteriza a falta ou insuficiência de oxigênio no sangue.

Isso significa que os dois problemas podem ocorrer, ao mesmo tempo, em um paciente. 

Ainda sobre a hipoxemia, há diferentes tipos e elas variam de acordo com o fator que provoca a baixa concentração de O2 no corpo. 

Quanto ao tratamento, em ambos os casos a oxigenoterapia é recomendada.

E como a falta de oxigênio é diagnosticada? 

Os principais sintomas que demonstram uma possível falta ou insuficiência de O2 são: falta de ar propriamente dita, tontura, respiração acelerada e curta, ansiedade, suor excessivo e presença de coloração arroxeada nos dedos e lábios.

Para certificar a necessidade de suplementação de oxigênio, o médico pode pedir uma gasometria arterial ou fazer uma oximetria para avaliar as quedas de oxigenação.

Aqui na Respire Care realizamos a oximetria noturna (Oximetria Noturna – Respire Care – Fone: (11) 2677-7600) que é a avaliação da oxigenação durante a noite de forma indolor e não invasiva. 

Qual a diferença entre concentrador de oxigênio e cilindro de oxigênio?

Cilindros de oxigênio

Talvez você não se lembre das aulas de química, mas lá aprendemos que o nosso ar é composto por aproximadamente 21% de O2 e 79% de outros gases, entre eles o nitrogênio, argônio, carbônico e o vapor de água.

Mas o que isso tem a ver? É que a principal característica dos cilindros de oxigênio, é que eles fornecem oxigênio puro. Por esse motivo, quando acabam, precisam ser levados para a reposição por profissionais. 

Há opções menores, que são mais portáteis, mas, ainda assim, o paciente fica dependente da logísticas de recargas.

Outra desvantagem deste modelo é o custo. Como precisa ser recarregado frequentemente por profissionais especializados, o custo acaba sendo relativamente mais alto.  

Além disso, os pacientes que usam os cilindros de oxigênio precisam ter um cuidado maior com relação ao manuseio. Os cilindros maiores devem ficar em um ponto fixo da casa pois qualquer movimentação aumenta muito o risco de queda do cilindro e de acidentes.

Concentradores de oxigênio

Se os cilindros oferecem oxigênio com uma pureza em torno de 99%, os concentradores aproveitam o ar presente na atmosfera.

E como o próprio nome sugere, ele concentra o O2 atingindo uma concentração em torno de 95% e a partir daí, fornece o oxigênio ao paciente, que pode ser por meio de cânulas ou máscaras. O oxigênio produzido pelo concentrador é considerado medicinal devido a sua pureza, é seguro e clinicamente eficiente. 

Moderno, de fácil manuseio e prático, existem dois tipos de concentradores de oxigênio disponíveis no mercado, os estacionários e os portáteis. 

Por concentrarem uma quantidade maior de O2, os estacionários são mais pesados e só funcionam se ligados à energia elétrica. Eles são bastante resistentes e podem ser indicados para tratamentos de curto prazo, mas também para uso contínuo.

Já os concentradores de oxigênio portáteis tem um design mais moderno, são menores possuem bateria e são indicados para locomoção de pacientes que precisam fazer uso do oxigênio contínuo

A principal característica deles é a leveza, o que garante maior liberdade e independência quando o assunto é mobilidade, pois podem ser facilmente transportados. 

E não se deixe enganar, apesar de menores, eles são super resistentes e desempenham bem sua função seja em viagens, em casa ou em um passeio com a família.

Vantagens do concentrador do oxigênio em relação aos cilindros

Fora a mobilidade, os concentradores têm ainda outros benefícios se comparados com os cilindros, veja só:

Maior fonte disponível: como os concentradores usam o ar da atmosfera para se abastecer e só então, fornecer O2 ao paciente, eles acabam sendo bem mais vantajosos, já que conseguem oferecer a quantidade ideal por quanto tempo for necessário. 

O mesmo não acontece com os cilindros, que precisam ser recarregados por um local especializado quando acabar. 

Mais simples: quando se fala em instalação, mobilidade e peso, os concentradores também levam a melhor. A instalação na residência é simples, possuem rodízios que possibilita deslocamento dentro da casa e são bem mais leves do que os cilindros.

Consumo de energia reduzido: os modelos de concentradores mais modernos têm menor consumo de energia do que os modelos antigos. 

Mais econômico: quando se fala em preço, para quem faz uso contínuo, os concentradores acabam sendo bem mais acessíveis do que os cilindros pois não necessita de recarga.

Quem deve usar concentrador de oxigênio?

O concentrador de oxigênio é indicado para todas as pessoas que sofrem por falta ou apresentam níveis inadequados de oxigênio na corrente sanguínea. 

Como já dissemos, existem diversas condições que podem contribuir para os quadros de insuficiência, tais como DPOCS (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), fibrose pulmonar, asma, pneumonia, bronquite, insuficiência cardíaca, entre outras situações. 

Como escolher o concentrador de oxigênio certo?

A escolha do concentrador de oxigênio vai depender da quantidade de O2 que o profissional indicar para o seu tratamento, que é avaliado por quantidade de litro por minuto (l/min).

Acho que já ficou claro que o concentrador é um equipamento médico e, portanto, não pode ser usado sem a devida prescrição médica, certo? 

E quanto tempo dura um concentrador? Bom, depende. Em média, esses equipamentos podem durar de 4 a 7 anos, dependendo do modelo e do uso dele. 

Principais modelos 

Opções não faltam quando o assunto é concentradores de oxigênio, mas, trouxemos aqui três modelos para você conhecer:

Simplygo Mini

Extremamente leve, o concentrador portátil Simplygo Mini oferece o máximo de autonomia e liberdade aos pacientes, sendo o menor equipamento deste tipo produzido pela Philips Respironics. 

Fácil de usar, a tela do aparelho é sensível ao toque e permite a configuração do brilho, fluxo de ar e até configurar as notificações, como por exemplo, como serão os  alertas dos níveis baixo de bateria. 

Apesar de ser pequeno, o Simplygo Mini não deixa a desejar e quando se fala em segurança, cumpre muito bem ao quesito: ele possui alarmes para notificar quando a concentração de oxigênio estiver baixa e é capaz de identificar ausência de respiração, alta taxa respiratória, falhas técnicas e muito mais. 

Esse modelo só fornece fluxo pulsado, por isso se faz necessário a titulação da dose ideal. Na dose pulso o oxigênio é entregue em mililitro (ml) e é diretamente dependente da FR do paciente. 

Esse modelo tem a versão com bateria extendida, que possibilita autonomia em torno de 9 hrs na dose pulso 2. O Simplygo Mini é homologado para uso em aeronaves e possui cabo 12 volts para utilizar em viagens de carro. 

Concentrador portátil Simplygo

Também produzido pela Philips Respironics, o Simplygo é ideal para transporte para pacientes que necessitam de uma dose maior.

Ele é leve, ou seja, pode acompanhar o paciente para qualquer lugar que ele vá. Além disso, é bastante seguro e já foi colocado à prova em lugares extremos para testar sua resistência e saiu com aprovação, também tem liberação para uso em aeronaves.

Prático, portátil e eficiente, o concentrador de oxigênio SimplyGo foi projetado para quem deseja desfrutar de tudo, sem deixar de lado a continuidade da oxigenoterapia com o máximo de eficiência.

O aparelho conta com uma bolsa e um carrinho com rodas, que facilita o transporte, permitindo sua mobilidade de forma prática e segura. 

Com menos de 5 kg, o SimplyGo é o único concentrador que possui um fluxo contínuo e  dose pulsada em um único aparelho.

Concentrador EverFlo

O concentrador EverFlo é do tipo estacionário, sendo ótimo para quem quer mais economia sem abrir mão da praticidade e é Indicado para pessoas que precisam de um baixo fluxo de ar (até 5 litros por minuto). 

Seu design foi pensado com o máximo de otimização, por isso, ele é considerado uns dos modelos estacionários mais fáceis de transportar.

Além disso, o equipamento conta com placa de OPI (indicador de porcentagem de oxigênio), que mede a quantidade de concentração de oxigênio e possui alarmes em caso de baixa concentração.

Cuidados com  concentradores estacionários:

– Verificar voltagem (110V ou 220V) 

– Não liga-lo ao nobreak

– Utilizar Tomada exclusiva sem adaptadores

– Manter local fresco e arejado sem obstruir a entrada de ar 

– Observar autonomia e necessidade de recarga do cil de backup 

Mas atenção: antes de sair escolhendo o seu modelo, é importante ser devidamente diagnosticado e orientado pelo médico ou o fisioterapeuta. O uso indevido desses equipamentos podem causar prejuízos sérios à saúde. 

Agora que você entendeu mais sobre oxigenoterapia e a importância dos concentradores para o bem-estar do paciente, navegue pelo nosso blog e veja outros conteúdos. 

E se quiser alugar ou comprar concentradores de oxigênio com toda a segurança e sem sair de casa, é só entrar no nosso site, preencher o formulário, que nós entraremos em contato com você.

polissonografia.jpg

O que é e como funciona o exame de polissonografia?

Se você nos acompanha com frequência por aqui, já deve ter lido que muitos dos distúrbios e alterações dos padrões de sono precisam de um exame específico para que sejam determinados: a polissonografia. 

Pensando nisso, preparamos um conteúdo para explicar com mais detalhes o que é, como funciona e as principais dúvidas sobre este exame. Vamos lá? Boa leitura!

O que é polissonografia?

Popularmente conhecido como exame do sono, a polissonografia é um exame que serve para analisar e diagnosticar doenças relacionadas ao sono. Desta forma, com ele é possível detectar distúrbios e outras alterações enquanto se está dormindo, podendo ser feito em pessoas de qualquer idade.

No geral, não há restrições para a fazer o exame, mas em casos em que o paciente estiver  gripado, tossindo, com febre, ou se estiver com a pele sensível e machucada ou ainda se houver realizado algum procedimento estético na pele, como peeling, por exemplo, que pode deixar o local sensível,  é recomendado fazer um novo agendamento.

Outra situação que não é indicada para a realização do exame é se o paciente estiver chegando de uma viagem internacional com fuso horário diferente, o que pode atrapalhar o sono.

Mas o que é um distúrbio do sono?

De forma resumida, são alterações que afetam o sono de uma pessoa. Desta forma, eles vão desde impedir que o paciente consiga ter uma boa noite de sono mesmo estando exausto à fazê-lo sentir sono ininterruptamente, por mais que tenha tido uma noite de sono considerada normal. 

Existem diversos tipos de distúrbios do sono e entender qual tipo afeta o bom funcionamento do seu sono é fundamental se você busca mais qualidade de vida e saúde. 

Como funciona o exame?

O exame de polissonografia é realizado enquanto o paciente está dormindo e, por incrível que pareça, é um exame bastante tranquilo e nenhum pouco invasivo. 

Para fazer o exame, o paciente dorme em um centro médico, em um ambiente preparado para monitorar todas as variações fisiológicas que ocorrem durante o sono. 

O registro dessas alterações são identificadas graças aos eletrodos fixados no couro cabeludo e no corpo (pernas, tronco e peito), além dos sensores colocados nos dedos do paciente, que fará a medição do nível de oxigênio no sangue. E pode ficar tranquilo, esses aparelhos não atrapalham pegar no sono.

Outro detalhe bacana de ser mencionado é que a polissonografia não é um exame só, ele é um conjunto de avaliações que permitem observar as alterações durante o sono,  e envolve outras análises, e elas:

Eletroencefalograma: visa detectar alterações neurológicas a partir de registros da atividade cerebral;

Eletromiograma: os eletrodos avaliam o movimento dos músculos;

Eletro-oculograma: o nome pode ser meio incomum, mas esse exame busca informações sobre o funcionamento da parte ocular. É nele que são feitos os registros das fases de sono;

Eletrocardiograma: registra o ritmo e o batimentos do coração por minutos;

Fluxo aéreo: verifica a respiração nasal e oral;

Esforço respiratório: analisa o tórax e abdômen;

Movimentos corporais: este exame avalia o movimento dos membros inferiores (pernas);

Gases sanguíneos: analisa a saturação de oxigênio e também a concentração de dióxido de carbono no sangue;

Sensor de ronco: registro da intensidade do ronco.

Desta forma, o exame de polissonografia avalia as ondas cerebrais, atividades do músculo, frequência cardíaca, movimento dos olhos, taxa de respiração e quantidade de oxigênio no sangue para identificar alterações nos padrões de sono.

Quando é recomendado fazer polissonografia?

Existem mais de 100 tipos de distúrbios do sono catalogados pela medicina e algumas dessas alterações possuem sintomas bastante similares ou até o mesmo sintoma para um distúrbio diferente. 

Assim, a polissonografia se torna necessária para auxiliar no diagnóstico correto e, posteriormente, tratamento de diversos distúrbios, tais como:

Apneia do sono, em que o paciente para de respirar durante o sono;

Narcolepsia, caracterizada por uma sonolência extrema e “ataques” de sono ao decorrer do dia;

Distúrbios convulsivos, que são provocados por episódios de convulsões “não provocadas”, ou seja, que acontecem por causas naturais, como fatores genéticos ou desequilíbrio metabólico, por exemplo.

Insônia crônica, que é a dificuldade de adormecer ou continuar dormindo ao longo da noite;

Hipersonia, cansaço extremo mesmo dormindo as horas consideradas adequadas de sono; 

Bruxismo do sono, caracterizado pela compressão do maxilar de forma involuntária durante a noite, provocando o desgaste dos dentes, inchaço na gengiva, sangramentos e dor de cabeça ao acordar;

Transtorno comportamental do sono REM, distúrbio no qual o paciente reage fisicamente aos sonhos que tem, na maioria das vezes de forma desagradável, com movimentos violentos e bruscos das pernas e braços durante a noite.

Tipos de polissonografia

A polissonografia é dividida em 4 tipos, que variam de acordo com a complexidade do exame, podendo ser entendidas desta forma: 

  • Polissonografia tipo 1: é o tipo realizado em laboratório ou centro médico do sono e, portanto, conta com a observação de um técnico. Esse modelo é o mais completo e recomendado de ser feito. 
  • Polissonografia tipo 2: esse tipo é feito sem observação de um técnico, podendo ser realizado em domicílio.  
  • Polissonografia tipo 3: também chamada de polissonografia cardiorrespiratória, ela ocorre sem a observação do profissional. O exame domiciliar é específico para diagnosticar apneia do sono.
  • Polissonografia tipo 4: considerado o mais simples dos exames;.
  • Polissonografia com CPAP: faz a análise de distúrbios do sono e permite ajustar o cpap nasal, que é um aparelho usado por pacientes que apresentam apneia obstrutiva do sono.

Principais dúvidas sobre polissonografia 

Polissonografia é seguro?

O exame de polissonografia é extremamente seguro e é realizado por um profissional capacitado, por isso, não precisa ter medo. 

É um exame simples?

Sim! Como já falamos mais acima, a polissonografia é um exame bastante simples, não invasivo e é indolor. O paciente faz tranquilamente dormindo, literalmente!

Quanto tempo dura?

O exame ocorre durante o sono do paciente, ou seja, em média de oito horas, mas isso varia de cada caso. 

Qual médico pode solicitar a polissonografia?

Como o exame é usado para identificar desvios de padrões de sono, geralmente o médico que solicita a realização dele atua na área do sono, como o neurologista, otorrinolaringologista, psiquiatra, pneumologista, além dos fisioterapeutas respiratórios especializados na medicina do sono.

Mas nada proíbe que outro médico peça o exame.

Existe recomendação de preparo antes de fazer o exame?

Para que ocorra tudo bem durante a polissonografia, é recomendado que se evite o consumo de produtos com cafeínas, bebidas energéticas e alcoólicas por, no mínimo, 24 horas antes da realização do exame.

Como os eletrodos são fixados no corpo, também é uma boa prática não passar cremes e géis que possam atrapalhar a fixação do aparelhinho.

Além disso, evite usar esmalte de cor escura, vá com a cabeça limpa e seca, sem a presença de creme, condicionadores ou outros produtos capilares. Evite procedimentos esfoliantes no rosto ou procedimentos que podem deixar a pele muito sensível por, no mínimo, uma semana antes do exame. 

É possível fazer polissonografia em casa?

Sim, existe a possibilidade de realizar a polissonografia domiciliar e, neste caso, o técnico leva e instala todos os aparelhos necessários para o exame, fazendo o recolhimento dele no dia seguinte. No caso do exame tipo 3, o próprio paciente recebe a orientação do profissional e instala o equipamento para dormir.

A Polissonografia domiciliar é bastante eficiente, mas pode ocorrer de algum sensor  desconectar, fazendo com que o exame precise ser refeito.

Como saber se preciso fazer polissonografia?

O exame é solicitado em casos em que o paciente relata sonolência excessiva ou falta total de sono, apresenta síndrome das pernas inquietas, ronco alto e contínuo, pausas respiratórias e sono agitado. 

Se você se identificar com um ou mais sintomas descritos neste artigo, consulte um médico. Nosso objetivo é te deixar mais bem informado sobre o assunto, mas não substitui uma avaliação médica.

Agora que você sabe tudo sobre polissonografia, que tal navegar pelo nosso blog para conhecer mais sobre os distúrbios do sono? Manter uma boa alimentação, fazer exercícios físicos, cuidar da mente e valorizar o sono são cuidados que devem ser adotados no dia a dia para ter uma vida mais tranquila e gostosa.

Caso tenha alguma dúvida sobre fisioterapia pulmonar, nossos produtos ou serviços, conte com a gente. A Respire Care está aqui para cuidar de você e te ajudar a respirar melhor, sinta-se à vontade para entrar em contato conosco.

Até a próxima!

Se gostou deste conteúdo, pode se interessar também por:

7 mitos e 7 fatos sobre a apneia do sono que você precisa entender

Bruxismo e apneia do sono: qual a relação?

Reabilitação Pulmonar: tudo o que você precisa saber

Narcolepsia x Apneia: qual a diferença?

Precisamos conversar sobre DPOC

A importância do sono para fortalecer a nossa imunidade

7-mitos-e-7-fatos-sobre-Apneia-do-Sono.png

7 mitos e 7 fatos sobre a apneia do sono que você precisa entender

A apneia é um distúrbio que afeta a qualidade de vida e sono de quem sofre com isso. Nessas condições, o paciente pára de respirar por um tempo e acorda assustado com falta de ar. Além de não conseguirem ter uma noite de sono reparadora, a apneia pode provocar outros problemas de saúde e, mesmo sendo uma doença silenciosa, não deve ser negligenciada. 

Apesar de muito comum, muitas pessoas não buscam tratamento adequado e, para piorar a situação, quando se fala em apneia, existem diversos mitos que envolvem o tema, prejudicando ainda mais na busca por cuidado. 

Quer saber quais os principais mitos e fatos sobre a apneia do sono? Então, siga conosco e boa leitura.

7 principais mitos sobre a apneia do sono

1º mito: Apneia do sono não é grande coisa

Ao contrário do que muita gente acredita, a apneia do sono afeta a saúde e a qualidade de vida. A falta de um sono adequado causa inúmeros problemas, danificando tanto as estruturas cerebrais e afetando também o psicológico e o físico dos pacientes.

Perda de memória, baixa produtividade, cansaço ao longo do dia e riscos de acidentes, são alguns dos outros problemas resultados do distúrbio.

2º mito: Apneia só acontece com pessoas mais velhas

Apesar de ser mais comum após os 40 anos, isso não significa que a apneia do sono afeta somente pessoas mais velhas. Ela pode acontecer com pessoas de qualquer idade e independente do sexo, no entanto, alguns fatores de risco que podem contribuir para o desenvolvimento da doença. 

Inclusive, aqui no blog, fizemos um texto sobre a ocorrência de apneia do sono em bebês e quais sinais os pequenos demonstram para ajudar na identificação do distúrbio, se te interessar, clique aqui para ler.

3º mito: Tomar bebida alcoólica ajuda a dormir

Em um primeiro momento, ingerir bebida alcoólica dá até um certa sonolência, porque a bebida afeta o sistema nervoso. No entanto, estar sonolento não significa ter sono de qualidade, já que o álcool promove o relaxamento do músculo da garganta e, consequentemente, pode contribuir para bloquear a respiração para quem tem apneia do sono.

Essa mesma situação é observada com uso de remédios para dormir. 

4º mito: A posição não interfere na respiração

Pacientes com apneia do sono devem se atentar com a posição na hora de dormir. Sendo assim, dormir com a barriga para cima não é uma boa opção já que bloqueia as vias respiratórias. 

Para evitar que isso ocorra, o ideal é dormir de lado porque permite o fluxo livre de ar.

5º mito: Somente pessoas acima do peso tem apneia do sono

Apesar de pessoas acima do peso terem mais tendência de desenvolverem o distúrbio, isso não significa que somente pessoas com uns quilinhos a mais podem ter apneia. O distúrbio pode afetar qualquer pessoa, independente do peso. 

6º mito: Só uma cirurgia é capaz de tratar a apneia do sono

Há alguns tipos de  intervenções cirúrgicas que podem tratar a apneia do sono. 

A indicação é maior quando existe alguma anomalia anatômica ou quando o paciente não se adapta ao tratamento com CPAP

Uma delas é chamada de uvulopalatofaringoplastia, ela é feita uma remoção, redução ou remodelação de partes do palato mole (céu da boca) e da úvula.

A outra cirurgia é a amigdalectomia, que consiste em retirar as amígdalas e adenoides para “conseguir mais espaço” para a passagem de ar.

No entanto, o tratamento de apneia pode também ser feito com uso de aparelhos respiratórios como o CPAP e o BIPAP, que proporcionam qualidade de vida de um jeito menos invasivo.

7º mito: Todo mundo que ronca tem apneia do sono

O ronco pode ser um indício da presença da apneia do sono, no entanto, não pode ser considerado de uma forma isolada.

A apneia do sono é caracterizada por repetitivas obstruções das vias aéreas durante o sono, que geram dificuldade para respirar, limitando ou impedindo a passagem do ar até os pulmões.

Consequentemente, enquanto dorme, a pessoa sofre diversas interrupções temporárias da respiração, e cada pausa dura cerca de 10 segundos.

O ronco, por sua vez, é caracterizado pela vibração das vias aéreas, como nariz e garganta. Ele ocorre justamente pela dificuldade da passagem de ar no ato da respiração.

É por isso que quem tem apneia, ronca. Porém, o contrário não necessariamente acontece, ou seja, uma pessoa pode roncar e não apresentar o diagnóstico de apneia.

O ronco pode estar ligado a outros fatores, como idade, obesidade, consumo de bebidas alcoólicas, muito cansaço, hábito de dormir de barriga para cima, problemas nasais, entre outros.

7 fatos sobre a apneia do sono

1º fato: Apneia do sono pode matar

Justamente pelo que foi dito no tópico anterior, a apneia do sono é um risco grave para a saúde e vida dos pacientes.

Fora os diversos problemas relacionados à má qualidade do sono, a apneia do sono aumenta as chances de ter derrames e ataques cardíacos, e devido ao baixo nível de atenção e concentração, pessoas com apneia estão mais vulneráveis a sofrerem acidentes.

2º fato: Apneia do sono e hipersonia tem relação

Por conta da apneia do sono, muitos pacientes que não conseguem dormir, o resultado é a sonolência excessiva ao longo do dia. 

Na medicina esse evento é chamado de hipersonia, e se caracteriza por um sono extremo, muitas vezes incontrolável, que pode fazer com o que paciente passe por diversos constrangimentos sociais ou até mesmo risco de acidentes pelo comprometimento da atenção e do foco. 

Apesar desse sono extremo, ao contrário da narcolepsia em que o paciente dorme sem controle, em qualquer lugar, geralmente na hipersonia, mesmo com o cansaço e sono excessivos, o paciente não consegue dormir. 

Pacientes com apneia do sono podem desenvolver o sintoma, mas isso não significa que todos os pacientes desenvolvam hipersonia. Vale dizer também que apneia obstrutiva do sono e hipersonia são distúrbios diferentes e, portanto, devem ser tratados de acordo.

3º fato: Perder peso ajuda nos sintomas da apneia

O acúmulo de peso é preocupante para quem tem apneia do sono, porque a gordura extra na região do pescoço pode contribuir para bloquear a entrada e saída de ar. Por esse motivo, perder peso ajuda os pacientes que têm apneia.

Vale ressaltar também que pessoas que dormem mal tendem a ganhar mais peso, uma vez que acabam “compensando” a falta de sono por uma comida, a fim de aumentar o aporte energético que não foi ganho durante a noite. 

4º fato: Uma alimentação inadequada pode contribuir no desenvolvimento da apneia do sono 

Não é novidade para ninguém que ter uma alimentação saudável e variada é benéfica para a saúde física e mental.

Estudos demonstram que pessoas que possuem uma dieta rica em alimentos gordurosos e calóricos são mais propensos a terem apneia obstrutiva do sono e obesidade.

5º fato: CPAP é um tratamento eficaz 

Com certeza! Através de uma pressão contínua de ar nas vias respiratórias, o CPAP é um ótimo aliado, ajudando não só em uma respiração mais fluida, como também na melhora do sono do paciente. 

No nosso site você encontra depoimentos reais de pessoas que tiveram suas vidas transformadas após fazerem o tratamento, assista aqui.

Outro grande mito que envolve o uso do CPAP é que ele afeta de um jeito negativo a aparência física, mas isso não é verdade. 

Inclusive, alguns pesquisadores de Michigan resolveram responder essa questão, avaliando 22 pessoas, incluindo alguns médicos, para checar se a aparência seria afetada. 

Ao longo do tempo com o uso do aparelho, todos os pesquisados foram submetidos a fotografias constantes, antes e depois do tratamento com CPAP, e o resultado foi surpreendente: os pacientes que passaram pela terapia pareciam mais atentos, jovens e mais atraentes do que antes do tratamento. 


6º fato: É possível dormir bem usando CPAP

Em um primeiro momento pode ser difícil se imaginar dormindo com o aparelho, mas a verdade é que com um pouco de calma e com as técnicas certas dá sim para dormir bem e ter mais qualidade de vida com o uso do CPAP.

Na Respire Care damos todas as orientações e tiramos todas as dúvidas que os pacientes possam ter, tornando esse momento de transição o mais tranquilo possível. 

Outro grande tabu que envolve os aparelhos para o tratamento da apneia do sono é que eles são caros e que qualquer aparelho serve, no entanto, isso não é verdade. No mercado há diferentes tipos e opções, e eles são acessíveis, ainda mais considerando o bem-estar proporcionado com o tratamento.

7º fato: É possível fazer o teste de apneia do sono de forma simples

O teste de apneia do sono é uma maneira rápida e simples de identificar, de acordo com os sintomas que você estiver sentindo, se o quadro é indicativo de apneia do sono ou não.

Aqui no site da Respire Care você pode fazer um  teste online, que é gratuito e bem intuitivo, é só clicar aqui para fazer. Tratar a apneia do sono é fundamental se você busca mais qualidade de vida e saúde.

Vale dizer também que o teste não substitui o diagnóstico, portanto, a avaliação médica continua sendo necessária, combinado?

E você, sabia desses mitos e fatos ou conhece algum outro mito que não falamos aqui? Deixe nos comentários, será um prazer ler. Compartilhe também este conteúdo com as pessoas que importam para você. A apneia do sono é um distúrbio potencialmente grave e precisa ser cuidado, fique atento. 

Se você gostou deste artigo ou quer saber mais sobre a apneia do sono, navegue pelo nosso blog, aqui você encontra diversos conteúdos relacionados ao tema e muito mais.

Apneia-e-bruxismo.jpg

Bruxismo e apneia do sono: qual a relação?

O bruxismo do sono, ou simplesmente conhecido como bruxismo, é um hábito inconsciente e involuntário que leva uma pessoa  a ranger os dentes constantemente durante o sono.

Mas o que causa bruxismo, só existe um tipo, quais os sintomas e qual a relação entre bruxismo e apneia do sono? Essas e outras questões você confere ao longo deste artigo, por isso, continue a leitura e tire todas as suas dúvidas sobre este tema.

O que é bruxismo?

Apesar do nome, o bruxismo nada tem a ver com bruxa. A palavra tem origem grega e traduzida quer dizer “ranger de dentes”. Sendo assim, o bruxismo do sono pode ser definido como um hábito involuntário que uma pessoa tem de ranger, deslizar e apertar os dentes.

Esses eventos podem acontecer tanto durante a noite, quanto em diferentes momentos do dia, mas é bem mais comum que ocorram enquanto a pessoa dorme. 

Ainda que o bruxismo não seja uma desordem grave, pode trazer problemas sérios para a saúde se não tratada. 

Tipos de bruxismo

Como já dissemos no tópico anterior, o bruxismo pode ser diurno ou noturno e, além do horário, eles têm suas diferenças. 

O bruxismo diurno, também conhecido como briquismo ou bruxismo de vigília, é caracterizado por um apertamento dos dentes ou tensão da mandíbula e está muito relacionado a questões emocionais, sendo assim geralmente provocados por episódios de ansiedade e estresse.  

Justamente por esse motivo, é comum que pessoas que sofram de bruxismo diurno definam o distúrbio como uma espécie de tique, que se apresenta ao longo do dia. 

Já o bruxismo noturno é o tipo mais comum e é quando o indivíduo faz essa pressão dentária e ranger de dentes, enquanto dorme. É um ato incontrolável e, geralmente, a pessoa nem percebe que está rangendo ou comprimindo o maxilar.

Como acontece durante a noite e não existe uma consciência real sobre o que está acontecendo, é bem comum que pessoas próximas notem o distúrbio. 

Outra forma de perceber a doença é pelas constantes dores e pelo desgaste dentário provocado por essa fricção dos dentes. O bruxismo noturno está mais relacionado a algum tipo de distúrbio do sono, mas também pode ter origem em problemas psicossociais. 

Independente do tipo, é importante identificar quais as causas do bruxismo para que o paciente inicie o tratamento de forma adequada.

Dependendo do caso é possível que seja necessário o uso de placas específicas durante a noite para evitar o contato entre os dentes e também psicoterapia. 

Quais os sintomas de bruxismo?

Os sintomas do distúrbio são logo percebidos porque ele gera uma série de incômodos e dores, tais como:

Dores de cabeça: que são resultado da frequente pressão no maxilar. É um dos sintomas mais comuns dos dois tipos de bruxismo e pode se apresentar tanto de forma mais fraca quanto mais intensa.  

Desgaste dos dentes: por conta da fricção e apertamento que ocorre, danificando toda a dentição. Por exemplo: é bem comum pacientes com bruxismo terem esmalte desgastado e a coloração dentária amarelada, além de dores contínuas nos dentes  e sensibilidade dentária

Dores faciais: como no bruxismo ocorre o apertamento (pressão) nos dentes várias vezes durante a noite (ou dia), é comum que esse ato acabe tensionando a musculatura da região mandibular. O resultado são as dores faciais.  

Cansaço ao longo do dia: pessoas com bruxismo dormem muito mal. Isso acontece porque, devido ao distúrbio, elas não conseguem avançar nos estágios do sono, tendo sempre sono artificial. 

Zumbido no ouvido, dores e infecções: por causa da constante pressão nos dentes, também chamada de Síndrome de Compressão Dentária. Elas ocorrem por uma “falha” dos sinais que o cérebro envia para o ouvido. Por isso não é raro que os pacientes com bruxismo se queixem de ouvir zumbidos e, consequentemente, falta de atenção e concentração. 

Sangramento gengival: o constante ranger do bruxismo aplica pressão em toda a região da boca, o que colabora para o enfraquecimento dos dentes e faz a gengiva recuar. Esse “espaço vago” é um território propício para a formação de bactérias que provocam outras doenças gengivais e, portanto, levam ao sangramento. 

Desgaste ósseo e perda dos dentes: dados os traumas que o bruxismo provoca, as pessoas que sofrem com este distúrbio podem apresentar perda óssea e problemas sérios na estrutura do dente. Dependendo do grau do enfraquecimento ósseo é possível que o dente caia sozinho ou seja removido. 

Estalos ao movimentar a boca: os estalos acontecem ao abrir e fechar a boca porque a pressão provocada pelo bruxismo gera um desgaste na articulação da boca. 

O que causa bruxismo?

Apesar dos avanços médicos que temos testemunhado, ainda não se descobriu o que, de fato, pode causar o bruxismo. Mas o que se sabe até agora é que uma série de fatores combinados resultam no aparecimento do bruxismo. 

Além disso, existem algumas condições que podem contribuir para desenvolver o distúrbio, entre eles, podemos citar:

Estresse: pessoas mais estressadas e que sofrem de ansiedade podem ter o hábito de ranger os dentes, desenvolvendo o bruxismo. A personalidade também pode ser um fator decisivo nesse sentido. 

Idade: ele é mais presente em crianças pequenas, mas também acontece bastante na fase adulta. Para se ter uma ideia, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 40% da população brasileira tem bruxismo.

Genética: foi identificado que famílias com históricos de bruxismo podem ter mais chances de desenvolver a doença bucal. 

Uso de medicamentos: foram observados também a presença de bruxismo como um tipo de efeito colateral após o uso de determinados medicamentos.

Outros transtornos: alguns distúrbios mentais e médicos, como a doença de Parkinson, epilepsia, terror noturno, apneia do sono, distúrbios de déficit de atenção, hiperatividade (TDAH), entre outros, podem estar associados ao bruxismo.

Dificuldade para dormir: é apontada como principal causa quando o assunto é bruxismo. 

Emoções negativas: tensão, frustração, tristeza, raiva, entre outros, são emoções que podem fazer com que os pacientes comprimam ou rangem seus dentes. Por isso, pessoas que vivem episódios frequentes de emoções negativas e respondem dessa forma podem desencadear bruxismo. 

Como tratar?

O tratamento para o bruxismo pode variar de acordo com o diagnóstico realizado pelo profissional. 

Dependendo do caso, é necessário algum tipo de intervenção com aparelhos odontológicos, e, nessas situações, o acompanhamento de um profissional de saúde é indispensável, já que podem provocar efeitos colaterais. 

Além disso, é possível também o uso de medicamentos para controle de ansiedade e outros que ajudam no relaxamento muscular da mandíbula (geralmente indicados para casos extremos) e terapias relaxantes como yogas, exercícios físicos e psicoterapia, que melhoram a qualidade de vida, reduzem  os níveis de estresse e, consequentemente, os sintomas de bruxismo.

Se o indivíduo apresentar ainda problemas respiratórios, além das intervenções que já descrevemos aqui, podem ser necessários outros tratamentos. Por esse motivo, o cuidado do bruxismo geralmente é multidisciplinar. 

Como é feito o diagnóstico de bruxismo?

Na maioria das vezes o diagnóstico de bruxismo é feito por meio de um exame clínico, no qual o dentista avalia a ocorrência de desgaste dos dentes ou outros sintomas, podendo ser complementados ou não, com exames de raio-x para entender a extensão dos danos e causados pelo distúrbio.

Como os pacientes também apresentam problemas relacionados ao sono, pode ser que exames de polissonografia sejam necessários para ajudar na identificação do problema.

Apneia do sono e bruxismo, existe relação?

Tanto a apneia quanto o bruxismo são dois distúrbios do sono que podem acontecer simultaneamente, ou não. E ambos os problemas são mais comuns do que se pensa. Para se ter uma ideia, 3 a cada 10 adultos têm apneia do sono.

E é preciso levar a sério porque sem o tratamento adequado, além de vários aspectos que prejudicam a vida pessoal e social, a apneia do sono pode levar a óbito ou a sequelas mais graves por conta da falta de oxigenação. 

E qual a relação? Até então, acreditava-se que o bruxismo estava relacionado ao estresse, no entanto, estudos recentes reiteram essa possibilidade, afirmando que o estresse talvez não seja o principal fator para o bruxismo, como se acreditava antes. 

Desta forma, averiguou-se que o ponto mais crítico do bruxismo está na dificuldade respiratória durante o sono leve e a incapacidade de chegar ao sono REM.

Há diversos estudos que buscam entender essa relação. Uma pesquisa feita em 2015, por exemplo, demonstrou que o bruxismo ocorre com maior frequência em pessoas que têm apneia grave. 

Outro detalhe importante é a ansiedade, sintomas que acontecem nas duas doenças, porém ocorre de forma mais comum em pacientes com apneia do sono. Para se ter uma ideia, segundo o estudo, pessoas com apneia do sono apresentam 33,3% mais ansiedade do que a população em geral, que é apenas 3%.

A pesquisa inclusive indicou que pessoas que não dormiam adequadamente estavam predispostas a desenvolver bruxismo, tanto do tipo diurno quanto noturno. 

Entretanto, outro estudo apresentado em 2019, apontou que, ainda não existem evidências que comprovem, de uma forma decisiva, a relação entre os dois distúrbios. 

Independente disso, é importante que tanto a apneia do sono quanto o bruxismo, sendo diurno ou noturno, sejam devidamente tratados para evitar maiores problemas de saúde.

Relembrando, o que é apneia do sono

A apneia do sono é um distúrbio bastante sério e também prejudica a qualidade de vida dos pacientes, já que interfere no sono e outras áreas da vida.

A apneia do sono ocorre quando a respiração pára durante o sono e esse episódio pode ocorrer várias vezes numa mesma noite.

Apesar de ser mais frequente em homens, a apneia não tem idade, podendo estar presente em bebês até idosos, principalmente pessoas com mais de 50 anos e com sobrepeso.

Existem diferentes tipos de apneia: a apneia obstrutiva do sono, que é a mais comum em que a garganta relaxa e atrapalha a entrada/saída de ar, a apneia do sono central, que ocorre por uma “falha” do cérebro, que deixa de dar sinais sobre a necessidade de respirar e a apneia do sono mista, em que o paciente sofre dos dois tipos.

Sintomas da apneia do sono

Justamente por interromper a respiração por um momento, a apneia do sono representa um grave risco à saúde se não tratada. Mas além da falta de ar, outros sintomas são fortes indicativos da doença. Confira abaixo alguns deles:

  • Fadiga constante;
  • Falta de energia durante o dia;
  • Sonolência diurna excessiva; 
  • Ronco;
  • Problemas de memória e/ou concentração;
  • Insônia ou sono extremamente agitado;
  • Dores de cabeça constantes;
  • Boca seca e dor de garganta pela manhã;
  • Mudanças repentinas de humor;
  • Tontura ao acordar, que ocorre geralmente pela falta de oxigenação adequada;

Assim como as apneias do sono se diferem, os fatores de risco para cada uma também são específicos, e vários motivos podem estar envolvidos no desenvolvimento delas, incluindo aspectos físicos, como, por exemplo: 

Tamanho do pescoço: a circunferência do pescoço é um fator decisivo, já que pescoços mais grossos podem comprimir as vias e atrapalhar a respiração;

Sobrepeso: o acúmulo de gordura que pode se formar ao redor das vias áreas por conta da obesidade, aumenta os riscos de desenvolver o transtorno;

Histórico familiar: pessoas com familiares que apresentaram apneia do sono também têm mais probabilidade de terem o distúrbio;

Uso de álcool e produtos químicos: dada suas composições, certas substâncias podem provocar o relaxamento da garganta e, consequentemente, interferir na respiração;

Ser fumante: estudos apontam que fumantes têm 3x mais chances de terem apneia obstrutiva do sono do que pessoas que nunca fumaram;

Problemas de saúde: hipertensão, diabetes, Parkinson, insuficiência cardíaca, síndrome dos ovários policísticos, distúrbios hormonais, entre outros quadros clínicos também ajudam a aumentar as chances de ter apneia;

Congestão nasal: pessoas que já têm problemas para respirar têm muito mais facilidades de desenvolverem o distúrbio.

Agora que você sabe o que é bruxismo e qual a sua relação com a apneia do sono, ficou claro que é importante buscar o diagnóstico médico caso apresente um ou mais sintomas com frequência, certo?

Tratar desses distúrbios é fundamental se você quer ter mais qualidade de vida e saúde, já que ela interfere no sono, atenção, concentração e outros aspectos fundamentais para o dia a dia. Por isso, não deixe para depois, sua saúde deve ser prioridade e conte a Respire Care para cuidar de você. 

DPOC.jpg

8 principais dúvidas sobre o DPOC

A DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) atinge mais de 7 milhões de pessoas no país e é uma das principais causas de morte no mundo. 

Essa doença, porém, ainda é desconhecida pela maior parte da população brasileira. Uma pesquisa realizada pelo Panorama da Saúde Respiratória do Brasileiro (encomendada ao Ibope pela Boehringer Ingelheim do Brasil), afirma que 55% dos respondentes não sabiam nada sobre o DPOC.

Nesse cenário, reduzir a desinformação a respeito da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica é essencial para combater os impactos negativos dessa doença na população e estimular o tratamento correto. Por isso, reunimos ao longo deste conteúdo, as principais dúvidas a respeito da DPOC. 

Aqui, você irá conferir:

  1. O que é DPOC?
  2. Como identificar o DPOC?
  3. Como evitar o DPOC?
  4. O que fazer durante uma crise?
  5. É possível ter DPOC e continuar a ser fumante?
  6. Pessoas com DPOC entram no grupo de risco da Covid-19?
  7. Como diferenciar a DPOC com a falta de ar decorrente do Covid-19?
  8. Quais são os tratamentos indicados para o DPOC?

Boa leitura!

1. O que é DPOC?

A DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) é causada por frequentes exacerbações (crises) decorrentes da bronquite crônica e do enfisema pulmonar, inserindo-se no corpo após a manifestação persistente e a evolução de pelo menos uma dessas doenças. Por isso, conheça mais profundamente cada uma delas:

Enfisema pulmonar:

O enfisema pulmonar é uma doença degenerativa, que ocorre devido à destruição do parênquima pulmonar e aos danos nos alvéolos pulmonares. Dessa forma, o enfisema gera a perda gradual da elasticidade do pulmão, resultando na retenção de ar e no aumento da dificuldade respiratória.

Bronquite:

A bronquite crônica, bronquite obstrutiva crônica (com obstrução do fluxo aéreo) ou a bronquite asmática, são doenças que resultam da inflamação nos brônquios, através da constante irritação na mucosa das vias aéreas. A bronquite, portanto, gera o estreitamento e a obstrução das vias respiratórias e dificulta a respiração.

2. Como identificar o DPOC?

Sintomas:

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica é uma doença gradual, por isso, seus sintomas podem ser até mesmo confundidos com um resfriado comum, em sua fase inicial. Porém, à medida que a DPOC evolui, os sinais incômodos característicos que trazem danos aos pulmões e, se agravados, geram inúmeros impactos negativos para a saúde (sem tratamento, podem até coibir a respiração e ser fatal).

Os sintomas mais comuns da DPOC incluem:

– Tosse com produção de muco;

– Pigarro ou catarro excessivo;

– Falta de ar e baixa resistência ao esforço físico;

– Fadiga e pouca disposição;

– Respiração ofegante;

– Chiado no peito ao respirar;

– Inchaço nos pés, tornozelos e pernas;

– Cianose (lábios e unhas azuladas).

É importante frisar que essa doença está muito associada à prática do tabagismo (cerca de 85% dos casos de DPOC são decorrentes do cigarro). Por isso, fumantes ou ex-fumantes devem ter atenção redobrada a qualquer sinal que possa indicar a presença da DPOC.

Além da exposição (passiva ou não) ao tabagismo, a DPOC também está relacionada com fatores genéticos e/ou hereditários, e pode estar presente em pessoas que possuíram doenças respiratórias na infância, à exposição excessiva a substâncias químicas ou partículas inalatórias.

Exames diagnósticos

O diagnóstico da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica deve ser realizada por um clínico geral ou pelo pneumologista, através do histórico clínico e da comprovação de exames diagnósticos, como:

– Raio X do tórax ou tomografia computadorizada, para visualizar como está o sistema cardiorrespiratório através desses exames de imagem;

 Exames de sangue, para medir o nível de oxigênio e gás carbônico no sangue (gasometria arterial);

– Espirometria, um teste de função pulmonar realizado para avaliar a obstrução das vias respiratórias e identificar o grau da doença.

Com esses exames, é possível identificar a presença da DPOC ou de outras doenças respiratórias (como a asma) que podem estar causando os tão incômodos sintomas no paciente.

3. Como evitar o DPOC?

Algumas práticas podem ser grandes auxiliares para evitar a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, como:

– Abandonar o cigarro;

– Evitar a inalação de produtos químicos ou partículas;

– Fazer acompanhamento clínico ao menor sintoma, principalmente caso já possua alguma doença respiratória (como asma, bronquite, enfisema e correlatas).

– Caso necessário, adotar o tratamento correto, seja ele o uso de medicamentos orais ou inalatórios, oxigenoterapia, reabilitação pulmonar, etc.

– Buscar a proteção contra infecções respiratórias, como vacinas contra a gripe, Covid-19 e outras.

Essas medidas também contribuem para aumentar a qualidade de vida e o bem estar generalizado. Por isso, leve em consideração cada um dos tópicos acima para prevenir doenças respiratórias.

4. O que fazer durante uma crise?

A crise de DPOC, também conhecida como exacerbação, é o agravamento dos sintomas (principalmente da tosse com secreção e dispneia). É necessário sempre seguir as recomendações prescritas pelo médico e acompanhar o quadro clínico por meio de consultas periódicas. Em alguns casos, é necessário buscar a hospitalização para conter as consequências do DPOC.

5. É possível ter DPOC e continuar a ser fumante?

O tabaco, além de ser um dos grandes precursores da doença, também está relacionado com o agravamento de seus sintomas. Como dito anteriormente, estimativas apontam que 85% dos casos de DPOC são decorrentes do cigarro!

Tanto a fumaça do cigarro, quanto as partículas que são soltas por ele, possuem inúmeras substâncias tóxicas e/ou cancerígenas que trazem inúmeros malefícios para a saúde. Além destes, há entre as substâncias elementos radiativos e, inclusive, substâncias componentes do veneno para eliminar o rato. Diante de tudo isso, percebe-se a importância de deixar o tabaco de lado para o próprio bem-estar.

Por isso, a recomendação médica é abandonar o cigarro para ter uma melhora completa dos sintomas da DPOC em conjunto com o tratamento prescrito.

6. Pessoas com DPOC entram no grupo de risco da Covid-19?

As pessoas que possuem a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica são mais propensas a desenvolver o agravamento do quadro do coronavírus. Por isso, indivíduos com DPOC fazem parte do grupo de risco do Covid-19 e entram no grupo prioritário à vacinação.

7. Como diferenciar a DPOC com falta de ar decorrente do Covid-19?

Apesar dessas doenças possuírem alguns sintomas em comum (como, por exemplo, a falta de ar), existem alguns sinais que diferenciam a presença da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica do Covid-19.

Por exemplo, o DPOC é gradual e possui uma infecção lenta. Além disso, a DPOC é uma doença crônica e, portanto, os sintomas já se manifestam há algum tempo no paciente. O coronavírus, por sua vez, tem como sintoma a perda do paladar, olfato e diarreia, que não são característicos do DPOC.

Além disso, caso a pessoa obtenha o coronavírus, ela pode apresentar o agravamento dos sintomas a partir da combinação entre os quadros de Covid-19 e DPOC. Nesses casos, é preciso consultar um médico especializado para corroborar a presença do coronavírus e avaliar qual é o tratamento mais eficaz para a recuperação do paciente.

8. Quais são os tratamentos indicados para o DPOC?

O tratamento para DPOC adequado para o paciente deve ser prescrito e orientado pelo pneumologista, a partir dos exames que indicaram a presença e o grau da doença no paciente – desde medicamentos de uso contínuo, uso de oxigênio, fisioterapia respiratória e até cirurgias (que não estão listadas neste conteúdo, mas em casos graves, podem ser consideradas).

Além disso, é importante pensar que, caso a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica esteja associada a um fator externo (como o tabagismo e à inalação de partículas ou substâncias químicas), é preciso evitar a exposição a esses fatores para frear a evolução do DPOC.

Auxílio de medicamentos:

Os medicamentos fazem parte das principais recomendações dos pneumologistas para combater os sintomas da DPOC, podendo variar conforme o grau da doença e os sinais apresentados pelo paciente.

Entre esses medicamentos, podem estar, por exemplo:

– Broncodilatadores inalatórios, que combatem a falta de ar;

– Antibióticos, que tratam as infecções decorrentes dos sintomas da DPOC;

– Corticóides orais, que reduzem a inflamação nos pulmões;

– Mucolíticos, que aliviam a tosse; entre outros medicamentos.

É importante lembrar que a automedicação pode trazer inúmeros malefícios para a saúde. Os medicamentos devem ser prescritos por um profissional da saúde adequado, que leve em consideração o diagnóstico feito previamente, o remédio mais assertivo para isso, além da dosagem correta e outros fatores que influenciam a recuperação do paciente.

Fisioterapia respiratória:

A fisioterapia respiratória tem uma importante atuação para o aumento da qualidade de vida e melhora generalizada nas consequências da DPOC, seja a dispneia (falta de ar), secreção, tosse, fadiga, fraqueza, etc.

Entre um dos principais tratamentos relacionados à fisioterapia respiratória, está, por exemplo, a Reabilitação Pulmonar. Esse tratamento envolve:

– Treinamento físico, constituído por exercícios aeróbicos e exercícios de fortalecimento muscular, que promovem a melhoria do desempenho físico, mais tolerância ao esforço físico e diminuição da fadiga no paciente. Lembre-se de que esses exercícios são prescritos e acompanhados pelo fisioterapeuta, de acordo com as necessidades individuais de cada paciente.

– Educação do paciente, que visa contribuir para que o paciente possa realizar o auto manejo correto da doença. Além dele, o suporte psicológico também atua para aplicar intervenções comportamentais que mantêm os benefícios da Reabilitação Pulmonar nos pacientes de DPOC.

– Orientação dietética, que é uma intervenção nutricional para os pacientes da Reabilitação Pulmonar. Além disso, ela atua como um auxiliar para que o paciente tenha o aconselhamento nutricional necessário para a melhoria da saúde de forma geral, uma vez que muitos pacientes de DPOC podem apresentar perda de peso e dificuldades na sua nutrição.

– Apoio psicológico, que atua como um importante auxílio para que o indivíduo possa lidar com os efeitos que a DPOC pode trazer ao paciente e seus impactos psicológicos no cotidiano.

Vale ressaltar que a Reabilitação Pulmonar funciona de forma individualizada e personalizada para cada paciente, conforme suas necessidades. Além disso, ele é todo desenvolvido com o acompanhamento do fisioterapeuta respiratório ou médico especializado.

Para saber mais sobre esse tratamento, confira o conteúdo em nosso blog “Reabilitação Pulmonar: tudo o que você precisa saber”. Para acessar, clique aqui.

Oxigenoterapia:

O Severe Respiratory Insufficiency Questionnaire apontou, através da análise da sua pontuação, que há um grande melhora na qualidade de vida dos pacientes que adotam a terapia de oxigênio domiciliar e ventilação não invasiva domiciliar, em 6 meses de tratamento, para pacientes com DPOC grave. A oxigenoterapia, além disso, é um tratamento muito eficaz para aumentar a sobrevida do indivíduo que possui a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica.

Para saber mais sobre a Oxigenoterapia, clique aqui.

As fisioterapeutas da Respire Care estão preparadas para fazer toda adaptação e acompanhamento da Ventilação Domiciliar em pacientes com DPOC e distúrbios respiratórios em geral.

Além disso, aqui na Respire Care você conta com uma equipe de profissionais experientes para tirar dúvidas e acompanhar todo seu tratamento, além de todo nosso catálogo de equipamentos voltados para a sua saúde respiratória e qualidade de vida!

Você possui mais alguma dúvida relacionada à Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica? Entre em contato conosco!

Estamos localizados na:

Rua das Palmeiras, 183 – Bairro Jardim – Santo André – São Paulo – CEP: 09080-160

Ou, se preferir, ligue para: (11) 2677-7600 –  (11) 99390-3370

Se você se interessou por esse conteúdo, também pode gostar de:

Apneia do sono e gravidez: como melhorar o sono durante a gestação?

10 mitos sobre o sono que você provavelmente já escutou

Hipotireoidismo e Apneia do Sono: qual a relação?

Reabilitação Pulmonar: tudo o que você precisa saber 

5 formas práticas para você começar a dormir melhor hoje

Apneia-do-sono-e-gravidez.jpg

Apneia do sono e gravidez: como melhorar o sono durante a gestação?

Durante a gestação, é comum que muitas mães sintam bastante sono, e ao mesmo tempo, dificuldades para dormir. Muitos fatores podem estar relacionados com a má qualidade do sono na gravidez: identificar a posição para dormir melhor, os enjoos gestacionais, insônia, ansiedade pela chegada do bebê… e distúrbios respiratórios também!

Apneia do Sono é um dos distúrbios respiratórios do sono mais comuns entre as mulheres grávidas, porém, muitas mulheres não sabem identificar que elas possuem essa doença, e atrelam a dificuldade para dormir exclusivamente com essa nova fase.

Segundo estudos, para a população em geral, o número de pessoas com Apneia chega a cerca de 93% das mulheres e 82% dos homens, com casos moderados a graves da doença e sem diagnóstico ou tratamento.

Nesse cenário, as mulheres grávidas precisam de ainda mais atenção. É preciso ficar atento a tudo que pode ser prejudicial para a saúde da gravidez, e consequentemente, para a mamãe e para o bebê.

Por isso, siga esse conteúdo, e veja tudo sobre:

– Como identificar distúrbios respiratórios na gestação?

– Como a apneia pode ser prejudicial para a mãe e o bebê?

– Quais tratamentos podem ser feitos durante a gestação?

– 6 dicas para dormir melhor durante a gravidez

Boa leitura!

Como identificar distúrbios respiratórios na gestação?

Distúrbios respiratórios do sono (DRS) são doenças que geram alterações na respiração durante o sono, fazendo com que a pessoa tenha dificuldade de manter um sono tranquilo e acordando diversas vezes durante a noite. Entre esses distúrbios, a Apneia do Sono é uma das doenças mais comuns! Estima-se que cerca de 50% da população brasileira não dorme bem, e 30% possui Apneia do Sono.

Conheça alguns sinais em que a Apneia do Sono se manifesta:

– Sono agitado;

– Ronco persistente;

– Respiração ofegante como consequência das paradas respiratórias durante a noite;

– Engasgos e sensação de sufocamento durante o sono;

– Dores de cabeça matinais devido à noites mal dormidas;

– Irritabilidade e falta de concentração;

– Cansaço e sonolência diurna; etc.

É importante lembrar que o principal sinal para a Apneia do Sono é o ronco excessivo e persistente, mas o ronco também pode estar relacionado com outras causas para as gestantes.

Durante o período da gravidez, principalmente no terceiro trimestre (ou o sexto mês da gestação) o ronco pode ser por conta das alterações hormonais desse período (como a progesterona, que que contribui para que útero tenha contrações na hora do parto mas também pode contribuir para que relaxar a musculatura das vias aéreas e gerar o ronco), o aumento de peso natural e inchaço durante a gravidez ou até mesmo outros distúrbios do sono.

Além disso, a posição em que a gestante dorme também é um fator que influencia a presença do ronco. Dormir de barriga para cima faz com que o peso da barriga torne a expansão da caixa torácica menor, dificultando a respiração. Por isso, dormir de lado é sempre a posição mais indicada para as mulheres grávidas.

Identificar e tratar a Apneia é essencial para a saúde e qualidade de vida, pois a longo prazo e sem tratamento, a Síndrome Obstrutiva da Apneia do Sono (SAOS) pode estar relacionada com a hipertensão arterial, diabetes, problemas cardíacos e outras consequências.

Caso você se identifique com algum desses sinais…

Por isso, caso você se identifique com algum desses sinais, é importante procurar um especialista que possa diagnosticar corretamente através do exame da polissonografia, um exame simples que mede a quantidade de episódios de paradas respiratórias e o nível de oxigenação durante o sono.

Além disso, a consulta com um especialista é essencial para que ele possa indicar o tratamento adequado para a Apneia do Sono, que detecta com precisão a presença ou não da Apneia.

Porém, se você ainda possui dúvidas sobre outros sinais da Apneia em você, faça o nosso teste de probabilidade de Apneia do Sono completamente gratuito e online! O questionário de Berlim foi elaborado em 1996 durante a Conference on Sleep in Primary Care realizada em Berlim (Alemanha) e, em 1999, foi validado para a população geral.

Como a apneia pode ser prejudicial para a mãe e o bebê?

As pausas da respiração, os engasgos e os outros sinais da Síndrome Obstrutiva da Apneia do Sono (SAOS) pode trazer consequências podem gerar consequências além da noite de sono mal dormida e ser prejudicial para a saúde da mãe e do bebê durante o período gestacional.

Entre as complicações que podem surgir da SAOS não tratada, estão: baixo peso do bebê ao nascer, parto prematuro, pré-eclâmpsia e o risco de desenvolvimento de diabetes gestacional.

As paradas respiratórias causadas pela presença da Apneia estão associadas ao aumento da pressão arterial, o que deve ser evitado principalmente durante a fase da gravidez.

A Apneia pode estar presente no período anterior à gravidez e ser intensificada com o passar dos meses da gestação, ou ser desenvolvida enquanto a mulher está grávida, por conta do aumento do peso gestacional ou das alterações hormonais que esse período demanda.

Se o caso for o desenvolvimento da doença por conta do período gestacional, os sintomas podem desaparecer após a mulher voltar ao peso anterior à gravidez. Para alguns casos, no entanto, os sinais da Apneia podem persistir. O profissional especializado deve acompanhar e indicar o tratamento adequado em cada período.

Quais tratamentos podem ser feitos durante a gestação?

Quando se fala de Apneia do Sono na gravidez, o principal medo das mamães é a possibilidade de ter que passar por algum procedimento cirúrgico. Mas não se preocupe! A utilização de um equipamento que auxilie no tratamento é o suficiente para garantir uma noite de sono mais leve e tranquila.

Entre esses equipamentos, o tratamento com o CPAP é um dos mais indicados para controlar a Apneia do Sono em casos moderados a graves durante a gravidez. Esse equipamento é simples, indolor e não invasivo, e vai contribuir para uma maior qualidade do sono, o que se reflete em noites mais tranquilas, bem dormidas e confortáveis, além da melhora na qualidade de vida e saúde da mamãe e do bebê.

O CPAP fornece um fluxo de ar contínuo no nariz e na boca, através de uma máscara que a paciente utiliza enquanto a mulher grávida dorme, evitando a obstrução das vias respiratórias que a Apneia do Sono pode causar.

6 dicas para dormir melhor durante a gravidez

Durante a gestação, uma das queixas mais frequentes é a sonolência excessiva, acompanhada do cansaço na realização das tarefas diárias. Além disso, apesar da sonolência, a dificuldade para dormir e a insônia são bem comuns entre algumas mulheres.

Por conta disso, separamos algumas dicas que podem ajudar a dormir melhor e ter uma boa qualidade de sono nessa fase tão gostosa, e ao mesmo tempo, desafiadora:

1. Os cochilos à tarde são bem vindos

Cochilar à tarde é uma forma de diminuir a sensação de sono logo após o almoço, que é tão frequente para as gestantes. Porém, cuidado: o tempo de sono não deve ultrapassar 40 minutos, senão o efeito será revertido e em vez de amenizar o sono, causará ainda mais sonolência. Além disso, se o cochilo for muito longo, poderá atrapalhar o sono durante a noite.

Por isso, é permitido sim a famosa soneca à tarde. Porém, coloque um despertador para que isso não vá te atrapalhar depois! Essas dicas e outras mais estão no último conteúdo postado no blog: “10 mitos sobre o sono que você provavelmente já escutou”. Para conferir, basta clicar aqui.

2. Não faça refeições pesadas

Alimentos pesados, muito gordurosos ou em grandes quantidades podem causar a indigestão e fazer com que você tenha mais dificuldade para dormir. Além disso, os engasgos noturnos (um dos sinais da Apneia do Sono), podem se confundir com um mero refluxo decorrente da má alimentação antes de dormir. Além disso, dormir de lado, virada para o lado esquerdo, pode ser um auxílio para o refluxo.

As gestantes podem apresentar mais sensibilidade ao refluxo e aos enjoos (que podem ocorrer não somente durante o sono), portanto, evitar refeições pesadas pode ser uma dica valiosa para essas mulheres.

3. Pratique atividades físicas regularmente

Se o seu médico permitir a prática de exercícios durante a gravidez, essa é uma boa dica para melhorar a qualidade do sono à noite. Isso ocorre pelo fato de que atividades físicas contribuem para aliviar a tensão, relaxar e gerar mais cansaço, que consequentemente, pode se refletir em sono.

4. Utilize travesseiros para ficar bem acomodada

As gestantes devem utilizar cerca de 3 travesseiros para poder se acomodar bem durante o sono: um para a cabeça, um entre os joelhos e caso queira, um embaixo da barriga para apoiá-la. Além disso, a utilização de um travesseiro anatômico especial para gestantes também é muito bem vindo!

5. Preste atenção na iluminação

A iluminação pode ser um fator que ocasiona maior dificuldade para dormir. Se você já possui problemas com insônia, evite a utilização de telas logo antes de dormir: celular, televisão, tablet e outros. Mantenha a iluminação mais escura para criar um ambiente propício para uma boa noite de sono.

6. Relaxe!

A gestação traz à tona inúmeros sentimentos que frequentemente levam à preocupação e à insegurança, e esses sentimentos podem contribuir para a insônia e a dificuldade para dormir. Por isso, a principal dica para uma boa noite de sono é: relaxe!

Prepare um ambiente aconchegante: deixe o quarto na temperatura que você gosta, utilize travesseiros, cobertas e, às vezes, aromas que te deixem relaxada. 

Uma massagem relaxante com um creme na barriga ou nos pés (o que reduz a sensação de inchaço), um filme conhecido na televisão só para te ajudar a relaxar, um banho quente, uma conversa descontraída com alguém, uma música calma… Todas essas dicas podem contribuir para aumentar o sono ou o relaxamento.

A fase da gravidez é uma das experiências mais lindas e desafiadoras que uma mulher pode vivenciar. A rotina de cuidados com ela mesma e o bebê, além da periodicidade em exames e consultas médicas são importantes nesse momento.

Por isso, não se esqueça de prestar atenção na qualidade do seu sono, pois ele é essencial para a saúde! Se você suspeitar da presença da Apneia, não hesite em procurar o diagnóstico médico e iniciar o tratamento adequado.

Respire Care possui fisioterapeutas especializadas no atendimento de pessoas com Apneia do Sono e distúrbios respiratórios, oferecendo tratamentos eficazes e produtos associados aos cuidados com a saúde.

Entre os nossos serviços, estão:

– Reabilitação pulmonar;

– Terapia de alto fluxo domiciliar;

– Fonoterapia do sono;

– Psicologia do sono;

– Oximetria Noturna;

– Locação de CPAP, BiPAP e Concentradores;

– Atendimento domiciliar;

– Adaptação e orientação de equipamentos;

– Acompanhamento e emissão de relatórios;

– Venda de produtos associados à respiração e à qualidade do sono.

Se você se interessou por esse conteúdo, também pode gostar de:

10 mitos sobre o sono que você provavelmente já escutou

Hipotireoidismo e Apneia do Sono: qual a relação?

Reabilitação Pulmonar: tudo o que você precisa saber 

5 formas práticas para você começar a dormir melhor hoje

10-mitos.jpg

10 Mitos sobre o sono que você provavelmente já escutou

O nosso sono é um dos momentos mais importantes do dia. É através de uma boa noite de sono que conseguimos ter energia e saúde suficientes para realizar todas as tarefas do nosso cotidiano.

Uma boa noite de sono auxilia na nossa imunidade, memória, produtividade, criatividade e saúde emocional. Um estudo realizado pela Faculdade de Medicina de Pittsburgh (EUA) também apontou que a má qualidade do sono está relacionada com problemas no coração, no metabolismo, nos pulmões, nos rins e nas funções imunológicas do nosso corpo.

A partir disso, não restou dúvidas de como uma boa noite de sono é importante para nós, não é mesmo? Porém, esse momento está rodeado por inúmeros mitos que frequentemente acreditamos e não são verdadeiros. Continue a leitura e conheça esses mitos!

Mito 1. “Se eu dormir a mais, vou compensar o sono perdido”

Quem nunca pensou em compensar o sono perdido dormindo algumas horas a mais no fim de semana? Dormir a mais não é um caminho eficaz para compensar a noite mal dormida, seja pela rotina de trabalho, estudos atrasados, ou um episódio a mais da sua série favorita.

Uma boa noite de sono para um jovem/adulto é, em média, de 7 a 9 horas bem dormidas. Para bebês, o tempo ideal é de 12 a 16 horas de sono, para crianças o tempo ideal é de 11 a 14 horas, pré-escolares de 10 a 13 horas, e crianças em idade escolar de 9 a 12 horas de sono por noite.

Porém, vale ressaltar que garantir a qualidade do sono é tão importante quanto a quantidade: o ambiente e a higiene do sono fazem toda a diferença nesse sentido!

Portanto, “compensar o sono perdido” é um mito! Não se pode “recuperar” o sono com a mesma eficácia. Para saber mais sobre esse tema, clique em “É possível compensar o sono perdido?”.

Mito 2. “As pessoas precisam dormir de 6 a 8 horas, mesmo que dividas durante o dia”

Muitas pessoas têm o hábito de “dividir” as horas de sono durante o dia. Dormir um pouquinho de manhã, um descanso à tarde, um cochilo depois do jantar, um pouco à noite…

Porém, dormir (ou melhor, cochilar) várias vezes durante o dia não garante o descanso e a qualidade de sono de que precisamos. O sono possui 5 fases, sendo elas: o adormecimento, o sono leve, o começo do sono profundo, o sono profundo em si e o sono REM (onde ocorrem os sonhos). Ou seja, se o sono for curto, essas fases são interrompidas e o descanso será superficial.

O sono ideal é o sono sem interrupções. Por isso, poder “dividir” as horas de sono ao longo do dia é um mito!

Mito 3. “Cochilar à tarde atrapalha o sono”

Cochilar à tarde é plenamente saudável, até certo ponto. Um tempo ideal para aquele descanso após o almoço é de, no máximo, 40 minutos. Após esse período, o corpo começa a entrar no estágio de um sono mais profundo, e o efeito de tirar a sonolência é revertido em mais sonolência ao acordar.

Além disso, o sono maior do que 40 minutos durante a tarde pode afetar a qualidade do sono à noite. Por isso, cochilar não atrapalha o sono, mas dormir por um longo tempo, sim.

Mito 4. “Tudo bem dormir de dia e ficar acordado à noite”

O sono da noite é diferente do sono que ocorre durante o dia, isso é fato. A ambientação é um fator essencial para que o sono tenha uma boa qualidade, e o agito do dia influencia muito nesse quesito.

Dormir durante a noite confere uma completude nos estágios do sono, o que se converte em um descanso com uma qualidade superior ao descanso que ocorre apenas durante o dia.

Por isso, invista no sono da noite. Poder ficar acordado a noite e dormir durante o dia sem problemas é mito!

Mito 5. “Bebidas alcoólicas ajudam a dormir melhor”

Muitas pessoas atrelam a sensação de sonolência que pode vir após a ingestão de bebidas alcoólicas como um auxiliar do sono, porém isso é um mito.

Bebidas alcoólicas, na realidade, são bebidas estimulantes que não contribuem para a qualidade do sono e o torna instável, favorecendo, inclusive, para o surgimento ou piora da Apneia do Sono e do ronco

Isso ocorre pois os músculos da garganta e da língua tendem a relaxar ainda mais sob o efeito do álcool, estreitando mais as vias aéreas. Por isso, não consuma bebidas alcoólicas com frequência antes de uma boa noite de sono.

Mito 6. “Chás ajudam a dormir melhor”

Nem todos os chás contribuem para uma boa noite de sono, por isso essa frase é um mito. Alguns chás contribuem para aumentar a sonolência (como camomila, erva-cidreira, hortelã e o maracujá), enquanto outros são tão estimulantes quanto o café (como o mate, preto, verde, canela…).

Por isso, se quiser um chá como um auxiliar no sono, escolha aquele que possui o efeito desejado. Muitas pessoas que utilizam o CPAP ou estão na fase de adaptação do aparelho, investem nos chás para ter uma noite de sono mais tranquila.

Mito 7. “O sono não interfere no peso”

Há sim, uma relação entre a obesidade e a falta de sono. Quando dormimos pouco, o nosso corpo libera mais um hormônio chamado “grelina”, que nos causa a sensação de fome. Por isso, pessoas que dormem pouco ou têm o sono interrompido várias vezes durante a noite, podem ter o costume de “assaltar” a geladeira de madrugada.

Então, “o sono não interfere no peso” é um mito. Há uma correlação entre esses dois fatores, a qualidade do nosso sono pode interferir no peso.

Mito 8. “O ronco não é prejudicial à saúde”

É importante lembrar que vários fatores podem contribuir para o ronco, como a posição em que a pessoa está dormindo (sendo totalmente saudável), uma vez que o ronco vem pelo estreitamento da passagem do ar nas vias aéreas que vibram e provocam o efeito sonoro, e algumas posições favorecem para que isso aconteça (como o dormir “de costas”).

Porém, o ronco também pode ser um sinal de que a saúde está sendo prejudicada de alguma forma. Ele ocorre pela vibração nas vias aéreas, decorrente da dificuldade da passagem do ar, e pode interromper o sono diversas vezes durante a noite. Essa interrupção frequente causa cansaço, sonolência diurna, irritabilidade, dificuldade no raciocínio e na memorização.

O ronco pode ser, inclusive, um sinal da presença da Síndrome Obstrutiva da Apneia do Sono, que causa pequenas paradas respiratórias durante a noite e pode ser muito prejudicial à nossa saúde.

Por isso, nem sempre o ronco é inofensivo. E, essa frase, é um mito!

Mito 9. “Se a pessoa está roncando, é porque ela está em um sono profundo”

Apesar do que muitos pensam, o ronco não é um sinal de que a pessoa está em estado de sono profundo, por isso essa frase é um mito. O que ocorre é que, quando a pessoa ronca em excesso ou tem o ronco causado pela Apneia, o sono é frequentemente interrompido.

Mesmo que a pessoa não perceba, a interrupção do sono gera o despertar durante a noite, o que faz a pessoa ter um sono superficial e não atingir os estados mais profundos do sono. Por isso, quem ronca em excesso não consegue ter um sono muito profundo.

Mito 10. “Pessoas com Apneia do Sono não podem dormir bem”

É possível sim dormir bem, mesmo possuindo a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono! Há vários tratamentos que são eficazes para o controle da Apneia, e garantem a boa qualidade do sono para as pessoas que possuem essa doença.

CPAP é um equipamento que gera uma pressão positiva contínua que associado a uma máscara que pode abranger o nariz ou nariz e  boca,  desobstrui as vias aéreas, permitindo a melhor qualidade da respiração durante a noite. Ele é o tratamento mais seguro e eficaz para combater os efeitos da Apneia do Sono moderada a grave, trazendo o melhor para a saúde e para a respiração.

Hábitos para uma boa noite de sono

Segundo estudos da organização sem fins lucrativos World Sleep Society, “os problemas do sono constituem uma epidemia global que ameaça a saúde e a qualidade de vida de até 45% da população mundial”.

A qualidade do sono é algo que poucas pessoas prestam atenção, mas que impactam diretamente na nossa saúde física e emocional. Mas, quais hábitos podem garantir, então, a nossa qualidade de sono?

Deixe-me te apresentar a higiene do sono!

A higiene do sono é um conjunto de práticas que você deve realizar no seu dia a dia para fazer com que o seu cérebro reconheça e diferencie a hora de descanso, contribuindo tanto para adormecer com mais rapidez, quanto para um sono mais contínuo, sem despertares incômodos.

Ambiente

Para isso, um dos pontos principais é preparar um ambiente propício para o descanso. Nada de tirar um cochilo no sofá vendo televisão e depois ir para a cama de qualquer jeito! Prepare a sua cama, garanta que o ambiente está com uma temperatura agradável e coloque um pijama confortável.

Rotina

Além disso, é importante manter uma rotina para dormir. Uma alimentação leve, um banho quente, a leitura de um livro, meditação… Quando você se acostuma a realizar algumas práticas anteriores ao sono, mais fácil será para adormecer.

Iluminação

Outra coisa muito importante para a boa qualidade de sono é a iluminação no local. Parece simples, mas o nosso corpo secreta a melatonina (hormônio regulador do sono) com a ausência de uma forte luz. Por isso, mantenha o ambiente mais escuro possível e evite a iluminação artificial de telas, como celulares, tablets ou notebooks.

Alimentação

A boa alimentação é um fator essencial para um sono tranquilo. Antes de dormir, dê preferência a alimentos mais leves e com menos açúcar, principalmente para pessoas que possuem a tendência de sentir refluxo. E, conforme vimos acima, evite bebidas alcoólicas antes de dormir, pois elas são estimulantes.

Preste atenção na qualidade do seu sono

Por último, preste atenção na qualidade do seu sono! Você sabia que cerca de 30% da população mundial possui a Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS), e que entre 85% a 90% convive com a doença sem ter o diagnóstico e o tratamento correto?

A Apneia do Sono é um distúrbio onde o paciente tem uma ou mais pausas na respiração enquanto dorme. Estas “pausas” respiratórias podem durar vários segundos, na maioria das vezes acompanhada por um ronco alto e ressuscitador ou engasgos.

Ainda que a presença da Apneia do Sono esteja associada a diversos outros problemas de saúde, como a hipertensão, arritmia cardíaca, diabetes e causar falta de ar, dores de cabeça, cansaço, irritabilidade e muitas outras coisas, muitas pessoas sequer sabem que podem ter Apneia.

Se você tem dúvidas sobre se você possui ou não a Apneia Obstrutiva do Sono, faça o nosso Teste de Apneia do Sono. Ele indicará se você tem alto ou baixo risco de possuir a doença!

A Respire Care possui fisioterapeutas especializadas no atendimento de pessoas com Apneia do Sono e distúrbios respiratórios, oferecendo tratamentos eficazes e produtos associados aos cuidados com a saúde.

Se você se interessou por esse conteúdo, também pode gostar de:

Hipotireoidismo e Apneia do Sono: qual a relação?

Reabilitação Pulmonar: tudo o que você precisa saber 

A importância do sono para fortalecer a imunidade

5 formas práticas para você começar a dormir melhor hoje

tireoide.jpg

Hipotireoidismo e Apneia do Sono: qual a relação?

Os distúrbios do sono estão mais associados com a tireoide do que se imagina. Você sabia que estudos apontam que distúrbios respiratórios (como a SAOS – Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono) podem ocorrer em uma taxa de 25% a 100% em pacientes que apresentam hipotireoidismo?

A relação entre o hipotireoidismo e a Apneia do Sono vem sendo estudada há vários anos, pois percebeu-se que alguns pacientes com o hipotireoidismo apresentavam uma dificuldades respiratórias, que correspondiam com episódios de Apneia do Sono.

Tudo aquilo que pode afetar a qualidade do nosso sono, afeta a nossa qualidade de vida e a nossa saúde. E a tireoide, sem dúvidas, influencia e afeta o nosso sono, podendo inclusive, estar associada aos episódios de Apneia do Sono.

Por isso, se você possui uma dessas doenças, é preciso estar atento. Nesse conteúdo, reunimos tudo aquilo que você precisa saber sobre essa relação:

– O que é hipotireoidismo?

– Como a tireoide influencia no sono?

– O hipotireoidismo causa a Apneia do Sono?

– A evidência da Apneia

– Como é o tratamento de pacientes com Apneia e Hipotireoidismo?

Boa leitura!

O que é hipotireoidismo?

Antes de compreender o que é exatamente o hipotireoidismo, é importante saber a que ele está relacionado – a tireoide.

A tireoide é uma glândula que está localizada no nosso pescoço, assumindo um formato aproximado de uma borboleta, onde as duas “asas” são os lobos, ligadas pela parte central, o istmo.

Ela é responsável pelo funcionamento de todas as funções vitais do corpo, desde os batimentos cardíacos até a frequência da nossa respiração. Ela também é o órgão encarregado de produzir os hormônios tireoidianos, responsável pelo funcionamento do metabolismo.

Quando há um desequilíbrio associado à produção desses hormônios, a pessoa pode apresentar o hipotireoidismo ou o hipertireoidismo, que pode ser controlado com o tratamento indicado pelo endocrinologista.

Hipertireoidismo X Hipotireoidismo

Dessa forma, pode-se dizer que:

– O hipertireoidismo tem como característica uma atividade excessiva da tireoide, aumentando a concentração de hormônios e aumentando a velocidade do metabolismo.

As causas mais comuns associadas ao hipertireoidismo são a doença de Graves (que pode vir do histórico familiar), a tireoidite viral (inflamação da glândula), o adenoma (nódulos) e o uso de alguns suplementos.

Os sintomas relacionados ao hipertireoidismo são: a aceleração do metabolismo, palpitações, irritabilidade, tremor, ansiedade, intolerância do calor, transpiração intensa, e em alguns casos mais avançados, inchaço na região do pescoço e olhos maiores (oftalmopatia de Graves).

– O hipotireoidismo tem como característica uma atividade reduzida da tireoide, diminuindo a produção de hormônios da glândula, e consequentemente, causando a lentidão do metabolismo.

Já as causas associadas ao hipotireoidismo é a tireoidite de Hashimoto, deficiência no consumo de iodo, remoção (seja ela total ou parcial) da tireoide, uso de alguns medicamentos, hipotireoidismo congênito, puerpério, entre outros.

Os sintomas do hipertireoidismo, por sua vez, são diferentes do hipertireoidismo: pele seca, intolerância ao frio, queda de cabelo, unhas fracas, ansiedade e/ou depressão, cãibras, problemas de sono, aumento de peso, entre outros.

diagnóstico dessas doenças é feito através de um exame físico do endocrinologista e comprovado por um exame de sangue e um ultrassom da tireoide.

Como a tireoide influencia no sono?

Os distúrbios do sono estão mais associados com a tireoide do que se imagina. Eles influenciam diretamente na qualidade do sono, afetando-a.

Para pacientes que possuem o hipertireoidismo, é comum que a parte metabólica do corpo fique mais acelerada e, consequentemente, maior dificuldade para que essas pessoas relaxem.

Ao longo do tempo, essa “hiperatividade” e alta taxa energética faz com que essas pessoas apresentem dificuldades para dormir (e permanecer dormindo), causando insônia e um cansaço acima do normal.

Além disso, essas pessoas que possuem hipertireoidismo frequentemente se queixam de suores noturnos, que podem estar diretamente relacionados com o ajustamento da temperatura corporal desses pacientes.

Já, quando o paciente possui o hipotireoidismo (ou seja, quando a tireoide é menos ativa), ocorre o oposto visto no hipertireoidismo: o organismo torna-se menos ativo. Dessa forma, esse paciente sente-se cansado com maior facilidade e bastante sonolência.

Como dito na ADTI (Associação das Doenças da Tireoide) “sabe-se que as pessoas com hipotireoidismo correm um maior risco de desenvolver AOS devido a múltiplos fatores que envolvem a respiração, como a diminuição da capacidade de reação a mudanças químicas e dos músculos envolvidos na respiração”.

Dessa forma, é possível afirmar que a tireoide influencia (e muito) na qualidade do sono das pessoas. E mais do que isso, ele pode estar associado a dificuldades respiratórias e casos de Apneia do Sono (AOS).

O hipotireoidismo causa a Apneia do Sono?

A partir disso, é possível perceber que há uma convergência em se tratando de pessoas que possuem o hipotireoidismo e a Apneia do Sono, inclusive com relação a alguns sintomas.

Sintomas da dificuldade ou paradas respiratórias, cansaço excessivo durante o dia, sonolência excessiva, apatia, dores de cabeça, dificuldade de concentração, entre outras, são relacionados tanto ao hipotireoidismo quanto à Apneia do Sono.

Dessa forma, fica a questão: o hipotireoidismo é um fator que causa a Apneia do Sono?

Conforme dito pelo Dr. Diógenes Freire, “Pacientes com diagnóstico de apneia primária do sono, quando não submetidos às análises da função tireoidiana, são subdiagnosticados e tratados inapropriadamente como portadores de SAOS em decorrência da não detecção do hipotireoidismo. Esses mesmos pacientes têm uma melhora temporária dos sintomas, com os tratamentos preconizados para a SAOS, com inevitável falência desses tratamentos a longo-prazo. Essa “melhora temporária” pode ser evitada se o diagnóstico de hipotireoidismo não for adiado pelo profissional”.

Alguns pacientes são pré-diagnosticados com a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) sem ter sido analisados a doenças relacionadas à tireoide, recebem um tratamento para Apneia que apenas apresenta uma melhora dos sintomas no início. 

Ou seja, é necessário identificar a origem dos sintomas, e não somente tratá-los. Alguns pacientes são submetidos ao tratamento de Apneia do Sono e recebem uma melhora dos sintomas a curto prazo, mas a real causa do distúrbio respiratório, é, na verdade, na tireoide.

A causa da baixa frequência respiratória durante a noite pode estar, na realidade, relacionada com a função metabólica da tireoide e ter como origem o hipotireoidismo.

Portanto, não pode-se dizer com certeza que um é o causador do outro. Porém, o que se sabe é que há, sim, uma correlação entre esses dois fatores: como dito no início do texto, a Apneia Obstrutiva do Sono pode ocorrer em uma taxa de 25% a 100% em pacientes que apresentam hipotireoidismo.

Pessoas com hipotireoidismo têm maior chance de desenvolver um distúrbio do sono, e por sua vez, pessoas diagnosticadas com Apneia do Sono também são do grupo em que há um risco aumentado de possuir o hipotireoidismo.

Isso ocorre porque, quando há um descontrole hormonal com a sua origem na tireoide, os hormônios relacionados ao sono são afetados. Noites mal dormidas ocasionam a interferência na produção do hormônio leptina, responsável pela sensação de saciedade. Além disso, a apneia também interfere na produção do GH, mais conhecido como o hormônio do crescimento.

Dessa forma, ter o diagnóstico correto para identificar a origem do distúrbio do sono é essencial para identificar o melhor tratamento para ele, prescrito por um endocrinologista, fisioterapeuta, otorrinolaringologista, pneumologista, etc.

A evidência da Apneia

A Apneia do Sono pode acometer uma pessoa por vários fatores, seja relacionado à própria anatomia do corpo ou ao estilo de vida da pessoa.

O que acontece é que, quando dormimos, relaxamos a musculatura do nosso rosto, o que gera a queda da língua e o deslocamento da mandíbula, o que resulta na obstrução da garganta, dificultando a passagem de ar.

Isso é o procedimento comum da nossa musculatura, porém, quando há um relaxamento anormal da musculatura da língua e garganta, há a maior obstrução das vias aéreas que causa a falta de ar.

Além disso, outros fatores associados à presença da Apneia são as amídalas e adenoides maiores que o comum, excesso de tecido mole na garganta (associados a pessoas que têm excesso de peso), formato da cabeça e pescoço.

A relação entre o estilo de vida da pessoa e a presença da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) ocorre a partir de que alguns dos nossos hábitos podem influenciar no surgimento do distúrbio, como o peso excessivo, a falta de exercícios físicos, e a hábitos relacionados ao sono.

Para saber mais sobre os hábitos do sono que podem melhorar a qualidade da nossa noite, basta clicar aqui e você verá “5 formas práticas para você começar a dormir melhor hoje mesmo”.

A Apneia pode parecer simples, mas não tratar um distúrbio do sono pode gerar inúmeras consequências no dia a dia e na saúde do paciente, desde dores na cabeça, falta de concentração e memória, até problemas na pressão e no coração.

Para saber mais sobre a Apneia, confira o conteúdo em nosso blog “Apneia do Sono, será que é tudo igual?”, clicando aqui.

Como é o tratamento de pacientes com Apneia e Hipotireoidismo?

Após descobrir a origem do distúrbio do sono através do diagnóstico de um profissional e exames laboratoriais, é importante iniciar o tratamento adequado.

Para tratar o hipotireoidismo, basta, a princípio, adotar na rotina medicamentos prescritos pelo endocrinologista que ajudarão a repor os hormônios da tireoide. Esse tratamento dura, na maior parte das vezes, durante toda a vida do paciente, já que a tendência é que a tireoide necessite cada vez mais da reposição hormonal para o seu pleno funcionamento.

Já o tratamento da Apneia do Sono, se for esse o caso, também dependerá do diagnóstico e da prescrição do profissional da saúde conforme o grau de intensidade desse distúrbio.

A classificação do grau de Apneia do Sono tem conformidade com o IAH (Índice de Apneia-Hipopneia), que leva em consideração a quantidade total de episódios por hora de sono:

– 5 a 15 episódios por hora: grau normal/leve

– 15 a 30 episódios por hora: grau moderado

– + de 30 episódios por hora: grau grave

O diagnóstico da Apneia do Sono, bem como a identificação da gravidade, é realizado através da polissonografia, um exame simples e indolor realizado durante uma noite do sono do paciente.

Seu tratamento, por sua vez, é mais comum através do uso do aparelho Continuous Positive Airway Pressure (CPAP), uma máscara de ar que abrange o nariz e a boca e desobstrui as vias aéreas, permitindo a melhor qualidade da respiração durante a noite.

Respire Care é especializada no atendimento de pessoas com apneia do sono e distúrbios respiratórios e oferece tecnologias e produtos associados aos cuidados com a saúde.

Estar atento com relação à saúde é essencial! Continue nos acompanhando e fique por dentro de tudo o que pode afetar a qualidade de vida relacionada ao sono e a à respiração.

Se você se interessou por esse conteúdo, também pode gostar de:

Reabilitação Pulmonar: tudo o que você precisa saber 

A importância do sono para fortalecer a imunidade

5 formas práticas para você começar a dormir melhor hoje

Efeitos da pandemia na saúde e no sono