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Reabilitação Pulmonar: tudo o que você precisa saber

A Reabilitação Pulmonar é um tratamento muito eficaz para pacientes de doenças pulmonares crônicas, e traz inúmeros benefícios para o dia a dia dos pacientes.

Esse é um tratamento multidisciplinar (abrangendo a fisioterapia, nutrição, psicologia, etc.) que visa o pleno restabelecimento físico dos pacientes com doenças pulmonares crônicas (e inclusive, para pessoas com sequelas do Covid-19).

Porém, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o que é a Reabilitação Pulmonar e como esse tratamento é realizado. Por isso, reunimos neste conteúdo todas as informações que você precisa saber sobre esse tratamento.

Nesse artigo, você vai conferir:

– O que é a Reabilitação Pulmonar?

– Para quem esse tratamento é indicado?

– Em quem esse tratamento não pode ser realizado?

– Quais são os objetivos e os benefícios da Reabilitação Pulmonar?

– Ganhos psicológicos do tratamento

– O tratamento da Reabilitação Pulmonar na Respire Care

Boa leitura!

O que é a Reabilitação Pulmonar?

A Reabilitação Pulmonar é um tratamento que abrange várias etapas e visa diminuir o impacto físico e psicológico dos pacientes de doenças pulmonares crônicas, o que resulta na melhoria da qualidade de vida deles.

Muitos pacientes com quadros agravados de doenças pulmonares se queixam de problemas como a fadiga e o cansaço extremo na realização das atividades diárias, falta de ar na realização de exercícios simples, a frequência e o medo das exacerbações causadas pelas doenças pulmonares, etc.

Tudo isso pode ser decorrente do impacto causado pelas doenças pulmonares crônicas, que podem ser controladas e melhoradas com tratamentos, como o tratamento da Reabilitação Pulmonar.

A Reabilitação Pulmonar contribui para melhorar a aptidão física e mental dos pacientes, de modo a proporcionar uma reintegração social total e plena dessas pessoas.

Além disso, esse tratamento aumenta a tolerância a exercícios físicos, promove o recondicionamento físico, o fortalecimento muscular, o controle da falta de ar e melhora a qualidade de vida geral dos pacientes.

O tratamento geralmente é realizado no ambulatório (ou seja, em consultas regulares em um consultório ou em uma clínica especializada), no hospital ou até mesmo na própria residência da pessoa.

duração do tratamento, por sua vez, é bastante variada e depende de cada caso e profissional que irá realizar: pode ser de seis semanas, oito semanas, nove semanas, dez semanas, doze semanas ou vinte e seis semanas.

A Reabilitação Pulmonar é um tratamento multidisciplinar, pois abrange várias etapas e processos na área da saúde, visando tratar os impactos da doença como um todo.

Então, conheça cada um desses processos que o tratamento envolve:

– Treinamento físico

Esse treinamento é utilizado para que os pacientes tenham uma melhoria no seu desempenho físico, como a diminuição da fadiga e do cansaço excessivo na realização das atividades do dia a dia.

O treinamento físico é constituído por exercícios aeróbicos e exercícios de fortalecimento muscular, definidos através do planejamento e acompanhamento do fisioterapeuta do paciente.

Assim, para a Reabilitação Pulmonar, esses exercícios aeróbicos são a principal estratégia para melhorar a tolerância do paciente ao esforço físico.

Para isso, são utilizados diversos equipamentos e aparelhos, como bicicletas ergométricas, esteiras e medidores do oxigênio e frequência cardíaca.

Já o exercício físico que tem como objetivo o fortalecimento muscular do paciente, contribui para o aumento de massa e resistência dos músculos, pois estes estão intimamente relacionados com a saúde e resistência de pessoas com doenças pulmonares crônicas.

– Educação do paciente

As sessões educacionais visam contribuir para que o paciente faça um auto manejo correto da doença. Ele, juntamente com o suporte psicológico, são importantes para incluir intervenções comportamentais que servem para manter os benefícios atingidos pela Reabilitação Pulmonar.

Assim, mesmo após o término do tratamento, o paciente estará consciente e terá hábitos que irão minimizar o comportamento sedentário e se manter fisicamente ativos com hábitos prescritos de forma personalizada pelo fisioterapeuta.

– Orientação dietética

A orientação dietética é uma intervenção nutricional para os pacientes do tratamento de Reabilitação Pulmonar, pois a nutrição e o estilo de vida são auxiliares essenciais para atingir os objetivos do tratamento.

Através do aconselhamento alimentar da Nutricionista, os pacientes podem selecionar e implementar comportamentos que resultam na melhoria da saúde de forma integral.

A orientação dietética é essencial para o tratamento de pacientes com doenças pulmonares crônicas, para a melhoria do quadro e da qualidade de vida.

As complicações de doenças pulmonares, por sua vez, também podem impactar o quadro nutricional dos pacientes. Por isso, é essencial que a Reabilitação Pulmonar também abranja o quadro nutricional dos pacientes.

– Apoio psicológico

Pacientes com doenças respiratórias moderadas ou graves, como a DPOC, podem apresentar ansiedade ou depressão como uma consequência da sintomatologia da doença.

Assim, os pacientes da Reabilitação Pulmonar também têm suporte psicológico para lidar com os efeitos das doenças pulmonares crônicas e seu impacto no dia a dia e no âmbito psicológico dos pacientes.

Por isso, é essencial o acompanhamento e o planejamento de cada exercício por fisioterapeutas e profissionais da área da saúde para o manejo adequado de cada etapa do processo da Reabilitação Pulmonar.

É importante lembrar que a Reabilitação Pulmonar é um tratamento não farmacológico, ou seja, não é pautado na utilização de medicamentos para ser realizado.

Além disso, a Reabilitação Pulmonar é um tratamento complementar ao tratamento prescrito para a doença pulmonar crônica, não devendo ser substituído por ele.

A Reabilitação Pulmonar não é um tratamento exclusivo para casos agravados de doenças pulmonares, mas pode ser iniciado por pacientes com casos moderados para se beneficiar da diminuição da falta de ar e aumentar a tolerância a exercícios físicos.

Para quem esse tratamento é indicado?

A Reabilitação Pulmonar é um tratamento que compreende diversas pessoas com impactos na sua respiração e qualidade de vida, podendo ser também de diversas faixas etárias.

As doenças pulmonares crônicas são progressivas e, em casos graves, podem comprometer a qualidade de vida dos pacientes.

Ainda que essas pessoas façam a terapia medicamentosa adequada (como o uso de broncodilatadores, corticosteroides, oxigenoterapia, etc.), alguns pacientes continuam sentindo os impactos da doença na realização das atividades diárias.

Por isso, a Reabilitação Pulmonar é um tratamento eficaz para combater os efeitos dessas doenças.

Esse tratamento é muito recomendado para pessoas que têm DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), a qual engloba casos de limitação ou inflamação respiratória, como bronquite e enfisema pulmonar. Porém, ele compreende e tem indicação para várias outras doenças da área.

Essas doenças são, por exemplo, supurações pulmonares (inflamações pulmonares, como o empiema pleural, as bronquiectasias e o abscesso pulmonar), fibroses pulmonaresasma graveobesidade com insuficiência pulmonaridosos com dificuldades respiratórias e pessoas com sequelas do Covid-19.

A Reabilitação Pulmonar é, dessa forma, bastante indicada para pessoas que possuem sequelas decorrentes do Coronavírus, que podem surgir após a recuperação da doença.

Há um estudo que foi publicado pelo The Lancet Respiratory Medicine, que avaliou 138 pacientes hospitalizados com COVID-19 em Wuhan, China. Essa pesquisa mostrou que quase todas as pessoas com consequências graves relacionadas à COVID-19 apresentam pneumonia.

Rafael Santana, em um artigo para o Grupo A Tarde, afirmou que “estudos divulgados nos últimos meses e a observação clínica dos profissionais indicam possíveis sequelas que a doença pode deixar, apesar de ainda não ser possível assegurar se elas são temporárias ou permanentes. Até agora, o que se sabe é que pacientes que tiveram casos mais graves da doença, além de danos nos pulmões, podem ter alterações no coração, rins, intestino, sistema vascular e cérebro”.

Assim, pessoas que ainda sentem o impacto sintomatológico do Covid-19, ainda que tenham se recuperado da doença, podem realizar o tratamento de Reabilitação Pulmonar para o pleno restabelecimento do paciente.

Em quem esse tratamento não pode ser realizado?

Alguns pacientes, no entanto, possuem condições em que a Reabilitação Pulmonar não é um tratamento indicado, comprometendo sua melhora nos quadros respiratórios.

Os critérios de exclusão para esse tratamento são:

– doenças cardiovasculares não controladas que impedem a participação em um programa de exercícios;

– condições ortopédicas ou neurológicas que comprometem a mobilidade para a realização de atividades físicas.

Nesses casos, o fisioterapeuta deve fazer uma avaliação do paciente em questão para indicar o tratamento adequado e eficaz, para que assim, seu objetivo seja alcançado.

Quais são os objetivos e os benefícios da Reabilitação Pulmonar?

A Reabilitação Pulmonar é um tratamento que visa, sobretudo, diminuir os impactos das doenças crônicas pulmonares nos pacientes e evitar que os sintomas dessas doenças os atrapalhem na realização das suas atividades diárias.

Assim, os principais objetivos da Reabilitação Pulmonar são pautados na:

  1. Diminuição e controle dos sintomas respiratórios causados pelas doenças;
  1. Aumento da capacidade física e diminuição da fadiga dos pacientes, o que se resulta principalmente do treinamento físico (aeróbico e fortalecimento muscular);
  1. Melhoria na qualidade de vida e independência dos pacientes, através do controle sintomático da doença, do automanejo gerado pelas sessões educacionais e diminuição da frequência das exacerbações;
  1. Diminuição dos impactos psicológicos das doenças pulmonares, gerado através das sessões de apoio psicológico.

Esses 4 objetivos principais trabalham em conjunto visando a melhoria da qualidade de vida dos pacientes portadores de doenças pulmonares.

Assim, o que se resulta do tratamento de Reabilitação Pulmonar é a melhoria do condicionamento físico e diminuição da sensação de cansaço e fadiga.

Ganhos psicológicos do tratamento

Você sabia que a Reabilitação Pulmonar também traz inúmeros ganhos psicológicos para os pacientes?

Esse tratamento contribui para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes em todos os aspectos: físicos e psicológicos.

Entre os mais importantes ganhos psicológicos do tratamento de Reabilitação Pulmonar, encontram-se: a diminuição da ansiedade causada pelas doenças, a diminuição da depressão, aumento dos sentimentos de motivação e superação, além da melhoria na resistência e imunidade.

A ansiedade pode estar intimamente relacionada com o medo do agravamento dos sintomas da doença, e o estresse causado pelas exacerbações. A depressão, por sua vez, pode ser uma resposta psicológica quando o mesmo começa a sentir limitações e dependências causadas pelas doenças respiratórias.

Dagoberto Godoy, através de seu artigo “O Efeito da Assistência Psicológica num Programa de Reabilitação Pulmonar para Pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica”, afirmou que: “a inserção de sessões de psicoterapia num PRP destinado a pacientes portadores de DPOC moderada a grave pode reduzir os níveis de sintomas comportamentais de ansiedade e de depressão; pode melhorar os índices de qualidade de vida”.

Assim, cada processo da Reabilitação Pulmonar visa restabelecer, de forma plena, os pacientes portadores de doenças pulmonares.

O tratamento de Reabilitação Pulmonar da Respire Care

O programa de Reabilitação Pulmonar da Respire Care conta com fisioterapeutas que acompanham todo o tratamento, com todo o suporte e segurança necessários: equipamentos próprios e tecnologias modernas para o monitoramento das atividades.

Além disso, contamos com parceiros que integram a equipe multidisciplinar para que a Reabilitação Pulmonar seja plena: fisioterapeutas especializados, nutricionista e psicóloga, abrangendo todas as áreas do tratamento.

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A importância do sono para fortalecer a nossa imunidade

O sistema responsável pela proteção da nossa saúde é o sistema imunológico. E esse sistema, ou seja, a nossa imunidade pode ser afetado com a qualidade do nosso sono.

Você percebeu que, muitas vezes, nós temos negligenciado a qualidade do nosso sono por conta da intensidade das nossas atividades diárias?

Cada vez mais, vamos dormir mais tarde e acordamos mais cedo. Adotamos uma rotina agitada de trabalho, estudos, academia, família, lazer… Porém, isso pode afetar a nossa saúde física e mental.

Quando fortalecemos a nossa imunidade, estamos prezando pela saúde do nosso corpo para nos proteger contra as doenças, o equilíbrio e o bom funcionamento do nosso corpo.

Por isso, leia esse artigo e saiba sobre:

– O sono e a qualidade de vida

– Imunidade: o que é isso?

– A relação entre a qualidade do sono, a imunidade e a saúde mental

– 6 dicas para melhorar a qualidade do sono e aumentar a imunidade

Boa leitura!

O sono e a qualidade de vida

A qualidade do nosso sono está diretamente relacionada com a nossa qualidade de vida. Quando dormimos bem, ficamos mais animados, dispostos e produtivos para fazer as nossas atividades diárias, não é mesmo?

Parece que, quando dormimos bem, começamos o dia com o pé direito. Nosso trabalho é mais produtivo, nossos estudos rendem mais, conseguimos ficar mais dispostos e mais bem humorados com as pessoas à nossa volta.

Além disso, o sono também funciona para descansar o nosso corpo físico depois de um dia agitado e relaxar a nossa mente, contribuindo para a saúde do nosso organismo como um todo. E a falta dele, pode contribuir para a fadiga, o estresse e o cansaço na realização das nossas atividades do dia a dia.

As noites mal dormidas podem gerar também o cansaço emocional, porque, além do corpo físico, descansamos a “cabeça” quando dormimos. Se isso não acontece, a irritabilidade, a lentidão no raciocínio e na aprendizagem, podem vir.

Mas o mais importante: ele pode influenciar diretamente no sistema imunológico.

Por isso, é importante perceber o que pode fazer com que o nosso sono seja afetado. Uma noite de sono bem dormida é essencial para manter a saúde e a qualidade de vida.

Imunidade: o que é isso?

O sono contribui diretamente para se ter uma imunidade fortalecida. Mas, você sabe exatamente o que é a imunidade e qual a importância dela para o nosso organismo?

O sistema imunológico é o responsável por manter a defesa do organismo contra os antígenos (substâncias estranhas que podem afetar a saúde do nosso corpo), através da produção dos anticorpos.

Esses anticorpos irão atuar contra os antígenos que podem representar as mais variadas doenças no corpo humano, desde as mais simples, como um resfriado, até as mais complexas, como um câncer.

O sistema imunológico é constituído por células conhecidas por glóbulos brancos (leucócitos e linfócitos), pelos tecidos hematopoiéticos (como a medula óssea, responsável pela produção de células de defesa) e pelos órgãos linfonodos, baço e timo, que atuam na defesa do organismo.

Algumas doenças e medicamentos podem contribuir para uma disfunção imunológica e podem fazer com que o indivíduo apresente a “imunidade baixa”, como a Aids e a diabetes.

Por isso, as pessoas que se encontram em uma dessas situações devem prezar ainda mais pelo reforço do sistema imunológico e a qualidade do sono.

Assim, uma boa noite de sono, a prática regular de exercícios físicos (a recomendação é 30 minutos diários) e a nutrição adequada (com vitaminas e sais minerais) são essenciais para manter o bom funcionamento do sistema imunológico.

A relação entre a qualidade do sono, a imunidade e a saúde mental

O sono, a saúde mental, e a imunidade são três coisas que estão relacionadas entre si. A qualidade do sono contribui para a saúde mental, e estes dois, contribuem para o fortalecimento da imunidade do indivíduo.

Você já passou pela situação de ficar acordado a noite inteira estudando para uma prova? Pois é, isso pode ser um tiro no pé!

A boa qualidade do sono contribui para melhorar a fixação da memória e dos aprendizados que temos durante o dia, porque é nesse período que ocorre a produção das proteínas responsáveis por construir conexões entre os nossos neurônios. Por isso, o sono é importantíssimo para descansar a mente.

Além disso, o sono influencia diretamente no fator emocional da saúde mental. Há um estudo da Frontiers in Psychology que afirma que a qualidade do sono é o principal fator para garantir a boa saúde mental e o bem-estar de jovens adultos.

Outro estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, mostrou que as pessoas que participaram desse estudo que apresentaram uma boa qualidade do sono, apresentaram menos que a metade de sentimentos negativos/depressivos que as pessoas que tiveram uma baixa qualidade de sono (em um período de somente uma semana).

A pesquisadora deste estudo, Shay-Ruby Wickham, afirmou: “Apesar de ter horas de sono insuficiente (menos de oito, para os pesquisadores) e dormir demais (mais de 12 horas) também estar associado a uma maior quantidade de sintomas depressivos e baixo nível de saúde mental, a qualidade do sono foi significativamente mais importante para gerar sentimentos positivos e reduzir os sintomas depressivos do que a quantidade de horas dormidas”.

Temos um artigo especial que fala sobre a quantidade de horas ideal para dormir. Por isso, leia também: Qual o tempo ideal de sono? É possível compensar o sono perdido?

Por isso, é importante estar atento à insônia, que acomete uma a cada três pessoas no Brasil, segundo a Associação Brasileira do Sono, e as causas que podem estar associadas para contribuir com a baixa qualidade do sono.

  • A saúde emocional:

A saúde emocional, por sua vez, afeta diretamente a imunidade. Às vezes, pensamos no nosso corpo físico como vários sistemas separados, e não percebemos que tudo está interligado entre si.

Quando nós estamos bem emocionalmente, o nosso corpo está funcionando de maneira equilibrada. Quando isso não acontece, o corpo tende a produzir uma série de hormônios de forma descontrolada.

A ansiedade, a depressão e o pânico, por exemplo, são questões psicológicas que podem prejudicar o sistema imunológico. Isso ocorre porque, quando algumas substâncias como o cortisol e a adrenalina, são liberadas em grande quantidade, pode haver o desequilíbrio e a inibição das células do sistema imunológico, o que pode contribuir para o surgimento de várias doenças.

Assim, o sono é essencial para manter a saúde mental, que por sua vez, é essencial para manter a saúde do sistema imunológico. Por isso, dormir bem promove o aumento das defesas do corpo e nos protege da aquisição de diversas doenças.

E, em tempos da pandemia do Covid-19, é importante manter a imunidade e as nossas resistências naturais o mais saudável possível. Para isso, é preciso manter algumas práticas como: a qualidade do sono, a nutrição adequada e a prática de exercícios físicos, porque eles influenciam diretamente na nossa imunidade e saudabilidade.

6 dicas para melhorar a qualidade do sono e aumentar a imunidade

Melhorar a qualidade do sono é essencial para aumentar a imunidade do nosso corpo e nos proteger contra as diversas doenças que podem haver.

Por isso, trouxemos 6 dicas simples e rápidas que você pode adotar hoje mesmo para evitar a insônia e garantir que o sono seja mais tranquilo:

1- Não utilize o celular antes de dormir: o uso de celular está diretamente associado à insônia, por conta da luminosidade da tela que pode nos deixar mais despertos.

2- Não coma coisas pesadas próximo à hora de dormir.

3- Prepare o ambiente: tudo contribui, desde a temperatura até o uso de um pijama confortável.

4- Relaxe a cabeça: desligue a sua mente das atividades que você precisa fazer no dia seguinte. Escute uma música, por exemplo.

6- Observe se a insônia pode estar relacionada com a presença de algum distúrbio do sono.

Para falar mais sobre a dica número 6, um assunto tão importante e que pode influenciar diretamente na nossa qualidade de vida, leia a seguir.

Distúrbios do Sono

A doutoranda em Psicobiologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e membro da diretoria da ABS, Dra. Lenise Kim, afirma que “como resultado, os distúrbios do sono tornam o organismo mais suscetível a doenças infecciosas devido a uma resposta imunológica inadequada de combate a patógenos ou agentes infecciosos”.

Por isso, é importante prezar pela melhoria da qualidade do sono para fortalecer o sistema imunológico, que irá proteger o organismo contra vários patógenos que podem ocasionar as mais diversas doenças.

E, para que isso aconteça, é preciso prestar atenção nos distúrbios do sono que podem estar relacionados com a sua baixa qualidade e é importante perceber o que pode fazer com que o nosso sono seja afetado.

Algumas pessoas têm dificuldade de manter a qualidade do sono em dia por conta de possuir alguns distúrbios do sono e não fazer o tratamento adequado.

Para que esses distúrbios sejam controlados e a qualidade do sono seja melhorada, é preciso ter o diagnóstico correto e o acompanhamento com um profissional, que poderá auxiliar no tratamento adequado.

O exame da polissonografia, por exemplo, é essencial para diagnosticar os mais diversos tipos de distúrbios do sono, como a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono, a insônia, a narcolepsia, a síndrome das pernas inquietas, o sonambulismo, bruxismo, entre outros.

  • A Respire Care:

A Respire Care é especializada no atendimento de pessoas com apneia do sono e distúrbios respiratórios e oferece tecnologias e produtos associados aos cuidados com a saúde.

Se você tiver dúvidas se tem ou não sintomas de apneia, recomendamos a leitura do artigo Sintomas de Apneia do Sono e você também pode fazer um teste gratuito através do nosso site para descobrir se tem alto ou baixo risco de ter apneia, acessando o Teste de Apneia do Sono.

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Dormir na posição certa pode reduzir os riscos de engasgamento durante o sono

Você já passou pela situação desconfortável de ter um engasgamento durante a noite, e perder o sono por causa disso?

Muitas pessoas sofrem com problemas para dormir, e é despertado frequentemente durante a noite. Isso pode causar uma má disposição, dores de cabeça matinais, falta de concentração e outras coisas que influenciam diretamente no rendimento e na produtividade do nosso dia a dia.

Mas, os engasgos noturnos vão além do desconforto de uma noite de sono mal dormida. Eles podem ser sintomas associados a algumas doenças, e sinais de que precisamos prestar mais atenção à nossa saúde.

Confira esse artigo, e saiba quais são as causas mais comuns para os engasgos noturnos, o que fazer para amenizar esse problema, e como a posição em que dormimos pode influenciar para eliminar esses episódios de engasgos durante a noite. Uma boa noite de sono pode fazer toda a diferença no nosso dia, por isso, esteja atento e preze pela qualidade do seu sono.

Nesse artigo, você vai conferir:

– O engasgamento e a qualidade do sono

– Duas origens para o engasgamento noturno

– A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS)

– Posições para dormir que reduzem o engasgamento durante o sono

– E se, mesmo assim, eu tiver engasgamento?

Boa leitura!

O engasgamento e a qualidade do sono

A qualidade do nosso sono deve ser uma das nossas prioridades. O nosso dia a dia é afetado pela noite de sono que tivemos, como a nossa produtividade no trabalho, o rendimento nos estudos, a atenção no trânsito e o bom humor com as pessoas que nos cercam.

Assim, a qualidade do nosso sono deve ser preservada, e ela pode ser diretamente afetada quando despertamos por conta de episódios frequentes de engasgamento noturno.

Além da sensação de sufocamento e a falta de ar que isso pode causar, o engasgo noturno pode ser um importante sintoma para identificar que precisamos de assistência médica, que pode indicar exames específicos que detectem e podem diagnosticar com precisão doenças associadas ao engasgo durante o sono e assim, iniciar o tratamento correto.

Duas origens para o engasgamento noturno

Os engasgos noturnos podem ter, em sua maioria, duas origens: ou o problema é gastrointestinal, ou é respiratório. Por isso, quando alguém sofre de engasgamento com frequência, é necessário procurar ajuda médica de especialistas na área de gastroenterologia ou otorrinolaringologia, para que o diagnóstico da causa seja preciso e o tratamento, eficaz.

No caso do engasgo ter a origem gastrointestinal, a causa mais comum é o refluxo gastroesofágico, que geralmente é acompanhado de azia, queimação na região do peito, irritação na garganta, rouquidão ou tosse seca. Esses sintomas são causados principalmente por comer ou beber e não esperar o tempo adequado para ir dormir. O recomendado é que se espere de uma a duas horas após a refeição ou a ingestão de líquidos para ir se deitar, para evitar o refluxo.

No caso do engasgo ter a origem respiratória, pode estar associado à Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS), que é definida por reduções em mais de 50% do fluxo de ar pela boca ou nariz por pelo menos 10 segundos, e pode ter o engasgo noturno como um dos sintomas associados. 

Vamos, portanto, aprofundar mais a respeito da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono, seus sintomas e a associação com o engasgamento durante a noite.

A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS)

Entre 33% e 35% da população adulta brasileira sofre com a Apneia do sono. Porém, nem todas as pessoas que possuem apneia fizeram o exame de detecção da doença e, por conta disso, não sabem que a possui (85% e 90%, convivem com a doença sem receber o diagnóstico adequado). Dessa forma, é importante reduzir a desinformação sobre essa doença e os sintomas associados à ela, para que, caso haja a identificação, o diagnóstico médico seja feito, e o tratamento, iniciado.

O exame diagnóstico da apneia é a polissonografia, que é feito em laboratórios que monitoram o coração, pulmões, padrões respiratórios, atividade cerebral, movimentos corporais e níveis de oxigênio sanguíneos.

Algumas pessoas possuem uma propensão maior para desenvolver a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono, aumentando o risco de ter a doença, e consequentemente, os sintomas associados. As pessoas que possuem fatores que aumentam o risco de ter a doença, geralmente têm características como: peso acima do indicado, pescoço maior, hipertensão, obstrução nasal crônica (como a rinite alérgica, por exemplo), diabetes, histórico de casos da doença na família, tabagismo e a ingestão de álcool.

Mesmo que não possua uma dessas características, é importante estar atento aos sintomas que a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono pode gerar, pois isso pode ser um indicador da doença.

Entre esses sintomas, estão: o engasgamento noturno (tema que aprofundaremos neste artigo), o ronco, a falta de ar, o sono agitado, a falta de disposição e sonolência durante o dia, dores de cabeça matinais, a redução da concentração e da atenção, hipertensão, arritmias cardíacas, e redução da oxigenação sanguínea.

Se você sofre com os engasgamentos noturnos e se identifica com os outros sintomas do Apneia, procure um médico que pode te diagnosticar com precisão através de exames específicos sobre a doença e indicar o melhor tratamento para que você possa ter uma boa noite de sono.

Posições para dormir que reduzem o engasgamento durante o sono

Os episódios de engasgos noturnos podem ser reduzidos com a mudança da posição em que se deita durante a noite. Algumas posições são ótimas para amenizar os engasgos, enquanto outras são menos recomendadas e devem ser evitadas.

A melhor posição para dormir que reduz o engasgamento e é indicada para pessoas que sofrem da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono é de lado.

Dormir de lado, além de contribuir para que não ocorra o engasgamento, tem inúmeras vantagens como: a diminuição da probabilidade de roncar (ou seja, a amenização de outro sintoma associado à apneia), a facilitação da circulação sanguínea e evita dores na coluna, por manter a coluna reta. 

Uma dica para que a posição de lado fique ainda melhor e você tenha um sono tranquilo: utilize dois travesseiros! Coloque um para apoiar a cabeça, e outro entre os joelhos. Isso fará com que haja ainda mais conforto, contribuindo para maior sonolência que fará com que você pegue no sono com mais rapidez, e na postura, fazendo com que a coluna fique mais reta e evitando futuras dores nas costas.

Curiosidade: caso o engasgamento ocorra por conta do refluxo, a melhor posição para dormir também é de lado, com o corpo virado para o lado esquerdo, pois isso pode acomodar melhor o conteúdo gástrico no estômago. De preferência, opte por um travesseiro antirrefluxo para dormir, pois possui uma inclinação adequada para evitar os refluxos à noite.

A posição de dormir de barriga para cima também acomoda a coluna de forma mais reta, mas pode fazer com que o ronco seja mais intensivo. Por isso, é pouco indicada para pessoas que possuem a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono.

Por fim, dormir de bruços (ou barriga para baixo), por sua vez, é a pior opção das três posições, pois essa posição não permite que a coluna fique reta e pode causar dores de cabeça, além de não ser muito indicada para pessoas que possuem apneia e refluxos.

Vale salientar que a recomendação não é a mesma para o caso dos bebês. O mais indicado pelos pediatras não é colocá-los para dormir de lado, mas sim, de barriga para cima, pois essa posição pode evitar a morte súbita. Eles podem engasgar e vomitar durante a noite, mas têm o instinto de virar o pescoço para não sufocar.

Por isso, preste atenção na posição em que você dorme, pois isso está diretamente relacionado com a qualidade do seu sono e com os episódios de engasgamento durante a noite. Dê preferência para dormir de lado, mesmo que não tenha o hábito.

E, se mesmo assim, eu tiver engasgamento?

A posição em que uma pessoa dorme pode contribuir para amenizar os episódios de engasgamento noturno. Porém, se isso ainda persistir, deve-se procurar uma ajuda médica (que, como citado acima, o mais recomendado é procurar assistência médica de um otorrinolaringologista ou o gastroenterologista), pois pode ser a indicação de uma doença que precise de tratamento.

No caso da confirmação do otorrinolaringologista a respeito da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono, o tratamento deverá ser iniciado para que os episódios de engasgamento durante a noite não atrapalhem a qualidade do seu sono.

É importante lembrar que a Apneia não tem cura, mas com o tratamento adequado e o acompanhamento médico garante um sono tranquilo e seguro, além de amenizar ou frear todos os sintomas relacionados à doença, desde os engasgos, até a falta de ar e o ronco.

O tipo de tratamento depende do nível de gravidade da Apneia. Para casos mais leves, mudanças no estilo de vida já amenizam ou freiam a doença, como: exercícios físicos, perda de peso, parar de fumar, ter um sono regular, posição para dormir (como descrito acima)…

Já para casos mais graves e persistência de sintomas relacionados à doença (como o engasgamento), é preciso iniciar outros tratamentos que são recomendados ao combate à Apneia, como:

– A Pressão positiva contínua (CPAP) de via aérea – é uma máscara que libera uma corrente de ar, que mantém as vias aéreas abertas, garantindo assim, a qualidade do sono.

– BIPAP – é um aparelho que controla a pressão na inspiração e na expiração, indicado para casos especiais.

– Dispositivos orais – há alguns casos em que é utilizado dispositivos orais, que são colocados na boca antes de dormir e funcionam para o tratamento da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono.

– Fonoterapia – para apneia leve e engasgos, há também o tratamento da fonoterapia, que inclui exercícios musculares e exercícios funcionais para a musculatura oral, que são efetivos para combater o problema. Vale lembrar que a Respire Care também oferece os serviços de fonoterapia do sono, por isso, não hesite em entrar em contato conosco.

A Respire Care é especializada no atendimento de pessoas com apneia do sono e distúrbios respiratórios, e oferece tecnologias e produtos associados aos cuidados com a saúde e ao sono. Por isso, se você tem engasgos noturnos e se identificou com os outros sintomas associados à Apneia, entre em contato conosco.

Além disso, temos um teste para identificar a Apneia, faça gratuitamente o nosso teste online para saber se você tem baixo ou alto risco de possuir a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono.

Você conhece alguém que engasga frequentemente durante a noite? Envie esse artigo para ela! Preze pela qualidade do sono, ele faz toda a diferença no nosso dia.

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É possível compensar o sono perdido?

Você é daquelas pessoas que têm o hábito de virar a noite para estudar ou esticar um pouco mais assistindo aquela série favorita? Você não está sozinho, esse é um hábito bem comum, e a gente tem uma ideia de que é melhor aproveitar agora e repor esse sono depois, mas será que isso é verdade?

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Perde-se aqui, recompensa ali…

Mas que mal tem perder umas horinhas de sono?

É possível compensar o sono perdido?

Então dormir mais no fim de semana não recupera o sono perdido?

Dicas para dormir melhor

Considerações

Esperamos que goste deste conteúdo! 

Boa Leitura!

Dormir bem oferece uma série de benefícios para o corpo. É por meio de uma boa e tranquila noite de sono que ocorre a manutenção e revigoramento de partes essenciais para o bom funcionamento, como a formação de memórias e a limpeza de toxinas no cérebro.

Mas, seja por uma série, curtir a companhia dos amigos (isso antes de pandemia, claro) ou para aproveitar um pouco mais a maratona de estudos, a verdade é que temos uma ideia de que é possível dormir menos, ou até mesmo virar a noite e recuperar ou repor o sono depois. Será que isso é possível?

Perde-se aqui, recompensa ali…

Antes de abordarmos se de fato o nosso corpo é capaz de compensar um sono perdido, vale a pena parar para entender como ocorre o funcionamento do nosso cérebro. 

Você provavelmente já deve  ter ouvido falar dos sistemas de recompensa cerebrais. Eles são ativados, por exemplo, quando você decide comer uma barra daquele chocolate favorito e, a cada mordida, seu cérebro pede mais um pouco. 

O que acontece é a busca por prazer e satisfação. E, após comer toda a barra, haverá um confronto interno para decidir se você sede e se entrega a comer mais chocolate ou se a razão falará mais alto, dando espaço ao autocontrole. 

O sistema de recompensa é movido por uma sensação de prazer e vai depender da motivação sobre a ação ou comida em questão. 

Sentir prazer estudando (sim, isso é possível), assistindo série ou esticando um pouco mais a noite com os amigos, nada mais são do que os gatinhos dos nossos sistemas cerebrais querendo mais do que dá prazer à ele, nem que isso signifique comer muito chocolate ou perder horas preciosas de sono.

Dívida do sono

Você já ouviu falar em dívida do sono? Também chamado de déficit de sono, essa dívida nada mais é do que a diferença entre a quantidade de sono que uma pessoa precisa e a quantidade de sono que essa pessoa efetivamente dorme.

E dá para imaginar que esse déficit é cumulativo, não é mesmo? Até porque ele leva em conta o estilo de vida e até mesmo tipo de trabalho (há estudos que comprovam que profissionais de saúde e trabalhadores noturnos apresentam menor qualidade de sono, por conta de suas rotinas).

O segredo é evitar as dívidas do sono

Mas que mal tem perder umas horinhas de sono?

Independente do motivo, todos nós em algum momento já postergamos o descanso para fazer outras coisas. Quem nunca se deixou levar por essa ideia, que atire a primeira pedra.

A questão é que o sono tem um papel crucial na qualidade de vida, tanto do ponto de vista físico, quanto psicológico, contribuindo para a saúde do cérebro. Além disso, burlar o sono frequentemente afeta a capacidade de tomar decisões adequadas, de raciocínio e prejudica nosso sistema de alerta, o que pode provocar acidentes.

Se te interessar saber mais sobre os prejuízos do sono e a qualidade de descanso dos brasileiros durante a pandemia, confira o artigo no nosso blog onde abordamos esse tema, clicando aqui.

No geral, o ideal é que uma noite de sono com cerca de 8-7 horas de sono, mas, essa necessidade muda de acordo com a faixa etária, sendo preciso mais horas de sono durante a infância e adolescência, por exemplo, e em quantidade menor na fase adulta.

Mais do que a sensação de cansaço ao longo de todo o dia, em curto prazo dormir pouco ou não dormir pode provocar dores no corpo, irritabilidade, alterações de humor repentinas, raciocínio lento e incapacidade de avaliar riscos, dificuldade de concentração, problemas para desenvolver criatividade e perda de memória de fatos recentes. 

A longo prazo, a privação de sono reduz o vigor físico, compromete o sistema imunológico e contribui para o envelhecimento precoce, uma vez que afeta os hormônios “rejuvenescedores”, como a melatonina, responsável por deixar a pele descansada, e que só é produzida durante  o sono.

Estudos apontam também que, quem dorme pouco apresenta maior tendência para desenvolver obesidade, diabetes tipo 2 (pois o regulamento de açúcar no sangue é comprometido), riscos de doenças cardiovasculares, gastrointestinais,  sofrer perda crônica de memória, acidente vascular cerebral e doença de Alzheimer

É possível compensar o sono perdido? 

Você já deve ter ouvido da sua mãe ou avós de que o sono é sagrado, e que o sono perdido nunca é reposto. De certa forma, eles têm razão. 

Segundo alguns estudiosos do sono, é possível reduzir a sonolência, no entanto, não há como recuperar aquele sono perdido. Outra linha, defende que, sim, há formas de compensar as horas de descanso não feitas. 

Um dos embasamentos vem de uma pesquisa realizada no início de 2019, pela Universidade de Penn State, nos Estados Unidos e publicada no jornal American Journal of Physiology- Endocrinology Metabolism.

O estudo avaliou, durante 13 dias, cerca de 30 adultos sem nenhum histórico de doença. Durante as primeiras quatro noites, os participantes dormiram por 8 horas. Após esse tempo, durante seis dias a quantidade de sono foi reduzida, indo para somente 6 horas. Nos dias restantes, ou seja, nos últimos 3, as pessoas foram orientadas a dormir por uma sequência de 10 horas.

Ao longo de todo o experimento foram analisadas as atividades cerebrais dos participantes enquanto dormiam, além de níveis hormonais e outros dados. 

Após a experiência, os participantes ainda realizaram testes de atenção e, segundo o estudo, o desempenho nos dias em que dormiram 10 horas seguidas foi o mesmo dos dias em que dormiram a menor quantidade de horas, o que atesta que dormir demais não compensa as horas de sono perdidas.

Já um outro estudo, também nos Estados Unidos, em Boulder, porém pela Universidade do Colorado, se averiguou os efeitos de dormir à vontade, ou seja, sem limites aos fins de semana, como forma de compensar a pouca quantidade de sono feita ao longo da semana. 

Para analisar diferentes reações, os participantes foram divididos em três grupos, com variações de horas para dormir. Os voluntários do primeiro grupo foram orientados a dor por nove horas, durante as nove noites do experimento.

Para o segundo grupo, a disponibilidade de horas foi de apenas cinco, porém poderiam dormir o quanto quisessem no fim de semana, já para o terceiro e último grupo, apenas cinco horas, durante nove dias, mas sem a possibilidade de compensar no fim de semana. 

O que se observou com o experimento é que os participantes que dormiram pouco beliscavam mais durante a noite após o jantar, tendo aumento de peso. 

Quanto ao grupo que dormiu apenas cinco horas, porém pode ficar mais tempo na cama aos fins de semana, inicialmente não apresentou diferença no comportamento ou ganho de peso, no entanto, passado um tempo, sofreu efeito rebote, com mais refeições fora de hora, oscilações de peso e alterações hormonais, como resistência à insulina. 

Desta forma, os autores do estudo concluíram que dormir por um tempo maior não é o caminho mais eficaz para reparar a falta de descanso.

O estudo contou com a participação de 36 pessoas, com idade entre 18 e 39 anos. O resultado foi publicado na revista Currenty Biology.

Vale ressaltar também que dormir à noite é diferente de dormir de dia. E é no sono noturno que acontecem a liberação de substâncias e enzimas necessárias para o nosso organismo.  

Então dormir mais no fim de semana não recupera o sono perdido?

Exatamente! A quantidade de sono perdida em vários dias não pode ser recuperada. Além disso, é complicado analisar o sono apenas pela quantidade, prezar pela qualidade desse descanso é fundamental.

No entanto, há formas de promover um descanso maior depois das horas de sono perdidas. Uma dica é tentar dormir 1hora a mais ao longo dos dias e, claro, aproveitar os momentos livres para relaxar. 

Dicas para dormir melhor e não aumentar a dívida do sono

Sempre que bater aquela vontade de esticar um pouco mais a noite, lembre-se o quanto um bom descanso tem um papel importante para a manutenção da sua saúde. 

Mas se o seu caso é a insônia, vamos aproveitar esse espaço para dar algumas dicas práticas e simples que você pode fazer ainda hoje. 

Além disso, para evitar o acúmulo de sono é importante se conhecer. Quanto tempo seu corpo precisa para descansar e relaxar plenamente? O tempo de sono varia de acordo com cada um, mas no geral, a quantidade recomendada para adultos é de 7 a 9 horas diárias. 

Cochilar de 10 a 20 minutos por dia contribui para que você se sinta mais revigorado durante  o dia. Uma soneca no meio da tarde auxilia no aumento da memória, o aprendizado e a acuidade mental por algumas horas.

  • Evite comer alimentos calóricos e, principalmente tarde da noite;
  • Na hora de dormir, mantenha seu celular longe da cama. Checar o aparelho na cama estimula as atividades cerebrais, atrapalhando o “desligamento” adequado;
  • Evite deixar luz e barulhos da televisão na hora de dormir, pois esses estímulos afetam o sono reparador;
  • Tenha um ambiente preparado. Tipo de colchão, travesseiro e temperatura são essenciais para criar um ambiente propício para o sono;
  • Escolha roupas confortáveis, de preferência pijamas. Criar o hábito de usar roupas específicas para dormir faz com que seu cérebro associe a vestimenta com o sono, facilitando o processo;
  • Adote práticas relaxantes. Seja meditar, escrever ou ouvir uma música que faça bem, procure atividades que te deixem mais tranquilo e que aliviem a tensão passada ao longo do dia; 
  • Evite o consumo de cafeína e bebidas alcoólicas à noite. Estudos mostram que essas bebidas, que são estimulantes, têm longa duração no nosso organismo, interrompendo o ciclo normal de sono;
  • Mantenha uma rotina, com horários definidos para deitar e levantar. Consistência é importante;
  • Se você não conseguir dormir, levante-se. Não se force a dormir. 

Considerações

Como você pode ver, é extremamente importante cuidar do sono, ele é essencial para a manutenção da saúde e bom funcionamento do cérebro.

Apresentamos também de onde se origina essa ideia de recompensa, que nada mais é que uma espécie de gatilho em busca de sensação de prazer. 

Trouxemos também dois estudos que dialogam sobre a possibilidade de recuperar o sono ou não. O embasamento científico é fundamental, afinal de contas, se trata de uma questão de saúde. 

Apesar disso, ressaltamos que a intenção não é causar confusão e nem te dar opções de escolher qual estudo ou experimento você mais se identifica. Conhecer as diferentes vertentes é importante, mas é importante ressaltar que o ideal é manter uma rotina de sono diária e não burlar as horas de descanso, dormir mal e pouco está relacionado há uma série de doenças e mortalidade precoce. 

E o autoconhecimento tem seu papel nesse processo. Caso perceba alguma alteração no seu padrão de sono, irregularidades, sono agitado ou falta de ar, procure um profissional especializado.

Não negligencie seu sono, cuidar do sono é cuidar da vida. Se houver alguma dúvida ou quiser conversar com um dos especialistas da Respire Care, fique a vontade, estamos disponíveis pelo Whatsapp ( através do número (11) 99390-3370, será um prazer te auxiliar no que for preciso. 

Conte com a Respire Care para suas noites de sono serem verdadeiramente revigorantes e tranquilas. 

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Apneia do sono, será que é tudo igual?

Apesar de ser mais comum do que se pensa, acometendo cerca de 30% da população adulta no mundo e entre 33% e 35% dos brasileiros, a apneia do sono não é tão reconhecida. Para se ter uma ideia, a maioria dos pacientes, de 85% e 90%, convivem com a doença sem receber o diagnóstico adequado, correndo sérios riscos de saúde.

Mas existe só um tipo de apneia do sono? Descubra mais lendo esse artigo que preparamos. Você irá conferir também:

O que é apneia do sono?

Toda apneia do sono é igual?

Apneia obstrutiva do sono (AOS)

Apneia central do sono (ACS)

Apneia mista

E os sintomas, são os mesmos?

E quanto ao diagnóstico, o que muda?

Quais os riscos de não se identificar e tratar a apneia?

A importância do acompanhamento profissional

O que é apneia do sono?

A apneia é um distúrbio do sono potencialmente grave, no qual a pessoa deixa de respirar por alguns segundos, e esse evento pode acontecer várias vezes durante uma única noite. 

E além de passar por um desconforto de uma noite mal dormida, a apneia do sono tem consequências sérias na saúde. Apesar disso, em alguns casos, a pessoa com este tipo de distúrbio acredita ser comum a falta de ar e o sono agitado não estando ciente de quem tem esse problema. 

A falta de ar provocada pela apneia do sono ocorre quando a via aérea colaba durante o sono. Sem ar, o cérebro reage enviando um alerta ao corpo de que é preciso liberar adrenalina. O resultado é que a pessoa tem um microdespertar e que pode vir associado à aceleração dos batimentos cardíacos e até mesmo sensação de sufocamento.

A apneia obstrutiva do sono é uma doença crônica, progressiva, incapacitante e tem alta taxa de mortalidade e morbidade cardiovascular. Essa falta de ar durante o sono pode ser definida como parada (apneia) ou redução (hipopneia).

A apneia do sono tem, por sua definição, a redução do fluxo inspiratório em mais de 50% por pelo menos 10 segundos.

Entre os principais sintomas e sinais de alerta para identificar a apneia do sono, podemos dizer que estão: a presença de ronco, sono agitado, falta de disposição, sonolência durante o dia (resultado de uma noite mal dormida), falta de ar, dor de cabeça, perturbação da memória, da atenção e da concentração, tendência à depressão, hipertensão e arritmias cardíacas.

A apneia obstrutiva do sono é uma doença crônica, progressiva, incapacitante e, segundo estudos, têm alta taxa de mortalidade e morbidade cardiovascular.

Toda apneia do sono é igual?

Apesar de ter o mesmo princípio, sendo a falta de ar o principal fator, a apneia do sono tem suas particularidades e diferenças na hora do diagnóstico. Basicamente há três tipos, que são classificadas como: apneia obstrutiva do sono (AOS), apneia central do sono (ACS) e apneia mista do sono.

Conheça melhor cada uma nos tópicos abaixo: 

Apneia obstrutiva do sono

Sendo o tipo mais comum de apneia, ela é caracterizada pela obstrução parcial ou total das vias aéreas superiores durante o sono. Desta forma, a apneia obstrutiva do sono é causada pelo desvio de septo, amigdalas grandes, relaxamento na faringe, pólipos nasais, adenoide, por exemplo. Mas além deste, outros fatores podem provocar esse bloqueio das vias aéreas superiores durante o sono, como obesidade, relaxamento dos músculos, circunferência do pescoço e alterações craniofaciais. 

Pessoas com apneia obstrutiva  têm o processo respiratório dificultado, ou seja, uma interrupção na passagem de ar repetidamente por intervalos de mais de 10 segundos e podem ainda sofrer de 5 a 30 episódios de falta de ar por hora.

É bastante comum que pacientes com apneia obstrutiva do sono apresentam ronco alto ou ruídos sufocantes ao respirar. 

Apneia central do sono (ACS)

A apneia central do sono é provocada por uma “falha” na comunicação entre o cérebro e as vias respiratórias. Nessa situação, as vias aéreas continuam abertas normalmente, porém os músculos envolvidos (diafragma e músculos do tórax) na respiração não são avisados de que precisam funcionar e, por conta disso, ficam estáticos. 

O resultado é que, ao contrário da apneia do sono obstrutiva, que interrompe a respiração por intervalos, aqui o que ocorre é a falta de comando do cérebro. 

Esse evento geralmente é provocado por alterações neurológicas, muito comum nas doenças de Alzheimer, Parkinson, esclerose amiotrófica e outros danos provocados por encefalite, lesões, mas também pode ocorrer por outros fatores, como uso de medicamentos, hipotireodismo, cardiopatia e insuficiência renal, por exemplo.

Apneia mista

Já a apneia mista, como o próprio nome sugere, é a combinação dos dois tipos, ou seja, trazem fatores centrais e obstrutivos, que ocorrem em um mesmo episódio. A apneia mista é a menos comum de acontecer. 

E os sintomas, são os mesmos?

Por terem características muito específicas, cada apneia do sono tem suas particularidades quanto aos sintomas.

Como já falamos anteriormente, na apneia obstrutiva do sono o indicativo mais comum é o ronco, sendo este ronco bastante prejudicial, mesclando episódios de falta de ar, asfixia e riscos de engasgamento. 

Justamente pela interrupção abrupta e inesperada da respiração, a pessoa com a apneia obstrutiva do sono tende a acordar assustada. Ao amanhecer, é comum que o indivíduo não tenha consciência de que acordou várias vezes à noite, porém pode sentir a boca bastante seca e dor de cabeça e/ou garganta, por exemplo.

Com uma falta de vivência de sono ideal e adequado, pessoas com apneia obstrutiva do sono passam também por aquilo que chamamos de sonolência diurna, que nada mais é que a impossibilidade de se manter acordado durante o dia, geralmente associada a muito cansaço, sono e lapsos de sono não intencionais ao correr do dia.

Na apneia central, é comum os pacientes se queixarem de insônia, já que a qualidade do sono também é prejudicada e é comum o aumento de despertar durante a noite. Uma diferença entre o sintoma desta para a primeira é a possibilidade de surtos de engasgos ou uma redução do tempo respiratório, eventos que não ocorrem na apneia obstrutiva do sono. 

Diferente da primeira, aqui também é possível que o paciente não apresente ronco, no entanto, o ritmo da respiração é bastante irregular e interrompido por pausas, como se por intervalos. Um exemplo desse tipo de respiração é a respiração de Cheyne-Stokes, no qual o respirar torna-se gradualmente mais acelerada, desacelera gradualmente, para por um curto período e, em seguida, recomeça o ciclo acelera, desacelera e pausa.

Se quiser ler mais sobre a relação entre a respiração de Cheyne-Stokes e a apneia do sono, deixamos aqui uma indicação da leitura “Apneia do sono e Respiração de Cheyne-Stokes”, disponível aqui.

Outras particularidades da apneia central é que é comum o desenvolvimento de depressão e, em relação ao peso dos pacientes, eles tendem a apresentar índice dentro da normalidade, enquanto que na apneia obstrutiva a obesidade é predominante.

E quanto ao diagnóstico, o que muda?

O diagnóstico adequado é fundamental para o início do tratamento e melhora da vida do paciente com apneia, independente de qual seja o tipo. 

No geral, para identificar a presença de apneia, é necessário passar por uma avaliação médica, sendo que questionários para sondar os sintomas dos pacientes também são bastante explorados. 

Dependendo do caso, é recomendado também a realização de polissonografia, pois esse exame é mais preciso na hora de distinguir o tipo de apneia que o paciente pode ter.  

Quanto ao tratamento, é possível sim que haja uma diferença nas recomendações de acordo com o tipo de apneia do sono que o paciente apresenta. 

Para a apneia obstrutiva, por exemplo, é altamente recomendado o tratamento com CPAP. Já para pessoas com apneia central algumas outras medidas podem ser sugeridas, tais como intervenção medicamentosa dependendo do caso, mas o mais recomendado é o uso de CPAP, Bipap e outros ventiladores específicos como Servoventilador.

Quais os riscos de não se identificar e tratar a apneia?

Além da privação de sono, que pode trazer uma série de interferências na vida do paciente, a apneia obstrutiva do sono ainda consegue colaborar para o desenvolvimento de outras doenças ou a piora do quadro delas. 

Pessoas com apneia do sono têm maior risco de sofrer acidente vascular cerebral, Infarto Agudo do Miocárdio, apresentarem alterações do ritmo cardíaco (também chamado de fibrilação atrial) e hipertensão arterial.

Além da falta de memória, capacidade de raciocínio e estado de alerta afetados, irritabilidade, oscilações de humor, cansaço frequente, dores de cabeça, são bastante comuns. 

É preciso não negligenciar o tratamento, pois a apneia do sono, se não tratada, tende a ser evolutiva, piorando a qualidade de vida do paciente, podendo até mesmo levar a óbito. Nesses casos, a morte ocorre por infarto ou arritmias agudas

A importância do acompanhamento profissional

O CPAP é o tratamento mais eficaz e seguro contra a apneia obstrutiva do sono. Apesar disso, o início pode ser difícil para quem está começando. Por isso, é essencial uma integração educacional sobre o uso correto do aparelho, promovendo uma melhor resposta ao tratamento.

Para se ter uma ideia, estudos mostram que pacientes orientados, mesmo que não presenciais, têm uma adesão melhor ao tratamento quando comparados aos que não receberam essa orientação.

Mudanças no estilo de vida também contribuem com a melhora dos sintomas da apneia. Perda de peso, reeducação alimentar e evitar o consumo de bebidas alcoólicas, e ações mais simples como evitar ingerir comidas pesadas à noite ou dormir de lado, são medidas simples, mas fazem a diferença.

A apneia não é só uma leve falta de ar, é um problema médico grave que afeta a qualidade de vida e pode causar uma série de problemas tanto nas relações sociais quanto pessoais. Geralmente, quando ocorre o tratamento e acompanhamento médico adequados, a respiração volta a ter seu ritmo regular, os roncos param e uma é possível dormir com qualidade. 

Caso desconfie que tem apneia do sono, faça o teste gratuitamente no nosso site, clicando aqui é rápido, fácil e simples. Sua saúde agradece.

Considerações finais 

Como você pode ver, a apneia do sono precisa de atenção e tratamento para uma vida mais tranquila, pois ela afeta a saúde psíquica, social e pessoal de quem possui. Desta forma, é importante conhecer e reconhecer os diferentes tipos de apneia do sono que existem, e elas  são divididas em três subgrupos: apneia obstrutiva do sono (AOS), apneia central do sono (ACS) e apneia mista, que é uma combinação dos dois fatores.

Para te ajudar a entender, abordamos um conceito geral sobre a definição de apneia e a partir disso, as principais características de cada tipo de apneia do sono, como também seus principais sintomas de cada uma e os tratamentos recomendados. 

Apesar de estar presente no cotidiano da população brasileira, em quase 40% das pessoas, ela não é tão reconhecida, por isso a importância de explorar mais o tema e conversar com um médico de confiança caso sinta um ou mais sintomas. 

Se tiver alguma dúvida sobre o uso de CPAP, oxigenoterapia, apneia do sono ou produtos recomendados para tratamento, entre em contato conosco pelo WhatsApp (11) 99390-3370, que nós, da Respire Care, iremos te ajudar.

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Precisamos conversar sobre DPOC

No dia 20 de novembro se comemora a luta contra a Doença Pulmonar Obstrutiva, mais conhecida como DPOC. A conscientização se faz importante pois essa doença, apesar de grave, pode ser prevenida e tratada. Por isso, preparamos este artigo para você entender mais sobre o assunto.

Você vai ler:

O que é DPOC?

Quais os sintomas?

O que acontece no sistema respiratório no paciente com DPOC

Como é feito o diagnóstico da DPOC

Fatores de risco

DPOC tem cura?

O papel da fisioterapia respiratória para o tratamento da DPOC

DPOC e Coronavírus 

Considerações

Boa leitura!

O que é DPOC?

Popularmente conhecida como DPOC, a doença pulmonar obstrutiva crônica é a obstrução da passagem do ar pelos pulmões. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 210 milhões de pessoas tem DPOC e a estimativa é que, até o fim de 2020, ela seja a terceira maior causa de morte. 

A DPOC tem dois possíveis componentes predecessores: a bronquite crônica e a enfisema pulmonar, e se instala após um quadro persistente de uma ou da combinação das duas. 

A enfisema ocorre quando há danos ou a destruição dos alvéolos pulmonares, onde as paredes dos alvéolos acabam por se tornar flácidas, diminuindo a capacidade respiratória.

Já a bronquite é caracterizada pela inflamação nos brônquios. Neste caso, a mucosa das vias aéreas se torna irritada e inflamada constantemente, desenvolvendo um estreitamento e obstrução por muco, o que dificulta a respiração.

Essa situação é perigosa porque tem potencial para interromper a respiração de vez, diminuir a circulação de oxigênio no sangue ou ainda disparar substâncias inflamatórias pelo corpo todo. O que pode aumentar o risco de infarto e AVC.

Quais os sintomas? 

A DPOC obstrui as vias áreas, o que torna a respiração difícil. Entre os principais sintomas estão: 

  • Falta de ar ao fazer algum esforço;
  • Aperto ou desconforto no peito;
  • Pigarro ou catarro em excesso;
  • Chiado ao respirar;
  • Cansaço recorrente;
  • Respiração ofegante;
  • Tosse, que pode ser seca ou com muco;
  • Lábios e unhas azulados
  • Dificuldade para dormir, por conta da tosse.

Para auxiliar no mapeamento da doença, o instituto Global Initiative for Chronic Obstructive Pulmonar Disease desenvolveu um questionário, curto mas cientificamente validado, a fim de identificar pessoas com maior probabilidades de desenvolver DPOC.

Confira as questões abaixo: 

  • Você tosse várias vezes na maioria dos dias?
  • Tem catarro ou muco na maioria dos dias?
  • Fica sem fôlego mais facilmente do que outras pessoas da sua idade?
  • Tem mais de 40 anos?
  • É fumante ou ex-fumante?

O questionário serve como um norte, mas não é um diagnóstico para a doença. Exatamente por esse motivo, em caso da presença dos sintomas é fundamental procurar ajuda médica especializada. 

O que acontece no sistema respiratório do paciente com DPOC

Já falamos mais acima, que os brônquios são a parte do pulmão que conduz o ar para dentro e para fora. 

Para realizarem essa função, os brônquios se ramificam formando o  que chamamos de bronquíolos, que têm em suas pontas  uma espécie de sacos cheios de alvéolos, que se enchem e esvaziam de ar  toda vez que respiramos normalmente.

Já nas pessoas portadores de DPOC, uma ou até mesmo várias parte do sistema respiratório estão danificadas. Com isso, causam tanto o estreitamento e excesso de muco nos brônquios (bronquite), e provocam a perda da elasticidade e destruição dos alvéolos (enfisema) e a perda da capacidade deles em esvaziar e soltar o ar inalado de forma correta.

Como é feito o diagnóstico da DPOC

O diagnóstico da DPOC é feito por meio de exames que avaliam a função pulmonar. Entre esses exames realizados ou solicitados pelo médico são: 

Exame físico: série de exames realizados para avaliar a saúde física e, principalmente, pulmonar do paciente. 

Histórico do paciente: envolve a realização de perguntas sobre o modo de vida do paciente, como hábitos de tabagismo, histórico familiar de doenças pulmonares, exposição a poluição e outros. 

Oximetria de pulso: serve para medir a saturação de oxigênio no sangue, que pode ser feito pela dedo ou no lóbulo da orelha. 

Gasometria arterial: mede a pH e os índices de gás carbônico de uma artéria. Auxilia no entendimento do funcionamento dos pulmões.

Teste do exercício: visa verificar como está o funcionamento do coração e dos pulmões durante a prática de exercícios.

Espirometria: Avalia especificamente a função pulmonar (o quanto de ar o paciente é capaz de exalar).

Fatores de risco

Quando se fala em DPOC, é mais comum a doença atingir mais pessoas acima dos 40 anos de idade, no entanto, ela pode ocorrer também em pessoas mais jovens. A DPOC não é contagiosa. 

Em quadros mais graves da doença, o paciente tende a apresentar extrema dificuldade para respirar, o que pode ocasionar insuficiência cardíaca, pneumonia, osteoporose, perda de peso e desnutrição por exemplo. 

Dada essa debilidade, pacientes que se encontram nesse estado da doença geralmente são frequentemente internados e precisam da utilização de aparelhos respiratórios.

Entre os fatores para o desenvolvimento da doença crônica pulmonar, estão: 

  •  Exposição à poluição, gases e substâncias tóxicas, 
  • Prematuridade pode aumentar a predisposição à doença;
  • Tabaco, sendo este responsável por 85% de casos de DPOC. Aliás, pessoas não fumantes, mas expostas as fumaças também podem desenvolver a doença.
  • Deficiência de alfa-1- antitripsina, que é uma perturbação genética bem rara. Essa proteína, chamada  alfa-1- antitripsina é produzida pelo fígado e secretada na circulação sanguínea. Em níveis baixos, pode provocar danos no fígado e nos pulmões. 

Apesar da DPOC estar muito associada ao cigarro, sendo um dos principais fatores agravantes para a doença, cerca de um terço das pessoas diagnosticadas com a patologia nunca fumou. 

Normalmente, o início da DPOC é lento, mas ela pode evoluir rapidamente, levando a incapacidade por insuficiência respiratória e até mesmo óbito, por isso é importante o acompanhamento médico. 

DPOC tem cura? 

Embora a DPOC não tenha cura, os tratamentos disponíveis atuam retardando o avanço da doença, controlando os sintomas e reduzindo as complicações. 

O profissional especialista no diagnóstico da DPOC é o médico pneumologista, que irá realizar a avaliação e tratamento adequados. Além disso, fisioterapia e exercícios físicos, com orientação profissional adequada de um fisioterapeuta, também são aliados do paciente e contribuem com o tratamento.

Vale ressaltar que a DPOC é uma doença silenciosa e lenta que começa com uma simples falta de ar, e se não identificada e tratada rápido pode trazer complicações mais graves.

Por isso fiquem atentos aos sinais, principalmente se você for fumante ou ex fumante, e, a qualquer sinal de alguns dos alertas, procure um médico especialista, o diagnóstico precoce garante maior eficácia do tratamento e evitar a progressão do quadro.

O papel da fisioterapia respiratória para o tratamento da DPOC

Como falamos anteriormente, os sintomas da DPOC envolvem a presença de dispneia (falta de ar), tosse, secreção e infecções respiratórias, por isso é muito comum a falta de condicionamento físico, fraqueza, perda de peso não proposital e desnutrição. 

Somados, essas consequências podem limitar a prática de atividades físicas e claro, a qualidade de vida das pessoas. 

A fisioterapia respiratória atua com um plano de tratamento, que tem o objetivo de: 

  • Melhorar a capacidade de realização de exercícios físicos
  • Melhorar a higiene brônquica, com a limpeza das vias áreas
  • Diminuir a dificuldade respiratória 

O tipo de tratamento varia de paciente, já que leva em conta as condições particulares de cada indivíduo, mas no geral, ele envolve: exercícios físicos, com o intuito de melhorar a flexibilidade e o condicionamento cardiorrespiratório e também muscular; exercícios respiratórios, a fim de melhorar o respirar e expirar do paciente e técnicas de higiene brônquica, de forma a desobstruir as vias áreas e facilitar a passagem de ar.

DPOC e Coronavírus 

Apesar de ser uma doença relativamente nova, já existem estudos que demonstram que pacientes com DPOC podem ter seus quadros agravados se contrair a covid-19. 

As orientações e cuidados de prevenção com o Coronavírus deve ser de todos, mas devido ao risco maior e complicações, pessoas fumantes e pacientes com DPOC devem ficar ainda mais atentos. 

Se quiser ler mais sobre esse assunto, a pesquisa completa você pode ler acessando aqui.

Considerações

Este artigo tem o intuito de informar e trazer mais informações sobre doenças respiratórias. Uma matéria divulgada pela BBC, em 2017, mostrou que 80% das pessoas que têm DPOC nem sabem que tem. 

Esse quadro é preocupante e por isso, nosso objetivo é disseminar conteúdos para conscientizar a população. No entanto, reforçamos que esses dados não substituem a avaliação médica e que o autodiagnóstico não é o caminho, em caso de sintomas, procure o médico especialista e não negligencie o tratamento. 

A detecção precoce é fundamental para a melhoria da qualidade de vida do paciente o mais rápido possível. Segundo informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), pessoas fumantes tem 90% mais chance de desenvolver a doença, mas isso não significa que ela não pode ocorrer em não fumantes. 

Apresentamos aqui também os fatores de risco, como a doença atrapalha o sistema respiratório e ressaltamos o cuidado que pacientes com DPOC precisam ter nesse momento de instabilidade, por conta do novo Coronavírus. 

Na Respire Care você tem o suporte de uma equipe de profissionais especializados e experientes para te orientar e acompanhar todo o seu tratamento. Contamos também uma série de produtos e equipamentos que visam a melhora da sua saúde respiratória e qualidade de vida!

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Tudo o que você precisa saber sobre oxigenoterapia

Tem dúvidas sobre o que é oxigenoterapia, quando é indicado e como é o tratamento? Esse artigo é para você.

Índice

O que é oxigenoterapia?

Quando é recomendado?

Perfil do paciente que precisa de oxigenoterapia

Tipos de oxigenoterapia

Quais os benefícios?

Cuidados com o tratamento em casa

Conclusão

Esperamos que goste desse conteúdo. Boa leitura!

O que é oxigenoterapia?

A oxigenoterapia é um tratamento que consiste na administração de oxigênio, com a finalidade de manter e garantir as taxas de oxigenação dos tecidos no corpo. Essa baixa oxigenação, mais conhecida como hipoxemia, está relacionada a diversas causas.

hipoxemia  indica que existe alguma anormalidade relacionada à respiração ou à circulação sanguínea. O nível de oxigênio é medido por meio da retirada de uma amostra de sangue ou com o uso de aparelhos específicos, como oxímetro de pulso.

Em leituras consideradas normais, a oxigenação varia de 95 a 100%, sendo que valores menores de 90% são considerados baixos. 

Se a baixa oxigenação ocorrer durante o sono, é possível que a orientação médica seja a sonoterapia.

Desta forma, a oxigenoterapia é indicada para auxiliar no tratamento de diversos problemas respiratórios, no qual há dificuldade no funcionamento normal de troca gasosas. Com a oxigenoterapia é possível ainda reduzir sintomas como dores de cabeça, fadiga e irritabilidade.

Quando é recomendado?

A oxigenoterapia é indicada para pacientes que apresentam algum tipo de problema respiratório ou condição que reduza a porcentagem adequada de oxigênio no sangue. 

Entre elas podemos citar:

Doença pulmonar crônica (DPOC)

A doença pulmonar crônica, mais conhecida como DPOC, é um grupo de doenças pulmonares que bloqueiam o ar e dificultam a respiração. A DPOC é um quadro evolutivo de bronquite com enfisema pulmonar, sendo que a primeira é caracterizada pela inflamação e excesso de muco e a segunda pela destruição e aumento das passagens de ar.

Fibrose pulmonar idiopática

Também chamada de FPI, a fibrose pulmonar idiopática é uma doença crônica não infecciosa, no qual ocorre o aparecimento de fibrose (cicatrizes) nos pulmões, o que prejudica a capacidade para a manutenção das trocas gasosas e, consequentemente, a oxigenação no sangue.

Edema pulmonar

O edema pulmonar acontece quando há um acúmulo anormal de líquido no pulmão. Geralmente é causado por insuficiência cardíaca, pois esta leva ao aumento da pressão nas veias pulmonares. Conforme a pressão cresce, o líquido é empurrado para o pulmão e resulta em falta de ar.

Existem outros fatores que provocam o edema como: lesões graves, insuficiência renal, alguns medicamentos, ataque cardíaco, hipertensão, doenças que enfraquecem ou enrijecem os músculos cardíacos, entre outras.

Pneumonia 

Infecção que acomete os pulmões, a pneumonia pode comprometer também a região dos alvéolos pulmonares e são provocadas pela presença de agentes infecciosos ou irritantes no espaço alveolar, como bactérias, vírus, fungos ou reações alérgicas.

Dentre os sintomas estão: febre alta, tosse seca ou com catarro, falta de ar e dificuldade para respirar.

Taquipneia 

Caracterizada por uma frequência respiratória muito maior do que a normal, a taquipneia é a respiração acelerada e superficial e pode ser provocada por uma série de condições, no qual o organismo tenta compensar a falta de ar com uma respiração acelerada.

Infecções respiratórias, DPOC, asma, ataques de ansiedade e redução do pH são algumas possíveis causas de taquipneia.

Outros fatores

Além dessas, a oxigenoterapia pode ser recomendada em casos em que houver ataque de asma, intoxicação por monóxido de carbono, apneia obstrutiva do sono. insuficiência respiratória aguda ou crônica, recuperação pós-anestésica, envenenamento por cianeto e parada cardiorespiratória.

O tempo e duração do tratamento vai depender da necessidade de cada paciente. Em alguns casos, o recurso pode ser indicado somente durante o sono ou para a realização de atividades e em outros em que o suporte de oxigênio deverá ser usado ao longo de todo o dia.

Perfil do paciente que precisa de oxigenoterapia

Além dos baixos níveis de oxigênio no sangue, os pacientes que precisam fazer o tratamento com oxigenoterapia, no geral, costumam apresentar:

  • Depressão
  • Idade avançada
  • Histórico de internações
  • Outras doenças crônicas associadas
  • Dificuldade para fazer atividades sozinhos
  • Alterações bruscas das funções pulmonares

Tipos de oxigenoterapia

Existem diferentes tipos de oxigenoterapia, e as classificações mudam conforme as concentrações de oxigênio recomendadas para a realização do  tratamento. A título de conhecimento, aqui vamos abordar as principais.

Vale ressaltar que o melhor tipo de tratamento é indicado pelo médico, o que leva em conta as necessidades de cada pessoa, a origem do desconforto respiratório, além de averiguar a presença de outros sintomas, como boca e dedos arroxeados, confusão mental e/ou suor frio.

Sistemas de baixo fluxo

 Indicado para pessoas que não precisam de grande quantidade de oxigênio. Os dispositivos usados nesse caso são as máscaras faciais, cateter nasal, cânula nasal ou tipo óculos, máscara com reservatório e máscara de traqueostomia. 

Sistemas de alto fluxo

Como o próprio nome sugere, esse tipo de oxigenoterapia fornece uma alta concentração de oxigênio, inclusive, acima do que uma pessoa saudável é capaz de inspirar e, portanto, é recomendado para casos mais graves. A máscara de venturi é a mais comum nesse tipo de tratamento.

Ventilação não invasiva

Consiste em um dispositivo ventilatório que utiliza pressão positiva de modo a facilitar a entrada de ar nas vias respiratórias. Esse modelo de tratamento, diferentemente dos outros, não oferece um aporte de oxigênio extra, mas tem a finalidade de viabilizar as funções de trocas gasosas, como é o caso do CPAP, que reduz o esforço respiratório e é ideal para pacientes com apneia do sono ou com doenças cardiovasculares.

Quais os benefícios?

O tratamento é indispensável para a saúde e bem-estar dos pacientes e tem como benefícios: melhora da sobrevida, aumento da tolerância de exercício, diminuição de quadros de arritmias cardíacas durante o sono, melhora do aporte de oxigênio, bem como atua na cognição, concentração e memória. 

Cuidados com o tratamento em casa

Pacientes com DPOC ou que possuem alguma doença respiratória precisam de suporte respiratório em tempo integral e portanto, a oxigenoterapia deve ser feita em casa. 

Nesses casos, o tratamento é feito com o cateter nasal e o oxigênio é armazenada em cilindros, sendo que a quantidade ideal de oxigênio a ser administrada é pré estabelecida pelo médico. 

Mas é preciso tomar alguns cuidados na rotina diária, como evitar fumar enquanto se faz uso do oxigênio e manter o cilindro longe do fogo e protegido da luz solar. 

O oxigênio não explode, porém ele aumenta a chama, o que amplia as chances de riscos de queimaduras. Se não for possível evitar, mantenha uma distância de, no mínimo, dois metros de qualquer tipo de chama. 

Mantenha os cilindros estabilizados, em áreas seguras ou mesmo próximos de paredes, de forma que fiquem fixos e não causem acidentes. 

Seguindo as precauções necessárias, é possível viajar e se locomover sem problema algum com os cilindros de oxigênio e inclusive, o transporte do equipamento é indicado com suporte de rodinhas.

Além disso, é necessário também ter dispositivos que façam a medição dos níveis de oxigênio sanguíneo, como o oxímetro de pulso, por exemplo.

Se perceber arroxeamento dos lábios e dedos, sensação de tontura e até mesmo desmaios, procure um médico imediatamente, pois esses são sinais da baixa saturação de oxigênio.

Conclusão

A oxigenoterapia é fundamental para o funcionamento adequado e tratamento do pulmão e a boa saúde do coração. Fatores como doença pulmonar crônica, apneia obstrutiva do sono, pneumonia, entre outros, requerem o suporte da oxigenoterapia.

O tratamento, o tempo e a concentração indicada a cada caso, deve ser feita somente após orientação médica, e em casa, é preciso tomar alguns cuidados básicos para a segurança e continuidade corretas com o tratamento.

Vale ressaltar que a oxigenoterapia só permitida após avaliação clínica e prescrição médica, pois dependendo da patologia pode ser prejudicial.

Se precisar de ajuda especializada para entender mais sobre a oxigenoterapia, conte as especialistas da Respire Care. Acessando a nossa loja virtual você pode conferir a linha para oxigenoterapia, onde você encontra concentradores de oxigênio e o oxímetro de pulso.

Caso precise de orientação, não hesite em nos chamar, estamos aqui para te ajudar a ter um respirar mais leve e tranquilo, pois nossa meta é cuidar de você.

Esperamos ter te ajudado a entender um pouco mais sobre a oxigenoterapia, quando ela é indicada e a importância de não negligenciar o tratamento. Fique a vontade para deixar seu comentário, dúvidas ou sugestões, será um prazer te ler por aqui.

Se gostou deste conteúdo, compartilhe com seus amigos e familiares, estar bem informado também é uma forma de prevenção e de autocuidado. 

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Efeitos da pandemia na saúde e no sono

A pandemia com a Covid-19 afetou mais do que a nossa rotina. Ela alterou a forma como nos relacionamos, nosso trabalho e gerou incertezas, medos e inseguranças. O resultado dessa soma é sentida na hora de colocar a cabeça no travesseiro e dormir.

Mas quais os efeitos reais da pandemia no nosso sono? Isso é o que você irá conferir aqui neste artigo. Confira aqui:

Efeitos da pandemia no sono

Principais mudanças percebidas 

Alterações nos padrões de sono

Reflexos na saúde mental

Aumento da busca por atendimento especializado

Depressão

Distúrbios do sono

Estresse na convivência familiar

Consumo de bebida alcoólica

Esperamos que goste desse conteúdo. Boa Leitura!

Efeitos da pandemia no sono

Um estudo realizado pela Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico Covid- 19 (Vigitel), com 2007 entrevistados entre 25 de abril e 5 de maio de 2020, apontou que 41,7% dos pesquisados sofrem com algum distúrbio do sono, sendo o mais comum apresentar dificuldade para dormir ou dormir mais do que o habitual.

Ainda de acordo com a pesquisa, realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em relação aos problemas de saúde mental que mais provocaram incômodos nos entrevistados nas duas semanas antes à data do inquérito, foram: 

Falta de interesse em fazer as coisas (35,3%);

Se sentir cabisbaixo ou deprimido  (32,6%);

Sensação de cansaço ou/e com pouca energia (30,7%);

Lentidão para se movimentar, falar ou muita agitação e inquietação (17,3%);

Dificuldade para se concentrar (16,9%);

Sensação de mal estar consigo mesmo ou achar que decepcionou pessoas queridas (15,9%).

E do ponto de vista dos profissionais da saúde, que atuam diretamente na linha de frente, houve uma percepção do aumento de queixas relacionadas ao distúrbio de sono, acima de tudo, sintomas de insônia, podendo estar associadas ou não a quadros de ansiedade depressão.

É válido ressaltar também que pessoas com predisposição para desenvolver ansiedade, depressão ou insônia, ao enfrentarem cenários de incertezas (financeira, futuro, família) e medos como os que são observados em pandemias, podem apresentar um aumento significativo de seus sintomas, o que, se ocorrem em um período grande de tempo, tem chances de evoluir para um problema crônico. 

Principais mudanças percebidas

Com a imposição de deixar as ruas e ficar em casa, como forma de prevenção do contágio da Covid-19 e o distanciamento social, os hábitos das pessoas foram alterados, inclusive no nosso padrão de sono.

Alteração nos padrões de sono

Com a rotina alterada, é comum o ciclo circadiano ser afetado. Esse ciclo é uma espécie de relógio biológico, que nos indica a hora de dormir e a despertar. Neste novo cenário pandêmico, em que a presença em casa é constante, pode ser comum ter dificuldade em separar e estabelecer o tempo de trabalhar e a hora de fazer outras coisas.

A partir dessa percepção as pessoas tendem ou a ir dormir mais tarde e, assim, acordar mais tarde. Essa alteração do ciclo circadiano é conhecida como Síndrome da Fase do Sono Atrasado.

Este transtorno se caracteriza por dormir e acordar tarde, sendo que na maioria das noites, o atraso é de mais de duas horas do que os horários convencionais ou socialmente aceitos. 

Nesta síndrome, o paciente tem dificuldade para pegar no sono e opta por acordar mais tarde.

Mas há também o inverso: o deitar-se mais cedo e o despertar precoce, mais conhecida como Síndrome da Fase Avançada do Sono. Aqui, o paciente vai =dormir e acordar muito mais cedo, na maioria das noites com avanço de várias horas do que seu horário de costume ou socialmente aceitável. É comum pacientes relatarem sentir sonolência ou ataques de sono no final da tarde ou início da noite.

Reflexos na saúde mental 

Em maio deste ano, a Organização Mundial da Saúde já apontava os efeitos da pandemia não só no aspecto físico, mas também na saúde mental da população. 

Para se ter uma ideia, as Nações Unidas divulgaram um relatório sobre a necessidade de medidas e investimentos nos serviços de saúde mental, apontando que, houve aumento nos sintomas de depressão e ansiedade em diversos países. 

Na Etiópia, por exemplo, foi relatado um aumento de três vezes maior na prevalência de sintomas de depressão, se comparados com números do mesmo período antes da pandemia. 

Aumento da busca por atendimento especializado

A busca por serviços de atendimento psicológico serve como indicativo do estado da saúde da população e de que existe uma preocupação das pessoas com relação ao tema, como você pode observar no gráfico abaixo:

Busca pelo termo atendimento psicológico no Brasil, de março de 2019 a março de 2020. Fonte: Google Trends.

E isso não se resume somente as pesquisas no Google. A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), realizou um levantamento com seus profissionais associados e descobriu que 47.6% dos entrevistados perceberam um crescimento da procura em seus atendimentos. 

Para se ter uma ideia, dos pesquisados, 56,4% afirmaram que os atendimentos aumentaram em cerca de 25% se comparados com o mesmo período no ano anterior. 

E não é só a população geral que tem o problema. Profissionais de saúde que atuam na linha de frente do enfrentamento da Covid- 19 são particularmente afetados. 

Conforme dados da OMS, durante a pandemia na China, os profissionais relataram altas taxas de depressão (50%), ansiedade (45%) e insônia (34%). No Canadá, 47% dos profissionais de saúde entrevistados relataram a necessidade de suporte psicológico.  

Depressão 

Os níveis de depressão também são preocupantes. A Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UFRJ, realizou uma pesquisa em 23 estados do Brasil, com 1460 pessoas e mostrou que os casos de depressão aumentaram em 90% em um intervalo inferior a um mês. 

O levantamento foi feito em parceira com a Universidade de Yale, nos Estados Unidos e a coleta foi realizada em dois momentos: entre 20 e 25 de março e entre 15 e 20 de abril,.

Na pesquisa, verificou-se uma prevalência de pessoas com estresse, que subiu para 40%. Os quadros de depressão foram de 4,2% para 8%. Já os casos de crise aguda por conta da ansiedade, apresentaram um aumento de 71%, passando de 8.7% para 14,9%.

Distúrbios do sono

Mais do que o cansaço ao longo do dia, a privação do sono causa prejuízos à nossa saúde física e  mental. Isso porque dormir bem é essencial para o desenvolvimento normal do cérebro, formação de memórias e aprendizado. 

Em um curto espaço de tempo, as noite mal dormidas podem provocar cansaço, dores no corpo, irritabilidade, alterações de humor repentinas, raciocínio lento e afeta a capacidade de avaliar riscos, a concentração e ocasiona problemas para desenvolver criatividade e perda de memória de fatos recentes. 

Já a longo prazo, a privação de sono reduz o vigor físico, compromete o sistema imunológico e colabora para o envelhecimento precoce, pois os hormônios “rejuvenescedores”, como a melatonina (responsável por deixar a pele descansada), são produzidas apenas durante o sono.

Quem dorme pouco também têm maior tendência a desenvolver obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares, gastrointestinais, perda crônica de memória, acidente vascular cerebral e doença de Alzheimer

Prestar atenção no sono é cuidar da saúde como um todo, por isso, é necessário entender quais fatores podem estar associados a sua falta de sono. Distúrbios de sono são privativos do descanso, sendo os mais comuns a apneia obstrutiva do sono, insônia, bruxismo, ronco, sonambulismo, terror noturno, síndrome das pernas inquietas, narcolepsia, entre outros.

 Estresse na convivência familiar

Se com o isolamento social foi possível estar mais em casa e aproveitar o mais o tempo em família, por outro, essa convivência diária pode ser danosa, beirando à exaustão. 

Cuidar da casa, dos filhos, trabalhar e tudo isso somados à todos os medos e incertezas do contexto atual, podem drenar drasticamente a energia ao longo do dia.

A jornada de afazeres que antes tinha um horário certo para acabar, agora parece não ter fim. O resultado são várias pessoas estressadas, improdutivas e confinadas no mesmo espaço. 

E os sintomas aparecem logo ao nascer do sol: cansaço, irritabilidade, fácil esquecimento e baixa produtividade. Um campo minado para a hipersonia, distúrbio em que o cansaço se prolonga ao decorrer do dia, independente de quanto se dormiu na noite anterior ou dos cochilos tirados de dia.

Consumo de bebida alcoólica

O sentimento de esgotamento provocado pela pandemia trouxe novos hábitos aos brasileiros. Como válvula de escape, o consumo de álcool aumentou durante a pandemia.

Segundo levantamento feito pela Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead), houve um crescimento de 38% nas vendas de bebidas das distribuidoras e de 27% em lojas de conveniência do país. 

Estresse, depressão e ansiedade são os maiores motivadores para avanço destes números. O álcool é tido como uma ferramenta que auxilia na superação de conflitos pessoais.

O abalo emocional provocado na quarentena desencadeia em abuso das bebidas, podendo levar até mesmo a dependência. Vale ressaltar também que a insônia, que é facilmente desenvolvida em quadros estressantes, é um outro fator que contribui para um maior consumo de álcool. 

Considerações 

A Covid-19 colocou a prova muito mais do que a nossa saúde física, e, apesar de todos os cuidados necessários para evitar o contágio, é preciso também observar a sua saúde mental e a qualidade do seu sono.

Um sono restaurador é essencial para a manutenção e bom desenvolvimento do cérebro, aprendizagem, concentração, raciocínio e na boa saúde do nosso sistema imunológico. 

Se você enfrenta problemas para dormir constantemente, procure ajuda especializada, pois cuidar do seu sono é cuidar da sua vida. Aqui na Respire Care damos o suporte que você precisa, seja para tirar dúvidas ou para conversar com um especialista do sono. 

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Narcolepsia x Apneia: qual a diferença?

Sono extremo, incontrolável e que desperta vontade dormir em qualquer lugar, sob qualquer situação, seja numa conversa, no trabalho ou até mesmo durante o sexo. Essas situações são muito comuns na narcolepsia, distúrbio crônico do sono, que afeta qualidade de vida e saúde de quem sofre. Quer saber mais sobre o assunto, continue lendo esse artigo. 

O que é narcolepsia

Quais as causas?

Sintomas da narcolepsia

Como é feito o diagnóstico e tratamento?

Quais as complicações se não tratar?

O que é apneia do sono

Narcolepsia versus apneia do sono: qual a relação

Considerações

Boa leitura!

O que é narcolepsia

A narcolepsia é um distúrbio crônico caracterizado por uma sonolência excessiva durante o dia. O sono se apresenta de forma súbita e incontrolável e pode ocorrer várias vezes ao longo do dia e independe do quanto a pessoa possa ter dormido bem na noite anterior.

Uma pessoa com narcolepsia pode pegar no sono facilmente em situações inusitadas, durante uma conversa, no trabalho, em pé ou até mesmo dirigindo. E, ao contrário do que se acredita, a narcolepsia não está relacionada à depressão, preguiça, falta de sono, desmaios ou distúrbios convulsivos.

Por ser uma doença crônica, não existe cura para a narcolepsia, mas ela pode e deve ser tratada, pois esse distúrbio causa um profundo impacto psicossocial e funcional nas pessoas, e pode provocar acidentes e situações desconfortáveis e complicadas durante toda a vida.

Quais as causas?

Não se sabe exatamente quais as causas da narcolepsia, embora muitos especialistas acreditem que o distúrbio esteja diretamente relacionado a fatores genéticos, desequilíbrios químicos no cérebro e baixa produção de hipocretina, que é a substância responsável por nosso despertar e pela estabilidade das fases do sono.

Acredita-se também que os fatores de risco para o desenvolvimento da doença estão relacionados a fatores genéticos e infecciosos, bem como com a faixa etária, uma vez que  é mais comum ocorrer a narcolepsia ao fim da adolescência ou na entrada da segunda década de vida e após os 50 anos de idade. Além disso, mulheres com menopausa também são mais facilmente afetadas por esse distúrbio.

Sintomas da narcolepsia

A narcolepsia pode ser observada pelos seguintes sintomas:

Sonolência excessiva: é considerado o primeiro sinal dessa doença e atinge quase 95% dos pacientes, sendo também o mais incapacitante dos indícios, deixando a pessoa desatenta e inapta para se manter alerta. 

A sonolência excessiva ocorre até mesmo quando o sono se dá tranquilamente e em  quantidades certas no dia anterior, e os ataques são irresistíveis, sendo impossível se manter acordado, decorrendo diversos cochilos. Nesses episódios de sono, por mais curtos que possam ser, podem ocorrer sonhos. Apesar dos cochilos, a sonolência passa somente por algumas horas.

Paralisia do sono: é uma condição onde é possível escutar e ver tudo ao redor e se tem consciência, ou seja, o cérebro desperta, porém os músculos continuam dormentes. A paralisia do sono pode acontecer quando se estiver adormecendo ou despertando, geralmente na fase REM (fase que representa os movimentos rápidos dos olhos). 

Esses episódios podem durar cerca de quatro minutos, não deixam sequelas e é autolimitados. Apesar de curtos, eventos de paralisia do sono são bastante assustadores e podem dar a impressão de ser mais longos para  quem vivencia.

Alucinações: a narcolepsia também provoca alucinações e elas podem ser tanto sonoras quanto visuais. É comum o relato de pacientes que dizem ouvir passos, portas batendo, sussurros e vultos. Esses eventos podem ser aterrorizantes.

Sono fragmentado: como o nome sugere, o sono fragmentado são despertares breves que reduzem a eficiência do sono, sendo o ato de dormir bastante agitado. O sono fragmentado atrapalha a construção de memórias no nosso cérebro.

Cataplexia: a cataplexia é um distúrbio no qual a musculatura relaxa, como se estivesse em um sono profundo e o indivíduo perde a capacidade de se manter em pé. A fala também pode sofrer prejuízos. São desencadeadas por situações de forte conteúdo emocional, como tristeza, alegria, raiva, entre outros. 

A cataplexia pode durar de segundos a minutos e durante os episódios a capacidade auditiva, a consciência e o padrão respiratório se mantém. Nem todos os narcolépticos apresentam sintoma de cataplexia.

Como é feito o diagnóstico e tratamento?

O diagnóstico de narcolepsia é feito por um médico especialista para que seja feito o tratamento corretamente. 

Ao apresentar os sintomas, é necessário procurar um profissional capacitado para iniciar o tratamento de forma assertiva, podendo ser um neurologista, geneticista, infectologista, psiquiatra ou médico do sono. O diagnóstico requer exames clínicos, polissonografia e outros testes específicos, como o teste de latência do sono, que também avalia as características de outros distúrbios, como apneia do sono, por exemplo.

O tratamento envolve o trabalho comportamental (com orientação para a família e para o paciente; adaptações da rotina, como trabalho, alimentação adequada, cochilos programados, higiene do sono e suporte psicológico) bem como o farmacológico.

Os tratamentos indicados para a sonolência excessiva e para a cataplexia são diferentes, mas no geral, os remédios recomendados para um contribuem para a melhora do outro sintoma. 

Quais as complicações se não tratar?

É essencial procurar ajuda médica, pois negligenciar o tratamento pode trazer transtornos sociais e pessoais à vida do portador. Quem sofre de narcolepsia pode ser lido por outras pessoas como preguiçoso, justamente por falta de compreensão sobre a doença. 

Desenvolver relações amorosas também pode se tornar um obstáculo, pois a sonolência excessiva pode reduzir a libido e provocar impotência, além do que, devido ao seu quadro, o narcoléptico pode pegar no sono durante a relação sexual e provocar sentimentos intensos, como raiva, tristeza, por exemplo, o que só agrava o quadro.

Dada a facilidade em pegar no sono, narcolépticos correm mais riscos de sofrer acidentes, queimaduras e/ou cortes. Além disso, pessoas com narcolepsia têm duas vezes mais chances de desenvolver obesidade. 

O que é apneia do sono

A apneia é um distúrbio do sono potencialmente grave, no qual a pessoa para de respirar por alguns segundos e pode ocorrer por diversas vezes durante a noite. Em alguns casos, a pessoa com este tipo de distúrbio acredita ser comum e não está ciente de quem tem esse problema. 

Os principais sintomas são : ronco, sono agitado, falta de disposição e sonolência durante o dia, falta de ar, dor de cabeça, perturbação da memória, da atenção e da concentração, tendência à depressão, hipertensão e arritmias cardíacas.

A apneia obstrutiva do sono é uma doença crônica, progressiva, incapacitante e, segundo estudos, têm alta taxa de mortalidade e morbidade cardiovascular. Essa falta de ar durante o sono pode ser definida como parada (apneia) ou redução (hipopneia).

Narcolepsia versus apneia do sono: qual a relação

Apesar de ambos serem distúrbios do sono, afetarem o sistema cognitivo e afetarem a qualidade de vida dos pacientes, não existe uma relação entre apneia do sono e narcolepsia. O que acontece é que ambos podem desencadear sonolência excessiva.

Sendo assim, o tratamento entre os dois distúrbios também difere. Na apneia do sono o procedimento para a melhoria do quadro é com equipamento respiratório chamado de CPAP, enquanto para o narcoléptico é preciso intervenção medicamentosa. 

Considerações

Neste artigo procuramos esclarecer, ao menos um pouco, sobre a narcolepsia, apresentando seus sintomas, possíveis causas e tratamentos, e assim podermos entender a relação entre narcolepsia e apneia do sono.

Como você pôde ler, apesar de não ser uma doença que afeta a inteligência e deixa sequelas, tratar a narcolepsia é essencial para o bem- estar e qualidade de vida do paciente, pois ignorar o tratamento pode afetar tanto em aspectos sociais como pessoais do indivíduo. 

Quer saber mais sobre os distúrbios do sono? Continue acompanhando o nosso blog e saiba tudo sobre o assunto. Ficou com alguma dúvida e quer falar com um especialista do sono? É só entrar em contato conosco pelo nosso canal de atendimento via Whatsapp através do número (11) 99390-3370, será um prazer te auxiliar no que for preciso. 

Conte com a Respire Care para suas noites de sono serem verdadeiramente revigorantes e tranquilas. 

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Como identificar apneia do sono em bebês?

A apneia é um distúrbio do sono potencialmente grave, no qual a pessoa para de respirar por alguns segundos e pode ocorrer por diversas vezes durante a noite. Em alguns casos, a pessoa com este tipo de distúrbio acredita ser comum e não está ciente de quem tem esse problema. 

Mas além de adultos, bebês, recém-nascidos e crianças também podem sofrer com a apneia do sono, que é dificilmente reconhecida durante essa fase.  Por isso é importante aprender a identificar, pois a apneia obstrutiva do sono tira a qualidade de sono de quem a possui, e na infância pode afetar o desenvolvimento pessoal e cognitivo da criança.

Além de aprender a como identificar a apneia em bebês, neste artigo você também irá ler:

Entendendo a respiração do bebê

Como saber se a respiração do bebê está normal?

O que causa a apneia do sono em bebês?

Quais os sintomas de apneia do sono em bebês?

O bebê parou de respirar, e agora?

Como é feito o tratamento de apneia?

A importância do diagnóstico

Cuidados com o bebê que tem apneia do sono

Considerações

Boa leitura!

Entendendo a respiração do bebê

Antes de explicarmos o como é a apneia do sono em bebês, é importante entender como funciona a respiração dos pequenos. Devido o formato das vias aéreas deles, a respiração dos nenéns é mais acelerada. Para se ter uma ideia, enquanto a frequência respiratória de um adulto ocorre entre 16 e 20 vezes por minuto, a do recém-nascido atinge entre 40 e 60 vezes por minuto. 

Além disso, a respiração dos bebês é irregular, estando às vezes mais profunda e forte, e em outros momentos mais calma e devagar, sendo que alguns casos eles até param de respirar por alguns segundos. Mas essa falta de padrão é natural nos primeiros meses.

A principal dica para perceber alguma irregularidade é escutar atentamente a forma como o bebê está respirando ao longo do dia, pois ele tende a fazer ruídos específicos para cada caso (quando quer mamar, brincar ou dormir, por exemplo).

Como saber se a respiração do bebê está normal?

Quando a respiração do bebê está com alguma irregularidade, ele dará alguns sinais, como os listados abaixo, e na presença deles, é bom se manter alerta:

  • Analise se o bebê emite gemidos intensos ou constantes
  • Observe se o bebê parece estar fazendo força para respirar
  • Enquanto o bebê respira, veja se as regiões da garganta e costela se afundam
  • Cheque se as laterais do nariz dele estão se mexendo. 

Ao notar a presença de algum destes sinais, alerte o médico. Apesar de nem sempre esses sintomas indicarem algum problema, é importante monitorar. 

O que causa a apneia do sono em bebês?

Quando se fala em apneia do sono em bebês, nem sempre as causas são identificadas e há a possibilidade de ser um evento isolado,mas também pode ser um quadro constante. 

Alguns motivos que podem ser associados a apneia durante a infância são: asma, alergias, síndromes genéticas, bronquiolite, excesso de peso, pneumonia, convulsões, doenças neuromusculares, refluxo gastroesofágico, arritmia cardíaca, malformações do crânio e da face, histórico familiar e aumento da amígdala e adenoides. 

Na infância, é comum que a apneia aconteça com mais frequentemente no estágio do sono REM, caracterizada pela rápida movimentação dos olhos. Além disso, bebês prematuros têm maiores chances de apresentar a condição.  

Quais os sintomas de apneia do sono em bebês?

A respiração de bebês geralmente possui uma instabilidade considerada normal, mesmo em crianças saudáveis, devido a imaturidade cerebral, que está em desenvolvimento. Por isso é comum que ocorram pausas na respiração em eventos isolados, com duração de, no máximo, 20 segundos. Em casos mais frequentes e intensos, é bom cuidado redobrado, pois aí sim pode representar um quadro de apneia. 

As apneias podem ser centrais, obstrutivas ou mistas. A apnéia central ocorre quando o corpo reduz ou interrompe a respiração e são resultados de alguma disfunção no cérebro ou coração.

A apneia obstrutiva é caracterizada quando há bloqueio das vias aéreas pelo colapso do tecido mole na garganta. A apneia mista envolvem ambos os casos, ou seja, um fator central seguido por um obstrutivo. 

Nos bebês é possível suspeitar de apneia se ocorrer os seguintes sintomas: roncos, sudorese, excesso de baba, ruídos de sufocamento, pausa da respiração durante o sono, respiração ocorrendo pela boca, inspiração difícil, batimentos cardíacos muito fracos, pontinhas dos dedos rosadas e/ou lábios arroxeados e se o bebê estiver muito mole e apático. 

O bebê parou de respirar, e agora?

Para certificar se o bebê está ou não respirando, observe se o peito dele sobe e desce, se há algum som, se você sente ar ao colocar o dedo indicador nas narinas dele, se a coloração do bebê está normal e se há batimentos cardíacos. Se comprovar que o bebê não está mesmo respirando, ligue para a emergência, e enquanto isso, procure interagir com ele, chamá-lo e acordá-lo. 

Geralmente o bebê consegue sozinho voltar a respirar após esses estímulos, mas se isso não acontecer, o ideal é que se faça respiração boca a boca. Para fazer esse processo, quem for socorrer deve cobrir a boca e o nariz do bebê ao mesmo tempo com a própria boca. Como os pulmões dele são menores, não é necessário que se inspire profundamente, basta expirar o ar que está na boca para o pequeno.

Como é feito o tratamento de apneia?

Quando há suspeita de apneia de sono no bebê, ele deve ser avaliado por um médico, preferencialmente especializado em sono, que irá analisar toda o histórico e sintomas do bebê e se necessário, recomendar um exame de polissonografia, que é o monitoramento das atividades (ondas cerebrais, batimentos cardíacos, respiração e movimentos corporais) durante o sono do bebê. É a partir dos resultados deste exame, que o médico montará um plano adequado. 

O tratamento vai depender dos fatores que estão provocando a pausa na respiração da criança, mas em algumas situações podem ocorrer intervenção medicamentosa, cirurgia para a retirada das amígdalas e adenóides ou a necessidade de suporte respiratório. Geralmente o tratamento de apneia em bebês são curto prazo, pois os sintomas tendem a desaparecer conforme a criança amadurece.

A importância do diagnóstico

Assim como em adultos, é fundamental identificar e diagnosticar a apneia do sono nos pequenos. Crianças com apneia do sono têm desempenho pior em testes de QI se comparadas com crianças saudáveis e apresentam danos nas estruturas cerebrais que afetam a memória, aprendizado e desenvolvimento tanto físico quanto mental. 

As complicações do quadro de apneia podem fazer com que a criança tenha baixa concentração de oxigênio no sangue, tenha os batimentos cardíacos mais lentos, hipertensão pulmonar e até mesmo perder a consciência em algumas situações.

Provavelmente a esta altura você deve estar se perguntando se a apneia é uma possívell causa da síndrome de morte súbita infantil, mas é importante dizer que pouquíssimas crianças que faleceram por conta dessa síndrome apresentaram sintomas de apneia do sono, portanto ela não é um fator de risco para a síndrome de morte súbita infantil. 

Cuidados com o bebê que tem apneia do sono

Cuidar da qualidade do sono do bebê é fundamental para o desenvolvimento adequado da criança. Para os recém-nascidos é ainda mais importante se atentar, pois o sono tem funções essenciais. 

É durante o sono profundo que o hormônio do crescimento é liberado, e é dormindo que o cérebro do pequeno memoriza as coisas aprendidas ao longo do dia. Uma boa noite de sono também evita o estresse do neném, facilitando sua interação com os pais ao acordar.

Para bebês que tenham apneia, é preciso tomar alguns cuidados. É recomendado que o berço tenha espaço para que o bebê possa se concentrar em dormir, sem distrações como travesseiros, ursinhos e coberta.

Se o tempo estiver mais frio, ao invés de colocar várias camadas de coberta, vista o bebê com um pijama mais quente e coloque uma cobertinha só, prendendo bem as laterais para evitar riscos de sufocamento. 

Ao colocar o bebê para dormir, a posição mais adequada é que ele durma de barriga para cima ou ligeiramente de lado.

Considerações

Como você pode ver, a apneia do sono afeta adultos, mas também pode ocorrer em crianças e recém-nascidos. Caracterizada pela parada de respiração, a apneia do sono afeta a qualidade de sono e desenvolvimento dos bebês, por isso é importante saber identificar quais os sintomas e o que fazer.

Vale lembrar que este artigo tem o intuito de trazer algumas informações para lançar um maior entendimento sobre o assunto, mas não substitui a avaliação e diagnóstico médicos. 

Caso tenha ficado com alguma dúvida ou queira fazer sugestão de temas, você pode aproveitar esse espaço para interagir conosco. Será um prazer conversar com você. 

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