woman-2197947_1280 (1)

5 formas práticas para você começar a dormir melhor hoje mesmo

Todas as noites, Amanda se deita para dormir. Passa uma, duas, quatro horas e nada de pegar no sono. Quando se dá conta, o dia já amanheceu e, mais uma vez não dormiu. Nas noites em que dorme, o sono é tenso, agitado, tornando o despertar  mais exaustivo do que as noites que passa em claro. 

Essa poderia ser apenas uma história ficcional, mas é a realidade de muitos brasileiros, seja por motivos de estresse, trabalho noturno, ansiedade ou diversas preocupações, se desligar durante a noite e dormir tranquilamente é o sonho de muitos. 

Se este também o seu caso, este artigo é para você. Dormir bem é essencial para a manutenção do nosso cérebro, por isso, cuidar do sono é cuidar da sua saúde e prevenir  doenças no futuro. Sendo assim iremos abordar a importância do sono tanto no aspecto físico como mental, as consequências de noite mal dormidas e claro, formas práticas que você pode (e deve) adotar para começar a dormir melhor. 

Neste artigo você irá conferir: 

Por que é importante dormir bem?

A qualidade do sono nos dias atuais

Mas como a ansiedade atrapalha o sono?

A falta de sono e os riscos para a saúde

5 dicas práticas para dormir melhor

Mudar hoje é melhorar amanhã

Boa Leitura!

Por que é importante dormir bem?

Quando se fala em saúde, uma das principais recomendações é ter uma boa noite de sono. Mas você já parou para pensar no que isso significa? Mais do que promover descanso e relaxamento para nosso corpo depois de um dia exaustivo e gasto energético, o sono atua na saúde do organismo como um todo. 

Em quantidade ideal, uma boa noite de sono atua no combate à obesidade e sobrepeso, pois pessoas privadas do sono consomem muito mais calorias. Quem dorme bem também possui melhor fixação de memória e novos aprendizados, pois é durante o sono que ocorre a produção das proteínas responsáveis por construir conexões entre os neurônios, é neste momento também que o cérebro organiza as informações acumuladas ao longo do dia e “descarta” as não tão significativas.

O desempenho físico é igualmente afetado ao dormirmos mal, por isso, indivíduos com o sono em dia tem melhor performance. Nas crianças, mais conhecido como hormônio do crescimento, o GH é o hormônio que promove o desenvolvimento delas, e nos adultos mantêm o tônus muscular, melhora o desempenho físico e ainda elimina gordura, potencializando a resposta do corpo às atividades físicas e treinos.

Dormir bem aumenta os níveis de concentração e produtividade. A falta de descanso provoca fadiga, estresse e muita dificuldade em manter raciocínio lógico. 

Além disso, estudos comprovam que dormir em quantidades ideais por dia está associado a menores chances de desenvolver quadros depressivos e são mais prevenidas de doenças que atacam o sistema cardiovascular.

O sono auxilia na prevenção da pressão alta. Quando não dormimos, o organismo fica em constante estado de alerta e estresse durante a noite, aumentando a concentração de adrenalina nas correntes sanguíneas. Sendo assim, ter uma vida com frequentes privações de sono podem causar pressão alta, e esta pode abrir portas para outras doenças. 

A qualidade do sono nos dias atuais

De acordo com a Associação Brasileira do Sono, em cada três brasileiros,  um sofre de insônia. Se considerarmos o contexto atual, na qual vivemos a pandemia provocada pelo novo Coronavírus, esses números crescem ainda mais. 

Conforme os dados levantados pela Tracking the Coronavirus, da Ipsos, o Brasil é o país com mais pessoas ansiosas por conta da pandemia- em uma lista que abrange 16 países. Para se ter uma ideia da dimensão do problema, dos 16 anos em que o Google monitora os termos de busca em sua plataforma, o volume de procura pela palavra “ansiedade” nunca se mostrou tão alto quanto agora. 

E se ao longo do dia a preocupação é com os cuidados para eliminar formas de contágio, como o uso de máscara, álcool em gel, manter distanciamento físico e crise econômica, a noite essa mudança forçada de rotina se traduz em insônia, com 26% da população enfrentando problemas para dormir, sendo que o impacto é bem maior nas mulheres (33% para 19% nos homens).

Mas como a ansiedade atrapalha o sono?

Resposta comum diante de situações estressantes ou possíveis ameaças, a ansiedade é um estado de apreensão que mantém o nosso cérebro alerta. Quando estamos ansiosos, o cérebro equipa nosso corpo com um mix de substâncias químicas para lutar ou fugir destas situações. 

Esse alerta, faz com que o coração se acelere, nossa respiração fique ofegante, os músculos se tensionem e provoca dilatação da pupila, sendo difícil “desligar”. Aliado a isso, os pensamentos catastróficos e as preocupações intensificam os sintomas, e podem acompanhar o indivíduo ao longo do dia. Como resultado,a noite é comum a presença de insônia ou sono agitado, como também acordar no meio da noite.

A falta de sono e os riscos para a saúde

Mais do que o cansaço ao longo do dia, a privação do sono causa prejuízos à nossa saúde física e mental. Isso porque dormir bem é essencial para o desenvolvimento normal do cérebro, formação de memórias e aprendizado. 

Em curto prazo, as noite mal dormidas podem causar cansaço, dores no corpo, irritabilidade, alterações de humor repentinas, raciocínio lento e incapacidade de avaliar riscos, dificuldade de concentração, problemas para desenvolver criatividade e perda de memória de fatos recentes. 

A longo prazo, a privação de sono reduz o vigor físico, compromete o sistema imunológico e colabora para o envelhecimento precoce, pois os hormônios “rejuvenescedores”, como a melatonina (responsável por deixar a pele descansada), são produzidas apenas durante  o sono.

Quem dorme pouco também têm maior tendência em desenvolver obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares, gastrointestinais, perda crônica de memória, acidente vascular cerebral e doença de Alzheimer. E se você quiser saber mais sobre a relação entre sono e a Alzheimer, leia nosso artigo clicando aqui

Prestar atenção no sono é cuidar da saúde como um todo, por isso, é necessário entender quais fatores podem estar associados a sua falta de sono. Distúrbios de sono são privativos do descanso, sendo os mais comuns a apneia obstrutiva do sono, insônia, bruxismo, ronco, sonambulismo, terror noturno, síndrome das pernas inquietas, narcolepsia, entre outros.

5 dicas práticas para dormir melhor

Adotar hábitos que preservem a qualidade do sono é essencial se quisermos viver plenamente e com bem-estar. Ter um ambiente adequado somente para dormir, um horário específico para se deitar e manter aparelhos eletrônicos longe da cama, são algumas estratégias que se deve adotar para conseguir se desligar e dormir bem. 

Mas existem outras dicas, não tão comuns, que podem fazer a diferença na hora de ir para a cama, confira abaixo:

1- Escreva o que sente

Você tem a impressão de que na hora de dormir, parece que sua cabeça fervilha de tantos pensamentos? Escrever o que se passou no seu dia ou o que você está sentindo no momento pode ajudar a colocar para fora seus desconfortos e aliviar a tensão. Leve a sério essa dica, pois pesquisas comprovam que essa prática ajuda a limpar nossas mentes de pensamentos negativos, deixando o nosso cérebro mais propenso a relaxar. 

2- Levante-se

Deitou e nada do sono vir? Saia da cama. Ficar acordado virando para todos os lados não ajuda, inclusive, sempre manter essa prática faz com que o nosso subconsciente  passe a associar cama a um local para não dormir. 

3- Use um pijama de verdade

O nosso cérebro trabalha com associações, por isso, quando vamos nos deitar com roupas que geralmente usamos no dia a dia, o cérebro entende que ainda precisamos estar ligados. Adotar um pijaminha para dormir faz com que ele lembre: hora de desligar. 

4- Prepare a temperatura ideal

Tanto o frio quanto o calor influenciam diretamente no clima do sono. Mulheres tendem a dormir melhor em ambientes mais quentes, enquanto os homens nos mais gelados. Neste momento deve-se considerar também as necessidades e preferências individuais na hora de controlar a temperatura.

Mas o equilíbrio é importante, pois se o quarto estiver quente demais, pode secar as mucosas nasais, e muito frio, não permite o relaxamento do corpo. 

5- Reveja sua dieta

Uma boa alimentação e uma boa noite de sono andam de mãos dadas. A noite evite o consumo de alimentos gordurosos e altamente calóricos. Prefira carnes magras ou alimentos que sejam ricos em magnésio (nesta lista estão inclusos uva, banana, granola, aveia, leite de soja, grão de bico, batata, beterraba, couve, espinafre, castanha, gergelim, amendoim, entre outros).

Procure evitar aquela bebidinha no fim da noite, pois o álcool interrompe o movimento rápidos dos olhos, conhecido como sonho REM. Aqui no nosso blog você encontra um artigo bem explicado sobre  os diferentes estágios do sono, você pode ler clicando aqui

Não consumir cafeína à noite também pode aumentar suas chances de dormir melhor, uma vez que os efeitos da cafeína podem durar mais de 6 horas, mantendo seu corpo agitado. Opte por chás com compostos relaxantes e sem açúcar.

Na hora de dormir, verifique o ambiente como um todo. Além da temperatura, a iluminação é outro fator que pode ajudar ou atrapalhar para pegar no sono. Evite a exposição à luz durante a noite, seja de aparelhos eletroeletrônicos como celulares e televisores.

Para observar..

Manter-se informado é importante, mas é preciso também se resguardar. Procure ter um horário para consumir notícias, filtre o que vai ler e em quais canais. Manter-se o tempo todo informado gera um desgaste mental.

Já falamos sobre o uso de celulares na cama para dormir, mas vale ressaltar também que mantê-lo longe ao despertar é benéfico, isso porque, a forma como iniciamos o nosso dia nos diz muito de como ele será, o que influencia a noite.

Abrir os olhos e mexer imediatamente no celular torna o nosso dia mais estressante e sem foco daquilo que realmente importa, além dos danos à visão que podem ser provocados ao mexer no celular em ambientes escuros. 

Para ajudar o cérebro despertar, após acordar procure iluminar o quarto, desta forma, o seu corpo compreenderá que é o momento de iniciar o dia. 

Mudar hoje é melhorar o amanhã

Viu só como é essencial uma boa noite de sono? A qualidade de nossa hora de dormir deve ser observada e pensada se quisermos ter qualidade de vida, bem- estar e um envelhecimento saudável e mais bonito. 

Nós entendemos que mudar de hábito pode ser difícil, mas julgamos necessário também uma reflexão: quem você quer ser no futuro? Se você se projeta com a saúde mental e física da melhor forma possível, precisa rever e repensar suas rotinas hoje.

Aqui no nosso blog você encontra outras informações sobre saúde do sono relacionadas a diversos outros fatores, como apneia obstrutiva do sono, Alzheimer e a importância de se dormir bem. Entender as causas que te privam de uma boa noite é o primeiro passo. As dicas que deixamos aqui são simples, mas podem ajudar. Em casos de distúrbios de sono, como os mencionados durante a leitura, o ideal é a consulta e diagnóstico com um profissional capacitado. 

Mas, se você tiver dúvidas se tem ou não sintomas de apneia, recomendamos a leitura do artigo Sintomas de Apneia do Sono e você também pode fazer um teste gratuito através do nosso site para descobrir se tem alto ou baixo risco de ter apneia, acessando o Teste de Apneia do Sono.

falta-de-ar-durante-sono

Você sente falta de ar durante o sono?

Dor de cabeça, irritabilidade, boca seca e cansaço ao longo do dia. Esses são alguns dos sintomas de quem sofre com falta de ar durante o sono. Mas você sabe o que causa a falta de ar e porque ela ocorre durante o sono?  Neste post, abordaremos esses e outros assuntos, divididos nos seguintes tópicos:

  • Como a falta de ar é descrita?
  • Um sintoma: várias causas
  • Falta de ar e apneia do sono: qual a relação?
  • Prevalência da apneia
  • Entendendo o sono
  • Os estágios do sono e a apneia
  • Consequências de uma noite mal dormida

Boa leitura!

Como a falta de ar é descrita?

Ter uma parada respiratória breve durante o sono é fisiológico devido a um estreitamento do músculo que ocorre naturalmente, dificultando a passagem do ar. Mas se essas pausas na respiração ocorrerem além do que é considerado normal, é melhor tomar cuidado, pois a baixa oxigenação de ar no corpo pode causar danos ao organismo. 

Na medicina, o termo para falta de ar é “dispneia” e é caracterizada pelo desconforto e dificuldade ao respirar. Ao sentir falta de ar, cada paciente descreve de uma maneira, podendo ser caracterizada pelo aperto, dor no peito e dificuldade para respirar profundamente ou respiração curta e/ou desconforto na respiração. 

A falta de ar pode ser bastante desagradável e em alguns casos, até mesmo assustadoras. De acordo com pesquisas, uma a cada quatro pessoas sofrem com esse problema, e é ideal ficar de olho, pois a falta de ar pode ser um indicativo de outros problemas.

A falta de ar também pode vir acompanhada de outros sintomas como tosse, cansaço/fadiga e febre e pode ter diversas causas, por isso é importante fazer acompanhamento médico periodicamente.

Um sintoma: várias causas

A falta de ar pode ser causada por diferentes fatores, que podem envolver desde o condicionamento físico à algum tipo de enfermidade. 

Infecções e obstruções como gripes e resfriados causam entupimento nasal e coriza, assim como a sinusite e a rinite, que provocam bastante desconforto ao respirar.

A poluição proeminente das indústrias, carros, cosméticos e tecnologias são bastante presente em nossa rotina e a situação também é séria, pois os poluentes inalados vão direto para o pulmão, causando doenças graves, dificuldades respiratória ou até mesmo óbito. O tabagismo também provoca danos irreversíveis ao sistema respiratório. 

Já a falta de ar durante o sono pode ser causada pela Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS), um problema que afeta não só o bem-estar ao longo do dia, mas a saúde como um todo.

Falta de ar x Apneia do sono: qual a relação?

A falta de ar provocada pela apneia do sono ocorre quando a via aérea colaba durante o sono. Sem ar, o cérebro reage enviando um alerta ao corpo de que é preciso liberar adrenalina. O resultado é que a pessoa tem um microdespertar e pode estar associado com a aceleração dos batimentos cardíacos e sensação de sufocamento.

A apneia do sono tem, por sua definição, a redução do fluxo inspiratório em mais de 50% por pelo menos 10 segundos e é dividida em quatro subtipos : Apneia Obstrutiva, Hipopneia, Apneia Central e Mista.

A apneia obstrutiva do sono é uma doença crônica, progressiva, incapacitante e, segundo estudos, têm alta taxa de mortalidade e morbidade cardiovascular. Essa falta de ar durante o sono pode ser definida como parada (apneia) ou redução (hipopneia).

Prevalência

Estudos indicam que a apneia do sono é mais comum do que se pensa, afetando cerca de 33% da população brasileira. No geral, a incidência é mais frequente em homens de meia idade devido às diferenças anatômicas das vias respiratórias, perfil hormonal e distribuição corporal (tronco e pescoço).

Apesar disso, estudos epidemiológicos apontam que há grande incidência de SAOS em mulheres, que podem apresentar sintomas e grau de severidade diferentes ou até mesmo, pela não comunicação dos sintomas durante as consultas, o que dificulta rastrear a presença do distúrbio. Outro fator significativo é que na menopausa, com a redução dos níveis de hormônios femininos, há maior risco de desenvolvimento de SAOS.

Mas é importante observar também que a prevalência de qualquer tipo de apneia aumenta conforme a idade e peso, entre outros fatores de risco.

Entendendo o sono

O sono é um elemento essencial para a qualidade de vida. Seres humanos saudáveis gastam um terço  de suas vidas dormindo. 

Chamamos de sono o estado comportamental reversível de não responsividade parcial ao ambiente, ou seja, tem baixa atividade cerebral .

O sono é um fenômeno cíclico que alterna entre sono leve e profundo e é dividido em dois momentos principais: REM (movimentos oculares rápidos) e NREM (sem movimentos oculares rápidos).

O NREM compreende aproximadamente 75-80% do sono, e é considerado fisiologicamente tranquilo e com baixa frequência cardíaca e respiratória. Logo após, acontece o estágio REM, que representa 20-25% do total do sono e é onde ocorrem diversas alterações fisiológicas, como a elevação da frequência cardíaca e respiratória e mudanças na pressão arterial e fluxo sanguíneo cerebral. 

Além disso, o sono é dividido em quatro fases, que são essas:

1ª fase- Adormecimento: Dura cerca de 1 a 7 minutos e é considerada uma zona intermediária entre estar acordado e dormindo. O cérebro produz ondas irregulares e rápidas, a tensão muscular diminui e a respiração fica mais leve.

2ª fase- Sono mais leve: Nesta fase a temperatura e ritmos cardíacos diminuem bastante, levando ao limite entre estar acordado e dormindo.

3ª fase- Início sono profundo: o corpo inicia o processo de sono profundo e as ondas cerebrais diminuem o ritmo.

4ª fase- Sono profundo: Nesta etapa, o organismo libera os hormônios ligados ao crescimento e executa processos para repor as energias do desgaste diário e na recuperação de células e órgãos.

Os estágios do sono e a apneia

apneia geralmente ocorre entre as fases do sono profundo, dificultando o indivíduo a atingir o REM, e afetando consequentemente o descanso e a recuperação mental e física.

Na terceira fase de início de sono profundo é que ocorre a obstrução parcial das vias aéreas, a apneia e a presença de ronco.

Na quarta fase, com os batimentos cardíacos aumentados, as paradas cardíacas podem ser mais frequentes e quem sofre com apneia pode acordar com engasgos. 

Os indivíduos que sofrem com apneia acordam inúmeras vezes, antes mesmo de atingir ao sono REM, e, nos casos em que conseguem, passam um período curto de tempo nesse estágio, justamente pelas frequentes paradas respiratórias. E o sono prejudicado pode causar danos bastante sérios ao organismo.

Consequências de uma noite mal dormida

Inúmeras pesquisas mostram que a privação de sono causa problemas a longo prazo, como diabetes, obesidade e até mesmo uma morte prematura. E os efeitos são muitos:

Irritabilidade: além dos olhos lacrimejantes e bocejos constantes, uma noite mal dormida pode trazer alterações de humor. Sem a reparação realizada pelo sono, os níveis de cortisol, hormônios de estresse, aumentam. O resultado disso é enfrentar o dia mais nervoso e irritadiço.

Dificuldade de raciocínio: a falta de um sono de qualidade atrapalha o planejamento e raciocínios cerebrais, dando espaço à falta de atenção e lentidão para executar tarefas. Consequentemente, a memória é afetada e os esquecimentos se tornam mais comuns.

A falta de raciocínio faz também com que o indivíduo tome decisões por impulso, podendo optar por escolhas ruins que lhe trarão dores de cabeça futuramente.

Riscos de acidentes: Com o raciocínio e atenção prejudicados, a capacidade de avaliar riscos também diminui. Desta forma, a falta de sono também contribui para maior probabilidades de acidentes.

Imunidade baixa: Sem o devido descanso, no corpo há uma redução de anticorpos, deixando o organismo mais propenso à doenças e infecções.

Mudança no apetite: Como forma de repor a energia que não foi compensada no sono, o corpo busca por alimentos ricos em carboidratos. Se não bastasse, a Leptina, hormônio responsável pela sensação de saciedade, não é secretada: o efeito disso é um consumo maior de comida (principalmente massas) e ganho de peso de forma não saudável.

Pessoas que têm apneia e não a tratam, podem sofrer desequilíbrio mental e químico, resultado das noites mal dormidas e que pode resultar em irritabilidade, depressão, dificuldade para formação de memória, alterações de humor, dores de cabeça frequentes e logo ao acordar e cansaço. 

O que fazer?

Na presença de qualquer um desses sintomas, o ideal é procurar um especialista em sono, pois somente um especialista no assunto será capaz de fazer o diagnóstico acertado e iniciar o tratamento adequado.

CONCLUSÃO

A falta de ar durante o sono é bastante incômoda e deve ser levada a sério. Problemas cardíacos, pulmonares, infecções e apneia do sono são alguns fatores que provocam o distúrbio. 

As paradas respiratórias devem ser investigadas por um especialista do sono, pois afetam a rotina e qualidade de vida de quem sofre com elas, como a privação do sono, que pode gerar uma série de problemas como irritação, ansiedade, alterações de humor, depressão, dificuldade de raciocínio,  esquecimentos frequentes e até mesmo riscos de acidentes. 

20200220-DPOC-20.02.2020_Artboard-2-copy-5-1536x806

O que é DPOC?

Mais conhecido como DPOC, a doença pulmonar obstrutiva crônica é a obstrução da passagem do ar pelos pulmões, e será a terceira maior causa de morte em 2020, segundo a organização mundial de saúde. A doença se instala depois que há um quadro persistente de bronquite ou enfisema pulmonar. O primeiro causa um estado permanente de inflamação nos pulmões, enquanto o segundo destrói os alvéolos, estruturas que promovem trocas gasosas no órgão.

Essa situação é perigosa porque tem potencial para interromper a respiração de vez, pode diminuir a circulação de oxigênio no sangue ou ainda disparar substâncias inflamatórias pelo corpo todo. O que pode elevar muito o risco de infarto e AVC.

A doença atinge mais pessoas acima dos 40 anos de idade, entretanto pode afetar também pessoas mais jovens. A doença em situação grave, tende a apresentar no paciente um quadro de extrema dificuldade respiratória, posteriormente podendo ocasionar em insuficiência cardíaca, pneumonia, osteoporose, perda de peso, desnutrição, etc. Pacientes nesse estado da doença geralmente são internados frequentemente, e precisam da utilização de aparelhos respiratórios.

A DPOC é muito associada ao cigarro, por ser um dos fatores agravantes para a doença, porém cerca de um terço das pessoas diagnosticadas com a doença nunca fumou.

Quais os sintomas ou sinais?
– Falta de ar e fadiga
– Tosse
– Pigarro ou catarro em excesso
– Pouca disposição
– Cianose (lábios e cama de unhas azulados)

No Brasil, aproximadamente cinco milhões de pessoas sofrem dessa doença, a DPOC é uma doença silenciosa e lenta que começa com uma simples falta de ar, e se não identificada e tratada rápido pode trazer complicações mais graves.

Por isso fiquem atentos aos sinais, principalmente fumantes ou ex fumantes, qualquer sinal de alguns dos sintomas procure um médico especialista, o diagnóstico precoce garante maior eficácia do tratamento, e evita o avanço do quadro clínico.

Aqui na Respire Care você conta com uma equipe de profissionais experientes para tirar dúvidas e acompanhar todo seu tratamento, além de todo nosso catálogo de equipamentos voltados para a sua saúde respiratória e qualidade de vida!

20200124-TEMPO-DE-SONO-24.01.2020-blog-1536x805

Qual o tempo ideal de sono?

O ideal para pessoas adultas é dormir de 6 a 8 horas por dia sem interrupções, para assim conseguir um sono de qualidade. Claro que essa necessidade pode variar de pessoa para pessoa, mas mais importante que o tempo é a qualidade desse sono. Essa parte do dia deve ser observada com atenção e se preciso tomar atitudes e correções que vão melhorar as condições.

Mesmo com a rotina e excesso de tarefas que temos que cumprir ao longo da semana, devemos dar um tempo para nosso corpo descansar e cuidar da saúde. As horas de sono bem dormidas auxiliam na recuperação e disposição para que os dias sejam mais produtivos. Dormir pouco nos deixa naturalmente mais irritados e causa desconforto, prejudicando muito nossa saúde.

Mas existem alguns truques que podemos incluir ou mudar em nossa rotina que podem contribuir para que o sono chegue, como preparar o ambiente e corpo para que esse estado de relaxamento tão revigorante e imprescindível aconteça de forma natural.

Para te ajudar separamos algumas dicas para conseguir um sono tranquilo:

1. Praticar atividades físicas pode ajudar a colocar o corpo num estado de relaxamento maior, pois nosso próprio organismo tem um mecanismo regulador, que ao fazer um exercício naturalmente abaixa a temperatura corporal e o que leva a uma necessidade de reposição de energias maior. Dessa forma, induz a um sono de melhor qualidade, ou seja, quem pratica atividade física dorme melhor normalmente.

2. A alimentação fora de horário e o que você come são fatores que também atrapalham o sono, por isso faça refeições bem leves a noite e nunca perto da hora de dormir, deixando o organismo trabalhar corretamente.

3. Na hora de dormir, não utilize travesseiros muito altos e procure o máximo de conforto possível, existem diversos modelos de travesseiros e colchões adequados para cada caso.

4. Procure uma hora antes de deitar, se desconectar da TV e do celular, comece a preparar sua mente para o relaxamento necessário, se preciso coloque uma música calma ou leia um livro que gosta.

5. O ambiente também é muito importante, então tente proporcionar isso no local onde vai dormir, não deixando luzes acesas.

O ideal é mudar de hábitos e aos poucos e notar se a qualidade do sono passa a melhorar de forma significativa. Se apenas essas atitudes melhorarem você só precisa manter o plano mas se ainda sim tiver dificuldades ou distúrbios respiratórios é preciso de uma atenção maior. Então você deve procurar profissionais especialistas para que sejam feitos testes e a orientação adequada de tratamento.

Se tiver dúvidas, entre em contato:
? Telefone: (11) 2677-7600
? Whatsapp: (11) 99390-3370

20191221-QUALIDADE-21.12.2019-03-1536x805

Qual a importância de um sono tranquilo?

Ter melhor qualidade no sono é fundamental para conseguir se concentrar mais e ter um dia produtivo e saudável, já que uma noite bem dormida traz inúmeros benefícios, entre eles a redução do estresse e no auxílio do nosso corpo como um todo.

Para o dia começar bem é necessário esse relaxamento e descanso adequados, pois é durante esse período que recarregamos nossa energia, revigoramos o corpo e a mente nos preparando para uma nova jornada. Pois tendo uma noite mais tranquila os níveis de hormônio do estresse diminuem e nos proporciona um rendimento mais satisfatório nas atividades do dia.

É como se durante a noite a gente se conectasse a uma máquina que vai nos alimentar, repor nossa bateria e dar ao corpo o tempo para fortalecer nosso sistema imunológico, libera a secreção de hormônios e consolida a memória, entre outras funções de extrema importância para o funcionamento correto do organismo.

Portanto, devemos ficar atentos ao nosso sono como também nos preocuparmos com uma alimentação saudável e fazer exercícios regularmente, pois quando o corpo se exercita temos mais disposição, assim como um sono de melhor qualidade. Ele faz parte de um combo da saúde que trará benefícios diários.

Se você não consegue ter uma noite de sono tranquila podemos te ajudar a propor soluções!

Entre em contato:
? Telefone: (11) 2677-7600
? Whatsapp: (11) 99390-3370

Ronco – Apneia Obstrutiva do Sono

O ronco é um ruído provocado por estreitamento ou obstrução nas vias respiratórias superiores durante o sono. Esse estreitamento dificulta a passagem do ar e provoca a vibração dessas estruturas, é classificado como patológico, quando ocorrem grandes vibrações e ruído intenso.

O ronco pode, ainda, ser sintoma da síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS), patologia caracterizada por parada respiratória com duração de pelo menos dez segundos nos adultos.

A repetição dos episódios de apneia tem como consequência a menor oxigenação do sangue, o que pode redundar em danos ao organismo.

Os principais sintomas são : ronco, sono agitado, falta de disposição e sonolência durante o dia, dor de cabeça, perturbação da memória, da atenção e da concentração, tendência à depressão, hipertensão, arritmias cardíacas.

Você se identificou com algum desses sintomas?

Faça o teste em:

https://respirecare.com.br/teste-apneia-do-sono/
2-FOTO-BLOG-APNEIA-01-1536x805

O ronco pode ser sintoma da síndrome da apneia obstrutiva do sono

O Marcos tem 32 anos tinha queixa de muita sonolência diurna, dificuldade de concentração e cefaleia frequente.

Sua esposa estava muito incomodada com o ronco alto e isso fez com que Marcos procurasse o diagnóstico.

E através da polissonografia foi diagnosticado com Apneia do Sono Grave.

Marcos tinha cerca de 90 interrupções da respiração por hora de sono.

Você se identificou com algum desses sintomas? Faça o teste:

https://respirecare.com.br/teste-apneia-do-sono/

coracao

Dormir pouco ou muito pode prejudicar a saúde do coração

A privação do sono já foi relacionada anteriormente com maior quantidade de eventos cardiovasculares. Por isso, é recomendado um comportamento do sono saudável pela American Heart Association. O provável mecanismo do aumento do risco de eventos cardiovasculares é o desencadeamento de estado inflamatório, induzido por curtos períodos de sono, corroborado por marcadores inflamatórios aumentados no sangue de pessoas que dorme por curtos períodos.

A privação do sono também pode estar envolvida na gênese de arritmias, ainda que isso não esteja bem estabelecido.

Um estudo avaliou o sono de mais de 500 mil pessoas com idade entre 40 a 69 anos correlacionando com o risco de infarto agudo do miocárdio. Os pacientes foram identificados quando a quantidade de horas que dormiam por noite. Para os que dormiam pouco, foi definido um valor menor que 6 horas e, para os que dormiam muito, um valor maior que 9 horas por noite. O tempo médio de seguimento foi de 7 anos.

Os resultados mostraram que pacientes que dormiam pouco tinham um aumento do risco de infarto de 20% (RR: 1.20; 95% intervalo de confiança [IC]: 1.07 a 1.33) e, os que dormiam mais de 9 horas por noite tinham um risco aumentado em 34% (RR: 1.34; 95% IC: 1.13 a 1.58).

O estudo ainda concluiu que, com 1 hora a mais de sono, nas pessoas que dormiam pouco, seria capaz de reduzir esse risco de infarto em 20%.

dpoc (1)

Importância do uso de Ventilação Domiciliar no DPOC pós crise de exacerbação

A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é caracterizada por exacerbações recorrentes que podem causar períodos intermitentes de deterioração clínica grave que requerem hospitalização e suporte ventilatório.

Embora o tratamento de pacientes com DPOC e insuficiência respiratória aguda com ventilação não invasiva melhore os resultados, a hipercapnia (caracterizados por níveis aumentados de CO2 no sangue) persistente após uma exacerbação está associada com excesso de mortalidade e re-hospitalização precoce.

O Estudo abaixo mostrou que o risco de readmissão ou morte em 12 meses foi de 63,4% no grupo de oxigênio domiciliar mais ventilação não invasiva domiciliar versus 80,4% no grupo que utilizou somente oxigênio domiciliar.

Uma análise utilizando a pontuação do Severe Respiratory Insufficiency Questionnaire indicou melhora na qualidade de vida relacionada à saúde na terapia de oxigênio domiciliar mais grupo de ventilação não invasiva domiciliar em 6 meses.

Com base nos resultados descritos, o estudo mostrou que a adição de ventilação não-invasiva domiciliar a terapia de oxigênio melhora os desfechos em pacientes com DPOC grave e hipercapnia persistente após a hospitalização.
As fisioterapeutas da Respire Care estão preparadas para fazer toda adaptação e acompanhamento da Ventilação Domiciliar em pacientes com DPOC e distúrbios respiratórios em geral.

Para maiores informações, entre em Contato.

Referência: Murphy PB, Rehal S, Arbane G, Bourke S, Calverley PMA, Crook AM, Dowson L, Duffy N, Gibson GJ, Hughes PD, Hurst JR, Lewis KE, Mukherjee R, Nickol A, Oscroft N, Patout M, Pepperell J, Smith I, Stradling JR, Wedzicha JA, Polkey MI, Elliott MW, Hart N. Effect of Home Noninvasive Ventilation With Oxygen Therapy vs Oxygen Therapy Alone on Hospital Readmission or Death After an Acute COPD ExacerbationA Randomized Clinical Trial. JAMA. Published online May 21, 2017. doi:10.1001/jama.2017.4451
qualidade-vida

Correlações entre qualidade de vida, grau de apneia e patologia associada a doenças em pacientes com síndrome da apneia obstrutiva do sono

Introdução: A patologia respiratória do sono constitui uma preocupação notável devido às implicações que tem na qualidade de vida. Isso é diretamente influenciado por uma série de doenças associadas à síndrome da apneia do sono (SAOS), bem como pelo grau de sonolência diurna, expresso por um formulário chamado Epworth Sleepiness Scale ou ESS, que mostra um valor fornecido pela sonolência diurna em correlação com certos atividades durante o dia.

Materiais e Métodos: Um estudo transversal retrospectivo foi realizado no Galenus Medical Center, em Târgu Mure. em um lote de 132 pessoas que apresentaram sintomatologia da SAOS; a idade média foi de 42,18 ± 12,70 e o índice de massa corporal ou IMC apresentou um valor médio de 31,20 ± 5,74 kg / m2. Os pacientes foram submetidos a gravações poligráficas e polissonográficas.

Após a conclusão destes, foi estabelecido um valor do índice de apneia-hipopneia ou IAH, sendo o valor médio de 32,16 ± 27,95. Posteriormente, as avaliações otorrinolaringológicas foram realizadas com base na nasofaringoscopia e endoscopia nasal flexíveis, bem como na autoavaliação das pessoas, completando a escala de Epworth. O valor médio da ESE foi de 8,66 ± 4,70.

O objetivo fundamental deste estudo foi mostrar se a ESE foi ou não influenciada pelo valor do índice IAH e, portanto, pela gravidade da SAOS, e se há correlação com outras patologias associadas. Resultados e Discussão: Utilizamos análises univariadas e multivariadas para investigar os fatores que determinam a gravidade da SAOS.

Essas análises apontaram que a obesidade, a AHT e certas doenças das vias aéreas superiores são fatores agravantes para a SAOS e que a prevalência de síndrome metabólica e comorbidades cardiovasculares aumenta simultaneamente com o aumento da gravidade da SAOS. Além disso, a co-dependência entre IAH e ESE é positiva, e um aumento no IAH envolve um aumento linear da ESS e, portanto, uma diminuição na qualidade de vida. Conclusões: O estado de vigília e atividade durante o dia e, respectivamente, a qualidade de vida estão em estreita correlação com a qualidade do sono e são influenciados pelas diversas patologias associadas.