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Tratamento da Apnéia Obstrutiva do Sono em Adultos com Pressão Positiva nas Vias Aéreas: Uma Diretriz de Prática Clínica da Academia Americana de Medicina do Sono

Introdução

Esta diretriz estabelece recomendações de prática clínica para o tratamento da pressão positiva nas vias aéreas (PAP) da apneia obstrutiva do sono (AOS) em adultos e destina-se ao uso em conjunto com outras diretrizes da Academia Americana de Medicina do Sono (AASM) na avaliação e tratamento de desordens do sono. respirando em adultos.

Métodos

A AASM encomendou uma força-tarefa de especialistas em medicina do sono. Uma revisão sistemática foi realizada para identificar estudos, e o processo de Avaliação, Desenvolvimento e Avaliação da Classificação de Recomendações (GRADE) foi usado para avaliar as evidências. A força-tarefa desenvolveu recomendações e atribuiu pontos fortes com base na qualidade das evidências, no equilíbrio de benefícios e danos clinicamente significativos, nos valores e preferências do paciente e no uso de recursos. Além disso, a força-tarefa adotou recomendações de diretrizes anteriores como “declarações de boas práticas” que estabelecem a base para o tratamento adequado e eficaz da AOS. O Conselho de Administração da AASM aprovou as recomendações finais.

Declarações de Boas Práticas

As seguintes declarações de boas práticas são baseadas em consenso de especialistas, e sua implementação é necessária para o manejo adequado e eficaz de pacientes com AOS tratados com pressão positiva nas vias aéreas:

  1. O tratamento da AOS com terapia com PAP deve ser baseado no diagnóstico de AOS estabelecido usando o teste objetivo de apneia do sono.
  2. O acompanhamento adequado, incluindo a solução de problemas e o monitoramento dos dados objetivos de eficácia e uso para garantir o tratamento adequado e a adesão, deve ocorrer após o início da terapia com PAP e durante o tratamento da AOS.

Recomendações

As recomendações que se seguem destinam-se a orientar os médicos que utilizam a PAP no tratamento da AOS em adultos. Uma recomendação FORTE (ou seja, “Recomendamos…”) é aquela que os médicos devem seguir na maioria das circunstâncias. Uma recomendação CONDICIONAL (isto é, “Sugerimos …”) reflete um menor grau de certeza em relação ao resultado e adequação da estratégia de atendimento ao paciente para todos os pacientes. O juízo final em relação a qualquer cuidado específico deve ser feito pelo clínico e pelo paciente, levando em consideração as circunstâncias individuais do paciente, as opções de tratamento disponíveis e os recursos.

  1. Recomendamos que os médicos utilizem a PAP, em comparação com nenhuma terapia, para tratar a AOS em adultos com sonolência excessiva. (FORTE)
  2. Sugerimos que os clínicos utilizem a PAP, em comparação com nenhuma terapia, para tratar a AOS em adultos com qualidade de vida prejudicada pelo sono. (CONDICIONAL)
  3. Sugerimos que os médicos usem PAP, em comparação com nenhuma terapia, para tratar a AOS em adultos com hipertensão comórbida. (CONDICIONAL)
  4. Recomendamos que a terapia com PAP seja iniciada usando APAP em casa ou titulação PAP em laboratório em adultos com AOS e sem comorbidades significativas. (FORTE)
  5. Recomendamos que os médicos usem CPAP ou APAP para tratamento contínuo da AOS em adultos. (FORTE)
  6. Sugerimos que os clínicos utilizem CPAP ou APAP sobre o BPAP no tratamento de rotina da AOS em adultos. (CONDICIONAL)
  7. Recomendamos que intervenções educativas sejam dadas com o início da terapia com PAP em adultos com AOS. (FORTE)
  8. Sugerimos que intervenções comportamentais e / ou de resolução de problemas sejam dadas durante o período inicial de terapia com PAP em adultos com AOS. (CONDICIONAL)
  9. Sugerimos que os clínicos utilizem intervenções guiadas por telemonitorização durante o período inicial de terapia com PAP em adultos com AOS. (CONDICIONAL)

Citação

Patil SP, Ayappa IA, Caples SM, Kimoff RJ, SR Patel, Harrod CG. Tratamento da apnéia obstrutiva do sono em adultos com pressão positiva nas vias aéreas: uma diretriz de prática clínica da American Academy of Sleep Medicine. J Clin Sleep Med. 2019; 15 (2): 335-343.

Fonte: http://jcsm.aasm.org/ViewAbstract.aspx?pid=31513

inverno

Doenças Comuns no Inverno

Entre março e maio deste ano, o Centro de Pneumologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz registrou aumento de 93% de casos de doenças respiratórias, comparado ao mesmo período de 2015. O Prof. Dr. Elie Fiss, coordenador do Centro de Pneumologia do Hospital, esclarece algumas dúvidas sobre as doenças mais comuns no inverno.
Quais as doenças mais comuns no inverno?

Durante os meses mais frios do ano, os diagnósticos mais comuns são de rinite alérgica, asma, sinusite, exacerbações de bronquite crônica, DPOC (doença obstrutiva pulmonar crônica), enfisema pulmonar e pneumonias.
Por que as doenças respiratórias são tão frequentes durante o outono e inverno?

Nesse período é comum a baixa umidade do ar, as alterações bruscas de temperatura e o aumento da poluição atmosférica, fatores preocupantes para quem sofre de doenças respiratórias crônicas. Além disso, nos dias frios as pessoas costumam ficar mais tempo em ambientes fechados, com pouca ventilação, o que favorece o desencadeamento de doenças respiratórias e também a transmissão de gripe  e resfriados e outras bactérias e viroses.
Em caso de sintomas como coriza, espirro e tosse, o paciente pode se automedicar?

Não, pois o tratamento inadequado pode até agravar o quadro. Por isso, é fundamental que o paciente procure um médico e passe por uma avaliação.
Como evitar as doenças respiratórias no inverno?

Algumas medidas simples podem ajudar a prevenir as doenças respiratórias, como evitar ambientes fechados e sem ventilação, lavar bem as mãos, proteger a boca ao tossir, beber bastante água e evitar o acúmulo de poeira. As blusas, mantas e cobertores guardados por muito tempo devem ser lavados e colocados para secar ao sol. Também é recomendada a lavagem nasal com solução fisiológica para aliviar a irritação.
A vacina contra gripe é indicada para quem tem doenças respiratórias crônicas?

A gripe pode complicar o quadro de pacientes portadores de doenças respiratórias crônicas e pode além disso complicar-se com outras infecções , por isso, é recomendada a vacinação.

Fonte: https://www.hospitaloswaldocruz.org.br/prevencao-e-saude/palavra-especialista/doencas-comuns-no-inverno

apneia

A apneia do sono e o risco de acidentes automotivos

Existe alguma conexão entre a apneia obstrutiva do sono (AOS) não tratada e acidentes de carro? Estudos indicam claramente que se você tem apneia do sono, tem de quatro a seis vezes mais propensão de ter um acidente de carro do que alguém sem apneia do sono.1-3  Estima-se que existam 310 mil colisões relacionadas à AOS nos EUA por ano, gerando 1.400 mortes e despesas de 15,9 bilhões de dólares com custos de colisão.4

Os riscos de dirigir com sono podem ser tão perigosos quanto os de dirigir ilegalmente sob a influência de álcool.5,6 Na verdade, as pessoas com AOS são mais perigosas na estrada do que motoristas alcoolizados e têm o dobro do risco de se envolver em acidentes de trabalho.10 O risco de sofrer um acidente de carro se reduz quando a pessoa com AOS é tratada com terapia de pressão positiva nas vias respiratórias.8,9

Referências

  • 01Young et al. Sleep 1997
  • 02Teran-Santos et al. N Engl J Med 1999
  • 03Horstmann et al. Sleep 2000
  • 04Sassani et al. Sleep 2004
  • 05Powell et al. Laryngoscope 2001
  • 06Hack et al. Respir Med 2001
  • 07George et al. Am J Respir Crit Care Med 1996
  • 08George CF. Thorax 2001
  • 09Findley et al. Am J Respir Crit Care Med 2000
  • 10Ulfberg et al. Scand J Work Environ Health 2000

Fonte: https://www.resmed.com/pt-br/consumer/diagnosis-and-treatment/sleep-apnea/sleep-apnea-research/obstructive-sleep-apnea-osa-and-the-risk-of-car-accidents.html

psiqui

Apneia Obstrutiva do Sono nos transtornos psiquiátricos

Os transtornos psiquiátricos da Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) são decorrentes da hipoxemia e fragmentação do sono, e podem causar:

• Depressão
• Alterações cognitivas (processamento cognitivo,
déficit na memória, atenção e vigilância, diminuição da
atenção dividida, alterações nas funções executivas)
• Demência
• Irritabilidade
• Ansiedade
• Stress pós-traumático

Prevalência da Apneia Obstrutiva do Sono nos transtornos psiquiátricos:

48,1% AOS em depressão grave
46,4% AOS em stress pós-traumático
19,8% AOS no transtorno bipolar

Efeitos adversos diurnos

• Problemas na manipulação mental de informações
• Planejamento deficiente e execução desordenada de planos
• Desorganização
• Poder de julgamento/tomada de decisão inferior
• Dificuldade em man ter atenção e motivação
• Pensamento rigoroso
• Labilidade emocional: “alterações de humor”
• Hiperatividade/impulsividade

Considere uma polissonografia para investigação da Apneia Obstrutiva do Sono se o paciente apresentar alguns dos sintomas.

• Sonolência excessiva diurna
• Ronco frequente
• Apneia presenciada
• Noctúria
• Arritmia
• Hipertensão arterial
• Diabetes do tipo 2
• Sudorese elevada
• Cefaleia matinal

FONTES:

1. J. Bras. Pneumol. 2010; 36 (supl. 2): S1-S61; Alterações cognitivas na SAOS – Pedro Felipe Carvalhedo de
Bruin, Mauricio da Cunha Bagnato
2. J. Sleep Res. (2014) 23, 517-523; Association of sleep-disordered breathing with decreased cognitive
function among patients with dementia – KIYOAKI AOKI , MASAHIRO MATSUO, MASAHIRO TAKAHASHI,
JUNICHI MURAKAMI, YASUSUKE AOKI, NAOSUKE AOKI, HIROTAKA, MIZUMOTO, AYAKO
NAMIKAWA, HIROKO HARA , MASAHARU, MIYAGAWA, HIROSHI KADOTANI and NAOTO YAMADA
3. Article in Progress in brain research – January 2011; Cognition and daytime functioning in sleep-related
breathing disorders – Melinda L. Jackson, Mark E. Howard
4. Journal of Clinical Sleep Medicine, vol. 11, no. 2, 2015; Obstructive Sleep Apnea and Psychiatric Disorders –
A Systematic Review – Madhulika A. Gupta, MD, FAASM; Fiona C. Simpson, HBSc
5. J. Sleep Res. (2002) 11, 1 – 16; Obstructive sleep apnea and the prefrontal cortex: towards a comprehensive
model linking nocturnal upper airway obstruction to daytime cognitive and behavioral déficits- DEAN W.
BEEBE and D A V I D G O Z A L
6. PLoS ONE – www.plosone.org – April 2010, Volume 5/Issue 4, e10211; Relationship between Obstructive Sleep Apnea Severity and Sleep, Depression and Anxiety Symptoms in Newly-Diagnosed Patients – Paul M.
Macey, Mary A. Woo, Rajesh Kumar, Rebecca L. Cross, Ronald M. Harper
7. JAMA. 2011 August 10; 306(6): 613 – 619. DOI: 10.1001/jama. 2011.1115. Sleep disordered breathing.
hypoxia, and risk of mild cognitive impairment and dementia in older women; Kristine Yae, MD, Alison
M. Laan, PhD, Stephanie Litwack Harrison, MPH, Susan Redline, MD, MPH, Adam P. Spira, PhD,
Kristine E. Ensrud and Katie L. Stone, PhD
8. Journal of Research in Medical Sciences – March 2014; The correlation of anxiety and depression with
obstructive sleep apnea syndrome – Fariborz Rezaeitalab, Fatemeh Moharrari, Soheila Saberi, Hadi
Asadpour, Fariba Rezaetalab
9. Sleep. 2014, Dec. 1; 37(12): 1963 – 1968. Published online 2014, Dec 1. DOI: 10.5665/sleep. 4250; Quality-Adjusted
Life-Years Gain and Health Status in Patients with OSAS after One Year of Continuous Positive Airway
Pressure Use – Camila F. Rizzi, PT, Marcos B. Ferraz, MD, Dalva Poyares, MD, and Sergio Tufik, MD,
10. Risk of obstructive sleep apnea, excessive daytime sleepiness and depressive symptoms in a Nigerian
elderly population. Sleep Science (2016), http://dx.doi.org/10.1016/j.slsci.2016.05.005i

cardiologia

Apneia Obstrutiva do Sono na Cardiologia

Algumas publicações relacionadas à área de cardiologia alertam para aspectos importantes que apontam para
o aumento da incidência de doenças cardiovasculares em pacientes com Apneia Obstrutiva do Sono (AOS).

Três fatores que acontecem na apneia do sono e interferem no risco cardiovascular:

• Grandes oscilações negativas na pressão intratorácica
• Hipóxia, hipocapnia e hipercapnia intermitentes
• Fragmentação do sono

Considere uma polissonografia para investigação da Apneia Obstrutiva do Sono se o paciente apresentar alguns dos sintomas:

• Sonolência excessiva diurna
• Ronco frequente
• Apneia presenciada
• Noctúria
• Arritmia
• Hipertensão arterial
• Diabetes do tipo 2
• Sudorese elevada
• Cefaleia matinal

FONTES

1. Circulation. 2004; 110:364-367; originally published online July 12, 2004. DOI: 10.1161/01.CIR.0000136587.68725.8E
– Apoor S. Gami, Gregg Pressman, Sean M. Caples, Ravi Kanagala, Joseph J. Gard, Diane E. Davison, Joseph
F. Malouf, Naser M. Ammash, Paul A. Friedman and Virend K. Somers
2. Cardiology Journal 2011, vol. 18, no. 2, pp. 171-17: Interatrial block in patients with Obstructive Sleep Apnea
Adrian Baranchuk, Brendan Parfrey, Leonard Lim, Florence Morriello, Christopher S. Simpson, Wilma M.
Hopman, Damian P. Redfearn, Michael Fitzpatrick
3. J. Am. Coll. Cardiol. 2013, August 13; 62(7). DOI:10.1016/j.jacc.2013.04.080. Obstructive Sleep Apnea and the
Risk of Sudden Cardiac Death: A Longitudinal Study of 10,701 Adults – Apoor S. Gami, M.D., M.Sc., F.A.C.C.1,2,5,
Eric J. Olson, M.D.3,4,5, Win K. Shen, M.D.,F.A.C.C.2,5, R. Scott Wright, M.D., F.A.C.C.2,5, Karla V. Ballman, Ph.D.6,
Dave O. Hodge,M.S.6, Regina M. Herges, B.S.6, Daniel E. Howard, M.D.5, and Virend K. Somers, M.D., Ph.D.,
F.A.C.C.2,5
4. Young T., Finn L., Peppard P.E., Szklo-Coxe M., Austin D., Nieto F.J., Stubbs R., Hla K.M. Sleep disordered
breathing and mortality: eighteen-year follow-up of the Wisconsin sleep cohort. Sleep.2008; 31(8):1071-1078.
[PubMed: 18714778]
5. Gami A.S., Howard D.E., Olson E.J., Somers V.K. Day-night pattern of sudden death in Obstructive Sleep
Apnea. N. Engl. J. Med. 2005; 352(12):1206-1214. [PubMed: 15788497]

geriatria

Apneia Obstrutiva do Sono na Geriatria

Algumas publicações relacionadas à área geriátrica alertam para aspectos importantes que apontam
para uma incidência maior da Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) conforme a idade avança.

Os idosos apresentam os seguintes fatores de risco para a AOS:

• Aumento da colapsidade das vias aéreas superiores
• Diminuição da força da musculatura laringoesofagiana
• Diminuição da capacidade pulmonar
• Diminuição do controle ventilatório
• Diminuição da função tireoidiana


Considere uma polissonografia para investigação da Apneia Obstrutiva do Sono se o paciente apresentar alguns dos sintomas:

• Sonolência excessiva diurna
• Ronco frequente
• Apneia presenciada
• Noctúria
• Arritmia
• Hipertensão arterial
• Diabetes do tipo 2
• Sudorese elevada
• Cefaleia matinal

FONTES

1. Clinical Interventions in Aging 2015:10 – Anatomic and physiopathologic changes aecting the airway of the elderly patient: implications for geriatric-focused airway management; Kathleen N. Johnson, Daniel B.
Botros, Leanne Groban, Yvon F Bryan
2. Arq. Bras. Endocrinol Metab., vol. 50, no 1, fevereiro 2006 – Síndrome da Apneia e Hipopneia Obstrutiva do Sono: Associação com Obesidade, Gênero e Idade; Carla H. da Cunha Daltro, Francisco H. de O. Fontes,
Rogério Santos-Jesus, Paloma Baiardi Gregorio, Leila Maria Batista Araújo

endocrinologia

Apneia Obstrutiva do Sono na Endocrinologia

Alguns aspectos importantes da endocrinologia podem estar relacionados com a Apneia Obstrutiva do Sono (AOS), entre eles:

• Obesidade – alteração neuroendócrina da leptina e da grelina, que controlam o apetite, levando à obesidade.
• Síndrome metabólica – obesidade visceral, hipertensão, dislipidemia e resistência à insulina.
• Acromegalia – é causada pela hipersecreção do hormônio do crescimento e leva à apneia do sono.

O consenso da Federação Internacional de Diabetes (IDF) no que se refere a AOS e diabetes tipo 2 recomenda:

1. O tratamento com CPAP para pacientes com
AOS moderada a severa deve ser considerado.
Este tratamento tem demonstrado impacto
positivo particularmente na população que
tem doença cardiovascular.

2. Adicionalmente, a redução da sonolência
diurna encoraja o paciente a fazer atividade
física, que por sua vez tem efeito positivo sobre
o metabolismo da glicose e contribui para
uma vida mais saudável e perda de peso.

3. Pessoas com AOS devem, rotineiramente,
ser avaliadas quanto a síndrome metabólica
e doença cardiovascular.

4. Pacientes com diabetes do tipo 2 estabelecida,
especialmente aqueles que têm ronco pesado,
sonolência excessiva diurna e apneias
presenciadas, devem ser investigados
para AOS, com polissonografia.

Considere uma polissonografia para investigação da Apneia Obstrutiva do Sono se o paciente apresentar alguns dos sintomas:

• Sonolência excessiva diurna
• Ronco frequente
• Apneia presenciada
• Noctúria
• Arritmia
• Hipertensão arterial
• Diabetes do tipo 2
• Sudorese elevada
• Cefaleia matinal

FONTES

1. Chen et al. BMC Pulmonary Medicine (2016) 16:37- DOI 10.1186/s12890-016-0198-0; Applicability of visceral
adiposity index in predicting metabolic syndrome in adults with Obstructive Sleep Apnea: a cross-sectional
study – Gong-Ping Chen, Dong-Dong Chen and Qi-Chang Lin,Ting Lin, Jia-Chao Qi, Bi-Ying Wang, Xiao-Bin
Zhang, Xin Lin, Jian-Ming Zhao, Xiao Fang Chen
2. Arq. Bras. Endocrinol. Metab. 2007; 51/7 – Interações entre Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono e
Resistência à Insulina – Glaucia Carneiro, Fernando Flexa Ribeiro Filho, Sônia Maria Togeiro, Sérgio Tufik,
Maria Teresa Zanella
3. Respiratory Medicine (2011) 105, 1755 e 1760 – Prevalence of thyroid disease in patients with Obstructive
Sleep Apnea – Salman A. Bahammam, Ahmed S. BaHammam , Munir M. Sharif , Anwar A. Jammah
4. Journal of Physiology and Pharmacology 2007, 58, supl. 1, 77- 85; Sleep Apnea Syndrome and Snoring in
patients whith hypothiroidism whith relation to overweight – M. Misiolek et al.
5. The Open Respiratory Medicine Journal, 2012, 6, 28-33; Sleep Apnea in Patients with Acromegaly.
Frequency, Characterization and Positive Pressure Titration – Daniel Hernández-Gordillo, Lourdes
Galicia-Polo, Alma Vergara-López, and Luis Torre-Bouscoulet, María del Rocío Ortega-Gómez, Armando
Castorena-Maldonado, Miguel Ángel Guillén-González
6. Diabetes Research and Clinical Practice 81 (2008), 2 – 12; Sleep-disordered breathing and type 2 diabetes:
A report from the International Diabetes Federation Taskforce on Epidemiology and Prevention – Jonathan
E. Shaw, K. George M.M. Alberti, Naresh M. Punjabi, Paul Z. Zimmet, John P. Wilding
7. The IDF Consensus Statement on SLEEP APNOEA and TYPE 2 DIABETES © International Diabetes
Federation, 2008. ISBN 2R930229R61R6

otorrino

Apneia Obstrutiva do Sono na Otorrinolaringologia

Alguns aspectos importantes da otorrinolaringologia podem estar relacionados com a Apneia Obstrutiva do Sono (AOS), entre eles:

Macroglossia
• Retrognatismo mandibular
• Hipertrofia das tonsilas e adenoides
• Alterações da faringe
• Mallampati III e IV
• Ronco
• Rouquidão
• Tontura e zumbido

Um estudo realizado com 304 pacientes, publicado na Laryngoscope, em 2003, indica que o IMC, anormalidades anatômicas, o MMC (Classificação de Mallanpati Modificado) e a faríngea em combinação (presença de pelo menos três anormalidades) estão relacionados tanto com
a presença quanto com a gravidade da AOS.

Nesses casos há a necessidade de investigar a obstrução nasal em pacientes com apneia do sono que se beneficiam de respiração nasal em vez de respiração bucal.

Os resultados indicam que o exame físico sistemático e simples sugerido no presente estudo pode ser usado para identificar pacientes com Apneia Obstrutiva do Sono e suas anormalidades anatômicas mais importantes, mas os autores pensam que mais estudos sobre a anatomia do paciente ainda são necessários para encontrar a melhor correlação clínica da apneia.

Características físicas observadas em pacientes com apneia do sono:
• Ogivale-palatal, observada em pacientes com apneia do sono, mas não em roncadores simples.

• Tonsila hipertrofiada, que foi há décadas o objetivo mais frequente de tratamento cirúrgico, foi observada em apenas uma pequena parte dos pacientes (14%).

• Anormalidades da faringe foram mais frequentes do que alterações craniofaciais. Além deste aspecto, um sinal sugestivo de boca pequena (ou seja, as classes MCC III e IV) estava presente na maioria dos pacientes com Apneia Obstrutiva do Sono (80%).

• Outros aspectos foram a alta frequência de sintomas de obstrução nasal (64%) e a significância estatística positiva da presença de desvio de septo ou hipertrofia de cornetos.

Considere uma polissonografia para investigação da Apneia Obstrutiva do Sono se o paciente apresentar alguns dos sintomas:

• Sonolência excessiva diurna
• Ronco frequente
• Apneia presenciada
• Noctúria
• Arritmia
• Hipertensão arterial
• Diabetes do tipo 2
• Sudorese elevada
• Cefaleia matinal

Fontes:

1. Laryngoscope 113: June 2003; Association of Systematic Head and Neck Physical Examination with Severity of Obstructive Sleep Apnea – Hypopnea Syndrome – Adriane I. Zonato, MD, PhD; Lia Rita Bittencourt,
MD, PhD; Fernanda Louise Martinho, MD; João Ferreira Santos Júnior, DDS; Luiz Carlos Gregório, MD, PhD; Sergio Tufik, MD, PhD
2. Rev. Equilíbrio Corporal Saúde, v. 6, n. 2, p. 60-66, 2014; Distúrbios do Sono e Sintomas Vestibulares – Mônica Aidar Menon-Miyakea; Graziela Gaspar Santana; Marcel Menon-Miyakeb; Michelle Menon-Miyakeb

urologia

Apneia Obstrutiva do Sono na Urologia

Sobre a área de urologia, identificamos algumas publicações que alertam para aspectos importantes, que podem estar relacionados com a Apneia Obstrutiva do Sono (AOS). São eles:

Noctúria – a pressão negativa causada pela AOS leva ao estiramento da parede atrial e ventricular do coração, ocasionando a secreção do peptídeo natriurético atrial e do peptídeo cerebral natriurético.

Disfunção erétil – redução na secreção da testosterona e hipóxia tecidual.

Considere uma polissonografia para investigação da Apneia Obstrutiva do Sono se o paciente apresentar alguns dos sintomas:

• Sonolência excessiva diurna
• Ronco frequente
• Apneia presenciada
• Noctúria
• Arritmia
• Hipertensão arterial
• Diabetes do tipo 2
• Sudorese elevada
• Cefaleia matinal

Fontes:
1. Sleep Journal of Clinical Sleep Medicine, vol. 5, no. 2, 2009; Clinical Presentation of Obstructive Apnea in Patients
with End-stage Renal Disease – Jaime M. Beecroft, M.Sc.; Andreas Pierratos, M.D.; Patrick J. Hanly, M.D.1
2. [Downloaded free from http://www.ajandrology.com on Sunday, May 08, 2016, IP: 187.106.130.247]; Eects
of obstructive sleep apnea and its treatment over the erectile function: a systematic review – Felix
CamposJuanatey, Marcos FernandezBarriales, Monica Gonzalez, Jose A. PortilloMartin
3. PLOS ONE DOI: 10.1371/journal.pone.0132510, July 15, 2015; Erectile Dysfunction in Patients with Sleep
Apnea – A Nationwide Population – Based Study; Chia-Min Chen, Ming-Ju Tsai, Po-Ju Wei, Yu-Chung Su,
Chih-Jen Yang, Meng-Ni Wu, Chung-Yao Hsu, Shang-Jyh Hwang, Inn-Wen Chong, Ming-Shyan Huang
4. POLSKIE ARCHIWUM MEDYCYNY WEWNTRZNEJ 2013; 123 (12); Obstructive sleep apnea, atrial
fibrillation, and erectile dysfunction: are they only coexisting conditions or a new clinical syndrome? The
concept of the OSAFED syndrome ; Filip M. Szymaski, Bartosz Puchalski, Krzysztof J. Filipiak
5. SLEEP, vol. 27, no. 1, 2004; Obstructive Sleep Apnea, Nocturia and Polyuria in Older Adults – Mary Grace
Umlauf, Eileen R. Chasens, Robert A. Greevy; John Arnold; Kathryn L. Burgio; Dennis J. Pillion
6. Intern. Med. 55: 901-905, 2016 DOI: 10.2169/internalmedicine.55.5769; Prevalence of Sleep Disordered
Breathing among Patients with Nocturia at a Urology Clinic – Umpei Yamamoto, Mari Nishizaka, Atsumi
Hayashi, Chikara Yoshimura, Toshiaki Kadokami and Shin-ichi Ando, Nobutoshi Kawagoe

ginecologia-2

Apneia do Sono na Ginecologia

Identificamos algumas publicações na área de ginecologia que alertam para aspectos importantes que estão presentes em pacientes com a Apneia Obstrutiva do Sono (AOS).

• A frequência dos distúrbios de sono aumenta a partir da transição menopausal e do estágio de pós-menopausa tardia.
• Apneia do sono afeta grande parcela das mulheres durante a gravidez e no período pós -parto.
• Ganho de peso e consequente aumento da circunferência da cintura.
• A queda na concentração dos hormônios estrogênio e progesterona aumenta o risco cardiovascular
e a incidência de dis túrbios respiratórios do sono.
• Dentre as queixas mais relevantes relacionadas ao sono estão: insônia, baixa eficiência de sono, dificuldade
de manter o sono, irregularidade no padrão respiratório e sensação de “ondas” de calor e suores frequentes.

A polissonografia é utilizada na investigação da Apneia Obstrutiva do Sono nos pacientes que apresentam alguns dos sintomas ao lado.

• Sonolência excessiva diurna
• Ronco frequente
• Apneia presenciada
• Urinar com frequência durante a noite.
• Arritmia
• Hipertensão arterial
• Diabetes do tipo 2
• Sudorese elevada
• Dor de cabeça matinal

Bibliografia:
1. Rev. Bras. Ginecol. Obstet. 2005; 27(12): 731-6 – Prevalência d e distúrbios do sono na pós-menopausa
2. J. Turk. Ger. Gynecol. Assoc. 2015; 16: 149-52 – Evaluation of sleep in women with menopause: results of the Pittsburg Sleep Q uality Index and polysomnography
3. Respiratory Medicine (2011) 105, 1755 e 1760 – Prevalence of th yroid disease in patients with Obstructive Sleep Apnea – Salman A. Bahammam, Ahmed S. Bahammam , Munir M. Sharif , Anwar A. Ja mmah
4. J. Sleep. Med. Disord. 2016; 3(6): Obstructive Sleep Apnea: Wom en’s Perspective
5. J. Sleep. Disord. Ther. 2015, August; 4(5): Sleep Disorders in Postmenopausal Women