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Ergonomia do Sono: o que fazer para dormir bem?

Você dorme bem? O que fazer para melhorar a qualidade do sono e dormir bem?

O sono é um dos momentos mais importantes do dia para a manutenção da nossa boa saúde. Segundo informações divulgadas, “É durante o sono que o organismo exerce as principais funções restauradoras do corpo, como o reparo dos tecidos, o crescimento muscular e a síntese de proteínas. Durante este momento, é possível repor energias e regular o metabolismo, fatores essenciais para manter corpo e mente saudáveis. Dormir bem é, então, hábito que deve ser incluído na rotina de todos”.

Fica nítido o quanto a qualidade do sono é importante para a nossa saúde. Por isso, acompanhe este conteúdo e saiba como identificar quando você não está tendo um sono reparador e como dormir melhor através de dicas que levam em consideração a ergonomia do sono, com tópicos como:

– Estatísticas reveladoras sobre o sono no Brasil e no mundo

– O que é a ergonomia do sono?

– Sinais de que a qualidade do seu sono não está boa

– Dicas para dormir melhor

– Avaliação da ergonomia do sono

Estatísticas reveladoras sobre o sono no Brasil e no mundo

Apesar de passarmos cerca de 8 horas por dia dormindo (o que equivale a cerca de ⅓ a ¼ da vida apenas neste momento), pouco se fala sobre a qualidade do sono no Brasil e no mundo e as consequências negativas da má qualidade do sono. Por isso, veja algumas estatísticas que revelam qual é o cenário atual:

  • Quatro em cada dez pessoas não têm um sono de qualidade (fonte: Organização Mundial da Saúde – OMS).
  • Distúrbio do sono afeta 40% dos brasileiros e 45% da população mundial (fonte: Organização Mundial da Saúde – OMS).
  • 60% dos brasileiros dormem menos de 7 horas por noite (fonte: Associação Brasileira do Sono).
  • 64% das pessoas fazem uso de aparelhos eletrônicos antes de dormir (fonte: Associação Brasileira do Sono).
  • 65% dos brasileiros têm baixa qualidade do sono, porém somente 7% procuram profissionais médicos quando sentem dificuldade para dormir (fonte: pesquisa Mapa do Sono dos Brasileiros, Instituto de Opinião Pública e Estatística – Ibope).

Diante disso, este é o questionamento: o que fazer para dormir bem? Continue acompanhando este conteúdo!

10 Sinais de que a qualidade do seu sono não está boa

Como identificar se você realmente não está dormindo bem?

Para além do cansaço, alguns hábitos simples podem ser responsáveis por afetar o nosso descanso, e nosso próprio corpo dá sinais de que é preciso investir na saúde do sono. Por isso, veja 10 sinais de que a qualidade do seu sono não está boa!

1. Você dorme pouco

O primeiro, e mais simples, sinal de que é preciso você dedicar mais atenção à qualidade do seu sono é a quantidade de horas que você dedica para o seu descanso. Nem mais, e nem menos! Para se ter descanso, é preciso ter regularidade e seguir uma média considerada saudável para o seu sono, conforme descrito abaixo:

  • Adultos: de 7 a 8 horas de sono de qualidade e com regularidade por dia;
  • Adolescentes: cerca de 8 a 10 horas por dia; 
  • Crianças: de 9 a 13 horas de sono por dia;
  • Bebês: de 12 a 16 horas por dia.

Observe que, de acordo com a faixa etária, o tempo médio para o sono é modificado. Quanto mais jovens, maior é a necessidade de dormir – principalmente devido às necessidades corporais durante o período de crescimento e maturidade.

2. Você acorda com dores na região lombar

A região lombar é a parte mais baixa da coluna vertebral, e é uma região campeã na queixa de dor nas costas. Por sua vez, acordar com dores na região lombar é um indicativo de que há problemas na posição em que você dorme ou no seu colchão.

Esses aspectos podem fazer com que a coluna não tenha o apoio e suporte adequado. E, em longas horas nessa posição, a musculatura tensa e contraída se converte em dores nas costas.

3. Você acorda com dores na região cervical

Assim como a região lombar, a dor na região cervical é frequente após acordar. Essa região abrange a área do pescoço, o começo da coluna vertebral.

Travesseiros altos demais, baixos demais, em materiais muito macios ou muito duros podem ser responsáveis pela dor nessa região. E, além da dor, também é comum o surgimento de torcicolos, enxaqueca, bruxismo e dor nos ouvidos.

É importante lembrar que a prevalência de dores nas costas ao acordar (seja ela na região lombar ou cervical) pode indicar a presença de alguma doença, como a hérnia de disco. Portanto, se a dor for intensa ou se investir na ergonomia do sono não trazer alívio da dor, é fundamental se consultar com um médico especializado, como o ortopedista ou o neurologista.

4. Você sente a coluna “travada” ao acordar

Outra sensação comum em quem está tendo problemas durante o sono é sentir a coluna “travada” ao acordar. Geralmente, isso ocorre quando a dor ou o desconforto já acontecem há algum tempo.

Além disso, os motivos para essa dor matinal podem ser os mesmos citados anteriormente: colchão, travesseiro e posição para dormir. A falta de mobilidade da coluna pode ser aliviada com o hábito de alongar as costas ao acordar e investir em atividades de fortalecimento e elasticidade muscular nessa região.

5. Você demora para dormir tentando encontrar uma posição agradável

Se você demora para dormir pois não encontra uma posição agradável, é necessário avaliar qual aspecto do seu sono está afetando um descanso de qualidade – até o clima pode interferir nesse sentido! Por isso, continue acompanhando este conteúdo e saiba como dormir bem.

6. Você acorda cansado ou tem grande sonolência diurna

A sonolência diurna e o cansaço são um grande sinal do seu corpo de que o seu descanso não está sendo de qualidade. E, para além dessa sensação, isso afeta as atividades diárias como um todo: a produtividade no trabalho, as práticas esportivas, a rotina em casa e o lazer.

Além disso, isso afeta diretamente o humor! Pessoas que frequentemente estão cansadas por não ter uma boa qualidade do sono também apresentam irritabilidade e tristeza. Inclusive, alguns estudos relacionam a privação do sono com a depressão e ansiedade.

7. Você sente dor de cabeça matinal com frequência

A dor de cabeça pela manhã é uma das consequências de uma noite de sono mal dormida. Quando esse sinal aparece com frequência, é necessário investigar tudo o que pode estar relacionado com a dor. Por exemplo, a dor de cabeça matinal também pode estar relacionada com o bruxismo, um transtorno onde a pessoa “pressiona” os dentes involuntariamente enquanto dorme.

8. Você desperta diversas vezes a noite

Os vários despertares durante a noite também são uma das consequências da má qualidade do sono. Diversos aspectos podem contribuir para que isso ocorra, porém, é necessário ter atenção aos distúrbios do sono.

Os distúrbios do sono são doenças que afetam o sono. Segundo a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, os distúrbios do sono mais comuns são a insônia, a síndrome das pernas inquietas e a Apneia do Sono.

Você sabia que cerca de 90% das pessoas que possuem a Apneia Obstrutiva do Sono ainda não foram diagnosticadas? Se você gostaria de saber mais sobre a Apneia do Sono, eu te convido a ler este conteúdo em nosso blog: “Apneia do sono, será que é tudo igual?” Clique aqui!

Além disso, você pode fazer um teste para conferir a probabilidade de possuir Apneia do Sono! Faça o teste online e receba a avaliação das nossas fisioterapeutas especializadas em distúrbios do sono. Clique aqui!

9. Você acorda mais cedo do que deveria

Quem gosta de acordar antes do despertador, não é mesmo?

Um outro sinal ocorre quando acordar mais cedo do que deveria acontece com frequência, se você já teve poucas horas de sono. Isso também é seu corpo dando sinais de que você não está tendo um descanso de qualidade, ou o sono é raso. Saiba mais sobre isso no próximo tópico!

10. Você não consegue atingir um sono profundo

Você sabia que há 4 estágios de sono? Confira!

  • Fase 1 – Sono leve: é o início, quando o corpo está pegando no sono. Esse sono leve é caracterizado por acordar com bastante facilidade, movimentar-se bastante e ter a respiração mais lenta.
  • Fase 2 – Sono leve: nesta fase, o corpo está relaxado e já está dormindo, porém qualquer barulho pode fazê-lo despertar.
  • Fase 3 – Sono profundo aqui, não é possível despertar com tanta facilidade aos estímulos externos, e o corpo está verdadeiramente descansando do dia.
  • Fase 4 – Sono REM: nesta última fase, os sonhos surgem. Acompanhado dos sonhos, os olhos podem movimentar-se rapidamente e os batimentos podem acelerar.

É importante salientar que esses estágios do sono formam um ciclo, e este ciclo se repete algumas vezes por noite. É normal que uma pessoa tenha de 4 a 5 desses ciclos a cada sono, completando as 8 horas de sono diárias.

Porém, algumas pessoas têm dificuldades em atingir o sono profundo e o sono REM. A consequência disso é sentir que você não dormiu bem a noite, ou teve um sono muito leve e raso. Para isso, a ergonomia do sono pode ser a chave para dormir bem!

O que é a ergonomia do sono?

A ergonomia do sono é a relação entre o homem e o ambiente em que ele dorme, abrangendo aspectos relativos à saúde do sono. Além dos hábitos que contribuem para uma boa qualidade do sono, a ergonomia leva em consideração o colchão, o travesseiro, a cama, entre outros.

Segundo Fabio Tadeu Moura Lorenzetti, ex-presidente do Departamento de Medicina do Sono da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, coordenador do Departamento de Otorrinolaringologia do Banco de Olhos de Sorocaba (BOS) e otorrinolaringologista do Hospital Israelita Albert Einstein, “Um sono é considerado de boa qualidade quando é restaurador, ou seja, quando você acorda bem disposto. Isso tem a ver com o que denominamos de arquitetura do sono – a distribuição adequada dos quatro estágios que formam o sono – e de uma boa respiração enquanto dormimos”.

Mas, como dormir melhor levando em consideração a ergonomia do sono e todos os aspectos que influenciam nesse processo? Veja abaixo!

Dicas para dormir melhor

Não utilize o celular antes de dormir

A interatividade e a luminosidade da tela diminui a sua sonolência e pode contribuir para a insônia! Além disso, o seu cérebro precisa do ambiente mais escuro para compreender que está na hora do descanso… e a claridade afeta esse processo. Por isso, não utilize o celular antes de dormir! Prefira deixá-lo longe da cama, com as notificações pausadas, sem conexão ou apenas desligue-o.

Não coma alimentos pesados antes de dormir

Comer alimentos pesados pode prejudicar os primeiros estágios do sono, uma vez que o corpo direciona esforços para a digestão. Além disso, também há o incômodo da sensação da barriga cheia e até mesmo o refluxo.

Por isso, dê preferência para alimentos leves (como leite, frutas, castanhas, iogurte e chás com propriedades calmantes) e faça uma refeição pelo menos 1h30 a 2h antes de deitar. 

Utilize estratégias para aumentar a sonolência

Alguns hábitos podem aumentar a sonolência! Por exemplo: tomar um banho quente antes de dormir, fazer uma massagem com creme corporal, escutar uma música ou utilizar técnicas de aromaterapia.

Inclua os hábitos que podem te fazer sentir mais sonolência de acordo com a sua rotina e preferências. Mas lembre-se: longe das telas!

Verifique sinais de distúrbios do sono

Como dito acima, os distúrbios do sono são doenças que afetam a qualidade do descanso. E, para esses distúrbios, é necessário realizar o tratamento adequado com um profissional da saúde especializado! 

Continue nos acompanhando e saiba mais sobre os distúrbios do sono – a especialidade da Respire Care!

Durma em uma posição adequada

As posições mais indicadas para dormir são de lado (preferencialmente para o lado esquerdo, de forma a beneficiar o sistema digestivo). Além disso, você pode optar por colocar um travesseiro entre as pernas, de forma a contribuir para a postura correta durante o sono.

Dormir de bruços ou de barriga para baixo é a posição menos recomendada pelos especialistas!

Utilize um travesseiro ergonômico

O travesseiro faz total diferença na qualidade do sono. Se você costuma dormir de lado, precisa escolher um travesseiro que acompanhe o contorno dos seus ombros, sendo levemente mais alto. Já para as pessoas que dormem de barriga para cima, o ideal é um travesseiro baixo.

Escolha o colchão ideal

Há quanto tempo você não troca o seu colchão?

Por mais que muitas pessoas não saibam, os colchões possuem um prazo de validade e devem ser trocados assim que perderem as suas propriedades originais (como a densidade e a maciez adequada).

Para os colchões de espuma, a validade média é de 3 anos. Para os colchões de mola, a validade média é de 5 anos. E, para os colchões viscoelásticos, a validade média é de 10 anos.

É válido lembrar que colchões extremamente macios e confortáveis podem não oferecer o apoio correto à coluna, desalinhando-a. Por isso, é importante escolher um colchão com um material que possa oferecer conforto, mas também a ergonomia adequada para que você tenha uma boa noite de sono e acorde sem dor.

E, para os casais que possuem necessidades específicas com relação ao colchão, você sabia que existem colchões onde cada lado é personalizado e oferece um benefício para o paciente? Assim, ambos terão mais conforto e menos dores – e poderão continuar dormindo lado a lado.

Avaliação da ergonomia do sono

A Respire Care cuida do seu sono!

Nossa equipe está habilitada para avaliar a ergonomia do sono, verificar o posicionamento ideal para você ter uma boa noite de descanso, incluindo até mesmo o tipo de travesseiro e o colchão que você utiliza.

Entre em contato conosco e saiba mais! Telefone para contato: (11) 2677-7600 –  (11) 99390-3370

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10 dúvidas sobre a máscara para Apneia do Sono

Se você foi diagnosticado com Apneia do Sono, esse conteúdo foi elaborado especialmente para você!

A máscara pode determinar a facilidade ou a dificuldade de adaptação ao tratamento de Apneia do Sono. A máscara certa pode fornecer o conforto que você precisa para ter uma noite de sono tranquila, e entregar a eficiência do aparelho CPAP ou BiPAP para o alívio dos seus sintomas.

Por isso, reunimos as 10 maiores dúvidas sobre o acessório mais importante no tratamento de Apneia do Sono: a máscara. Boa leitura!

1. Só há um tipo de máscara para escolher?

A primeira grande dúvida de quem foi diagnosticado com Apneia do Sono é com relação à escolha dos modelos disponíveis de máscara no mercado. Existem 4 tipos de máscaras, sendo opções funcionais para atender a cada necessidade:

Máscara Almofada Nasal

A máscara almofada nasal é um tipo de máscara utilizado em aparelhos CPAP ou BiPAP para o tratamento de Apneia do Sono e distúrbios respiratórios. Esse tipo de máscara abrange apenas a região das narinas, sendo uma opção mais simples e confortável para quem deseja se adaptar ao tratamento, através de almofadas de silicone ou de gel, que encaixa diretamente nas entradas das narinas.

A máscara almofada nasal tem como vantagem um design menor e mais leve, além de ser mais silencioso. Além disso, em sua maioria, esse tipo de máscara também disponibiliza diferentes tamanhos de almofadas para que o paciente escolha a opção mais confortável e eficaz para ele.

Essa opção está disponível na Respire Care! Veja “Máscara almofada nasal” em nossa loja online, clicando aqui.

Máscara Nasal

A máscara nasal é um modelo que abrange a região do nariz do paciente, cobrindo-o totalmente, entregando a pressão gerada pelo CPAP ou BiPAP em pacientes com Apneia do Sono e outros distúrbios respiratórios. Ela é fixa ao rosto através de tiras (geralmente de 4 pontos). A máscara pode ser feita de diferentes materiais: gel, silicone, tecido ou espuma.

Essas máscaras são as mais escolhidas pelos pacientes que respiram bem pelo nariz e que não tem nenhuma obstrução nasal acentuada. Além disso, elas podem ser usadas juntamente com um suporte de testa, que fará com que a máscara fique bem acomodada no rosto do paciente.

Se você se interessou por este modelo, veja em nossa loja online. Clique aqui!

Máscara Facial Oronasal

Esse modelo de máscara cobre as regiões do nariz e da boca, formando um “triângulo” no rosto. Esse formato é uma opção interessante para pessoas que têm dificuldades de respirar só pelo nariz ou manter a boca fechada, uma vez que é possível respirar pela boca, e diminui a queixa de ressecamento na boca e na garganta. Os materiais dessa máscara geralmente são gel e silicone, para oferecer boa vedação ao rosto. 

Veja mais informações sobre este modelo, confira fotos em nossa loja online! Clique aqui!

Máscara Facial Total

A máscara facial total é um modelo que abrange toda a face (olhos, boca e nariz), de forma a garantir maior conforto aos pacientes que possuem dificuldade na adaptação ao tratamento de Apneia do Sono. 

Essas máscaras geralmente são confeccionadas em silicone macio, que oferece também uma vedação resistente. Elas podem ser dois modelos: com exalação (para uso com CPAPs e BiPAPs) e sem exalação, para uso exclusivo de pacientes que usam ventilador mecânico.

Se você deseja saber mais sobre a máscara facial total, basta clicar aqui!

2. Qual a melhor máscara para mim?

Agora que você já conhece as principais características de cada modelo de máscara disponível no mercado, a segunda grande dúvida é: qual opção escolher?

Por isso, aqui estarão as principais recomendações para cada máscara, ou seja, para quem é indicado ou não utilizar cada uma delas. Confira abaixo!

Máscara Almofada Nasal

Para quem é indicada?

Essa máscara não afeta o campo de visão, sendo ideal para pessoas que costumam assistir à televisão ou ler antes de dormir. Além disso, como mencionado anteriormente, essa máscara é pequena, leve e silenciosa, conferindo maior facilidade na adaptação do paciente ao tratamento.

Para quem não é indicada?

Há alguns casos em que a almofada nasal não é a opção mais indicada: para pacientes que necessitam de maior pressão, esse tipo de máscara não é ideal. Para necessidade de pressão mais elevada, uma máscara nasal no modelo tradicional é o mais adequado.

Além disso, pacientes que não respiram bem pelo nariz, possuem desvio de septo ou outras doenças que prejudicam o fluxo de ar pelas narinas, a almofada nasal também não é a melhor opção. Nesses casos, recomenda-se uma máscara facial (oronasal).

Máscara Nasal

Para quem é indicada?

Esse tipo de máscara é indicado para pessoas que respiram majoritariamente pelo nariz, além de ser uma boa opção para quem usa barba ou bigode. Além disso, essa é uma opção popular para quem tem um sono agitado, se movimentando muito durante a noite, dormem de lado, ou sentem desconforto com máscaras maiores (pessoas claustrofóbicas, por exemplo).

Para quem não é indicada?

Assim como a almofada nasal, esse modelo não é indicado para pessoas que possuem alterações que geram grande obstrução nasal. 

Máscara Facial Oronasal

Para quem é indicada?

A máscara facial oronasal é própria para aqueles casos em que máscara nasal não é indicada (como desvio de septo). Por isso, para pacientes que sofrem dessas doenças, essa é a máscara mais indicada!

Além disso, atualmente existem modelos que também não prejudicam o campo e visão do paciente, se comparado com a máscara facial total, uma vez que é uma opção menor do que o outro modelo. 

Para quem não é indicada?

Essa máscara precisa ter seu tamanho escolhido com exatidão, uma vez que se houver o escape do ar, pode haver prejuízos ao tratamento. Os CPAPs automáticos compensam as fugas de ar, e caso isso ocorra, o paciente pode sofrer com um desconforto pelo aumento da pressão.

Máscara Facial Total

Para quem é indicada?

É uma alternativa eficaz para pessoas que possuem barba, bigode, dentadura e/ou irregularidades faciais, por abranger toda a região da face. Além disso, essa opção também é indicada para pessoas que buscam maior facilidade na adaptação ao tratamento de Apneia do Sono.

Para quem não é indicada?

Apesar de não ser indicada para quem tem a sensação de claustrofobia ou relacionados, algumas pessoas podem ter restrição, uma vez que a máscara é a mais robusta de todas as opções.

3. Como escolher o tamanho ideal da máscara?

A máscara precisa ser escolhida no tamanho ideal para cada paciente, uma vez que é essencial que ela ofereça uma boa vedação, aderência e conforto. Se a máscara for grande demais ou pequena demais, pode comprometer o tratamento de Apneia do Sono (além de causar incômodo para o paciente).

O acessório geralmente é dividido em tamanhos P, M, G ou GG, ou tem marcações de fixadores ajustáveis às dimensões que o paciente precisa. Além disso, também há guias de tamanhos disponíveis.

É importante salientar que você pode contar com a ajuda das fisioterapeutas da Respire Care, que são especializadas no tratamento de Apneia do Sono e outros distúrbios respiratórios, para orientar a escolha da máscara ideal para o seu tratamento!

4. Como colocar a máscara de forma correta?

Cada máscara tem especificações de como ser colocada de forma correta. Por isso, é importante se atentar às orientações de cada produto, para que a máscara possa ser utilizada da forma correta. O mau uso é uma das causas que dificultam a adaptação e causam o abandono do tratamento.

A Respire Care possui o serviço de Adaptação e Orientação! A equipe de fisioterapeutas poderá auxiliar na escolha da máscara, bem como fazer todos os ajustes e regulagens necessárias, considerando sempre o resultado do exame e prescrição médica. Também há orientações quanto ao manuseio, higienização e demais cuidados com o equipamento.

5. O que fazer se eu sentir desconforto com a utilização da máscara?

Algumas queixas comuns relacionadas ao desconforto com a máscara são:

  • Desconforto sem causa específica: pode haver problema com relação à regulagem da máscara no rosto, que pode estar causando incômodo ou prejudicando o tratamento. Além disso, esse tipo de desconforto pode ser causado por não estar sendo utilizada a máscara ideal para esse paciente. Por isso, procure a orientação de um profissional e relate todos os sinais.
  • Boca ou garganta seca: essa é uma queixa comum de quem tem o hábito de respirar pela boca. Para solucionar esse desconforto, você pode optar por experimentar outro tipo de máscara, que considerem esse tipo de respiração.
  • Tirar involuntariamente a máscara à noite: algumas pessoas acordam sem a máscara, porém não se lembram de tê-la tirado a noite (ou seja, fazem de forma involuntária). Sugere-se colocar um despertador no meio da noite, para conferir se ainda está com a máscara. Além disso, observe se não há algum desconforto específico que esteja causando essa reação.
  • Rosto marcado ou avermelhado: isso pode ser causado pelo ajuste incorreto da máscara, fazendo com que esteja muito apertada, ou pode estar no modelo incorreto para o formato do seu rosto. Além destas causas, a vermelhidão pode ser causada pelo acúmulo de sujeiras na almofada, causando reações na pele.

É importante lembrar a importância da persistência no tratamento para a sua saúde! Por isso, caso observe algum desconforto, relate para o profissional responsável, siga as suas orientações, e tente novamente. Não abandone o tratamento!

6. Quais cuidados a máscara precisa?

Para manter a qualidade do tratamento, é necessário adotar alguns cuidados que a máscara necessita. Um dos cuidados mais importantes é a higienização da máscara.

  A almofada da sua máscara deve ser lavada uma vez por semana, utilizando água morna e sabão neutro. Já o fixador ou suporte, deve ser lavado conforme a necessidade. Deixe secar naturalmente, nunca utilize toalhas que podem deixar poeiras na máscara, pois você pode inspirá-las.

Além disso, também  nunca utilize álcool ou outros produtos de limpeza para fazer a higienização do seu equipamento e acessórios!

7. Como saber que está na hora de trocar a máscara?

A máscara possui uma vida útil, e alguns sinais são indicativos de que está na hora de investir em uma nova máscara. Por exemplo:

  • Almofada esbranquiçada, rasgada ou danificada;
  • Fixador da máscara sem elasticidade, apertando ou causando desconforto no uso;
  • Máscara escorregando facilmente do rosto;
  • Máscara desconfortável e sem boa vedação, não aderindo no rosto ou deixando o ar escapar de alguma forma.

Se você identificar algum destes sinais, é preciso procurar a orientação de um profissional e realizar a troca da sua máscara, se for comprovado que essa é a origem destes problemas.

8. Usar a máscara diminui o ronco?

Um dos efeitos do uso da máscara é desobstruir as vias aéreas, o que torna a respiração mais confortável, eliminando totalmente o ronco.

9. Tenho barba! Isso afeta a utilização da máscara?

Para pessoas que têm barba ou bigode, é necessário pensar na vedação e na aderência da máscara no rosto, para manter a qualidade do tratamento. Por isso, é necessário pensar na máscara que possa acomodar perfeitamente toda a face, e para isso, a máscara nasal ou a máscara facial total são as duas opções mais recomendadas.

10. Utilizar a máscara causa alguma irritação na pele?

Durante o processo de adaptação, alguns pacientes podem sentir irritação na pele causado pela máscara – causando marcas na pele, vermelhidão ou coceira. 

Uma das possibilidades é uma reação alérgica ao material da máscara, mesmo elas sendo hipoalergênicas. Além disso, se a máscara estiver suja, muito apertada ou mal ajustada, esse é um efeito comum. Para evitar essas situações, siga essas dicas:

  • Lave o rosto antes e depois da utilização da máscara;
  • Não use cremes ou loções no rosto durante a utilização da máscara;
  • Higienize corretamente o acessório, de acordo com as instruções dadas no tópico 6;
  • Use a máscara do tamanho adequado e com as regulagens corretas.

A Respire Care te auxilia durante toda a sua adaptação! Conte conosco, estamos disponíveis para conversar com você. Ligue para  (11) 2677-7600 ou (11) 99390-3370

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Apneia do Sono infantil: quais são os sintomas?

Você sabia que bebês e crianças podem ter Apneia do Sono? A Apneia do Sono infantil é mais comum do que se imagina. Os pequenos ainda não conseguem expressar com exatidão o que estão sentindo, por isso, cabe aos pais e responsáveis perceber se há algo de errado com o sono deles e se informar a respeito deste e outros distúrbios do sono.

Neste conteúdo, você irá ver alguns tópicos importantes, como:

– Como saber que há algo de errado com o sono dos pequenos?

– O que é a Apneia do Sono?

– A partir de que idade uma criança pode ter a Apneia do Sono infantil?

– Como identificar a Apneia do Sono infantil?

– Como é o tratamento da Apneia do Sono infantil?

– A Respire Care pode te auxiliar!

Boa leitura!

Como saber que há algo de errado com o sono dos pequenos?

Diferentemente dos adultos, as crianças e os bebês podem não saber expressar em palavras aquilo que eles estão sentindo. Por isso, é necessário se atentar a alguns hábitos ou sinais incomuns no sono dos pequenos, que podem indicar sinais da presença de algum distúrbio do sono, como a Apneia.

Veja alguns exemplos:

– Urinar na cama;

– Sudorese intensa;

– Posições “estranhas” durante o sono;

– Sono agitado;

– Baixo rendimento escolar;

– Cansaço e sonolência excessiva durante o dia.

Caso identifique algum destes sinais, é importante consultar-se com um médico para investigar a presença de algum problema que está afetando o sono dos pequenos, uma vez que as causas podem ser inúmeras. 

É importante frisar que a qualidade do sono está diretamente relacionada com a saúde física e emocional de todos! Atentar-se e prezar por uma boa noite de sono é o primeiro passo para um bom dia.

Neste conteúdo, abordaremos especificamente um distúrbio do sono chamado Apneia Obstrutiva do Sono (AOS), que afeta entre 1% a 4% das crianças e traz diversos prejuízos para a saúde. Agora que você já conhece alguns sinais que indicam a má qualidade do sono, continue acompanhando este conteúdo, e veja alguns sintomas específicos da Apneia!

O que é a Apneia do Sono?

A Apneia do Sono ou Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) é um distúrbio caracterizado por pausas na respiração durante o sono, por pelo menos 10 segundos. Essas pausas podem ocorrer diversas vezes durante a noite, e são chamadas de “episódios”, que definem a gravidade do distúrbio de acordo com sua intensidade e frequência.

Se não tratada, essa alteração na respiração causada pela obstrução da Apneia pode gerar inúmeros prejuízos para a saúde dos pequenos, como prejudicar o crescimento das crianças, prejudicar o desenvolvimento cognitivo, afetar a vida escolar, causar dores de cabeça, problemas cardíacos, hipertensão e assim por diante.

Por isso, é necessário se atentar aos sinais que indicam a AOS e identificá-la no sono das crianças. Continue acompanhando!

A partir de que idade a criança pode ter a Apneia do Sono infantil?

A Apneia do Sono pode estar presente em crianças de todas as idades, inclusive em recém nascidos, bebês e crianças. Porém, estudos apontam que a prevalência da doença é mais comum entre 3 a 5 anos de idade.

Abaixo, conheça algumas características específicas da doença em bebês e recém nascidos, uma vez que há algumas diferenças na respiração nesta faixa etária.

A Apneia do Sono em bebês

Os bebês respiram de uma forma diferente das crianças. Por conta do formato das vias aéreas, os bebês possuem a respiração com uma frequência mais acelerada. Fazendo um comparativo entre a frequência respiratória dos bebês e dos adultos, enquanto os adultos são de 16 a 20 vezes por minuto, os bebês atingem uma frequência respiratória que está entre 40 a 60 vezes por minuto.

Além disso, a respiração dos bebês também é mais instável do que a respiração dos mais velhos. A maturidade cerebral do pequeno ainda está em desenvolvimento, por isso pode ocorrer pausas naturais em sua respiração, desde que por um curto período de tempo e ocorrida em algum caso isolado.

Nos bebês, a Apneia do Sono é manifesta através de alguns sinais importantes: roncos, sudoreses, excesso de baba, ruídos de sufocamento, pausa da respiração durante o sono, respiração ocorrendo pela boca, inspiração difícil, batimentos cardíacos muito fracos, pontinhas dos dedos rosadas e/ou lábios arroxeados e se o bebê estiver muito mole e apático. 

Atente-se aos sintomas, e caso necessário, procure auxílio médico! Para saber mais sobre a Apneia do Sono em bebês, clique aqui.

Como identificar a Apneia do Sono infantil?

Antes de abordarmos os sintomas indicativos da doença, é necessário se atentar às causas, e relacioná-las com a criança. Caso a criança se identifique com alguma destas causas, a atenção à Apneia do Sono deve ser ainda maior.

Causas

As principais causas ou fatores de risco para o desenvolvimento da Apneia do Sono infantil são:

– Obesidade: a criança com sobrepeso é mais propensa a ter Apneia do Sono;

– Amígdalas ou adenóides maiores: o aumento dessas regiões podem ser causados por alergias, refluxos, infecções, entre outros. Com isso, também há a obstrução das vias aéreas do pequeno, podendo gerar a Apneia do Sono;

– Síndromes: algumas síndromes, como a Síndrome de Down ou a Prader-Willi contribuem para a prevalência da Apneia do Sono;

– Fisionomia: algumas crianças possuem menor tônus muscular, o que faz com que os músculos da garganta relaxem excessivamente e causem a Apneia do Sono. Além disso, língua grande, queixo ou garganta menores também podem gerar a Apneia do Sono;

– Histórico familiar: a Apneia do Sono pode surgir em crianças que já possuem familiares com essa doença na família, pois há fatores genéticos associados.

Sintomas

Além dos sintomas citados para a Apneia do Sono em bebês, há outros sintomas gerais que estão associados à doença. Assim, por sua vez, os principais sinais da Apneia do Sono infantil são:

– Ronco;

– Respiração ruidosa;

– Pausas respiratórias, as vezes com uma sensação de sufocamento ou falta de ar;

– Dificuldade em respirar pelo nariz;

– Sono agitado;

– Urina na cama;

– Insônia ou diversos despertares durante a noite;

– Irritabilidade ou hiperatividade;

– Baixo rendimento escolar;

– Sonolência diurna excessiva;

– Cansaço;

– Dor de cabeça.

Através da identificação destes sintomas, é necessário consultar-se com um médico e investigar se a criança possui a Apneia do Sono infantil, recebendo o diagnóstico da doença através de um exame específico, conhecido como polissonografia. Para saber mais sobre este exame, continue acompanhando!

Exame diagnóstico

O exame responsável por diagnosticar a Apneia do Sono e outros distúrbios do sono é a polissonografia. A realização da polissonografia infantil é um procedimento similar ao que ocorre na polissonografia adulta: são colocados eletrodos que irão monitorar alguns aspectos durante o sono da criança, como a frequência cardíaca, respiração, oxigenação do sangue e atividades neurais.

A polissonografia é um exame totalmente indolor e não invasivo. Por ser um exame tranquilo, não há porque ter preocupações ao pequeno ter que realizá-la. A criança deverá dormir na clínica durante uma noite para a realização do exame, mas poderá ser acompanhada pelos pais ou responsáveis durante todo o processo.

Para que ela se sinta acolhida e confortável, há quem prefira levar para a clínica travesseiros, bichinhos de pelúcia ou outros brinquedos que possam tranquilizá-la, para que ela tenha uma noite de sono comum e todas as informações possam ser coletadas sem maiores interferências do ambiente.

Para outras dúvidas relacionadas à polissonografia, entre em contato conosco! Será um prazer atendê-los!

Como é o tratamento da Apneia do Sono infantil?

O tratamento para Apneia do Sono infantil varia conforme o quadro clínico do bebê ou da criança, uma vez que o distúrbio pode ser classificado em graus, que definem a sua gravidade. O IAH (Índice de Apneia-Hipopneia), considera a quantidade de episódios de Apneia (obstrução total das vias aéreas) e Hipopneia (obstrução parcial das vias aéreas) durante uma hora de sono.

Em alguns casos menos agravados, recomenda-se para o tratamento a mudança de hábitos que aliviam os impactos da doença. A perda de peso da criança com sobrepeso, por exemplo, pode ser o suficiente para haver a melhora dos sintomas. 

Em outros casos, a mudança na posição do sono da criança também contribui para a melhora dos sintomas, uma vez que algumas determinadas posições (como de bruços) causam a piora da Apneia.

Além disso, alergias e outras doenças associadas à obstrução das vias aéreas também precisam ser levadas em consideração durante o tratamento, para amenizar os sintomas da doença. 

Se a criança possuir algum fator na formação muscular que prejudique a sua respiração (como na adenóide ou nas amígdalas), pode ser necessária alguma cirurgia que corrija o problema, e ao tratar essa obstrução, consequentemente haverá o alívio à Apneia do Sono. 

Em alguns casos, porém, pode se fazer necessário que a criança utilize um equipamento que a auxilie a ter uma boa noite de sono: o CPAP!

O que é o CPAP?

O CPAP (Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas) é um aparelho não invasivo que gera um fluxo de ar, simulando a respiração. Assim, evita-se a obstrução respiratória ocasionada pela Apneia do Sono, facilitando a respiração da criança durante a noite.

Conectado ao CPAP, há uma máscara que leva esse fluxo de ar para a criança. Há algumas opções de máscaras pediátricas para CPAP disponíveis no mercado, adaptadas para trazer conforto e praticidade para a criança.

A Respire Care pode te auxiliar!

A Respire Care foi criada através da soma da experiência, de mais de 30 anos, de duas fisioterapeutas residentes na região do Grande ABCD, com atuação na área de fisioterapia respiratória e na indústria de produtos médicos hospitalares.

Somos especializados no atendimento de pessoas com Apneia do Sono e distúrbios respiratórios, e oferecemos tecnologias e produtos associados aos cuidados com a saúde.

Para saber mais sobre esse distúrbio que pode afetar todas as faixas etárias, navegue pelo nosso Blog! Aqui, você pode encontrar todas as principais informações sobre esse distúrbio.

Além disso, se você suspeita a presença da Apneia do Sono, não a ignore e cuide da qualidade do seu sono. Você já sabe a quem procurar: entre em contato conosco através do número (11) 99390-3370.

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Guia do CPAP: como escolher a máscara ideal?

A adaptação ao CPAP para o tratamento de Apneia do Sono pode ser uma tarefa fácil para alguns, e dificultosa para outros. Mas, uma coisa é certa: o equipamento correto e seus acessórios são essenciais para facilitar a adaptação e trazer eficácia ao tratamento!

Por isso, preparamos um “Guia do CPAP”, com foco especial no acessório que faz toda a diferença durante o tratamento de Apneia do Sono: a máscara! Neste conteúdo, você saberá as principais características para tomar a melhor decisão e escolher a máscara ideal para você, além de tópicos essenciais, como:

– CPAP: quais são os benefícios do tratamento?

– Quais tipos de acessórios o CPAP utiliza?

– Como escolher a máscara ideal?

– Quais modelos de máscaras existem no mercado?

– Não consigo me adaptar! E agora?

– Respire Care, a melhor escolha!

Boa leitura!

CPAP: quais são os benefícios do tratamento?

O CPAP (Continuous Positive Airway Pressure) é o aparelho campeão para o tratamento de Apneia do Sono. Este equipamento fornece uma pressão positiva contínua nas vias aéreas, ou seja, ele evita a obstrução causada pela doença.

Ele é uma alternativa eficaz e segura para trazer a melhora dos sintomas da Apneia, contribuindo para a melhor qualidade do sono. Além de proporcionar as condições para um sono reparador, o tratamento com o CPAP também oferece os seguintes benefícios:

– Oferece a máxima eficácia para o tratamento de Apneia do Sono;

– Minimiza o ronco causado pela Apneia do Sono;

– Desobstrui as vias aéreas;

– Traz mais alívio e conforto respiratório;

– Previne doenças cardíacas e outras doenças associadas à Apneia do Sono (para saber mais, clique aqui!).

E, como consequência da boa qualidade do sono:

– Evita a sonolência diurna;

– Gera mais disposição no dia a dia;

– Evita dores de cabeça matinais;

– Melhora a produtividade e concentração;

– Melhora a atenção no trânsito;

– Melhora o desempenho sexual;

– Evita a fadiga e o cansaço por noites mal dormidas.

Se você deseja conhecer mais sobre o tratamento para Apneia do Sono, leia o conteúdo “Tudo sobre o tratamento de Apneia do Sono” disponível no blog da Respire Care. Para acessá-lo, clique aqui.

Quais tipos de acessórios o CPAP utiliza?

O equipamento CPAP utiliza alguns acessórios em sua composição: máscaras, filtros, tubos ou traquéias. Além desses acessórios essenciais, também podem ser utilizados queixeiras e umidificadores acoplados ao aparelho, que trazem maior conforto ao tratamento.

Os filtros são essenciais para reter a poeira e ácaros presentes no ar. Não trocar os filtros periodicamente pode reduzir a durabilidade do equipamento e causar aumento do ruído. Além de afetar o tratamento, a sujeira que se acumula no interior do aparelho pode causar problemas respiratórios no paciente.

Os tubos ou as traquéias fazem a conexão entre o aparelho e a máscara, que entrega o ar pressurizado para o paciente.

As queixeiras têm a função de apoiar a mandíbula do paciente, fazendo com que a sua boca permaneça fechada. Este é um acessório útil para quem respira pela boca, direcionando o ar para o nariz, onde o equipamento está agindo.

Os umidificadores, por sua vez, são uma opção que oferece mais conforto respiratório para o paciente, reduzindo a sensação de ressecamento nasal. Alguns modelos de CPAP, inclusive, são vendidos com o umidificador acoplado.

Entre estes acessórios, a máscara é um item determinante na adaptação ao tratamento de Apneia do Sono! Estima-se que 80% da adaptação ao tratamento depende da escolha e da regulagem da máscara, que tem como função ser um canal por onde o ar pressurizado gerado pelo CPAP chegue até o paciente.

Mas qual é o modelo ideal para cada caso? Continue acompanhando!

Como escolher a máscara ideal?

A máscara ideal deve oferecer algumas características essenciais para o paciente, como uma boa vedação e conforto. Além disso, para escolher a máscara com as características ideais para o seu caso, é importante considerar estes fatores:

1. Como é a sua noite de sono?

É importante levar em consideração como você se comporta durante o sono. Você tem um sono agitado? Você muda de posição diversas vezes à noite? Você tem algum outro distúrbio do sono, além da Apneia?

A partir das respostas desses questionamentos, você terá uma visão muito mais clara do tipo de máscara que você terá uma melhor adaptação. Por isso, conheça como é o seu sono!

2. Como é a sua respiração?

A sua respiração é um fator determinante para escolher a máscara ideal. Há modelos que são funcionais para pessoas que respiram majoritariamente pelo nariz, assim como há modelos que são funcionais para pessoas que respiram pela boca.

Além disso, é importante considerar se há a presença de algum outro fator que possa influenciar a obstrução das vias aéreas. Rinite, sinusite, desvio de septo e adenóide são alguns exemplos.

3. Qual é a pressão indicada no tratamento?

Cada caso clínico necessita de uma pressão diferente no fluxo de ar, que deverá ser indicado pelo exame de polissonografia de titulação ou pela titulação domiciliar a partir do diagnóstico de Apneia do Sono. Da mesma forma, existem máscaras que são específicas para pressões mais baixas, e existem máscaras que são ideais para pressões maiores.

Por isso, na hora de efetuar a sua compra, é necessário verificar se a máscara é funcional para a pressão que você precisa no seu tratamento, a fim de garantir que ela trará boa aderência, vedação, eficácia e conforto para o seu tratamento.

Para mais detalhes sobre estes três pontos, siga para o próximo tópico! Você verá os modelos de máscaras disponíveis no mercado, além de casos que exemplificam as questões mencionadas acima.

Quais modelos de máscaras existem no mercado?

Máscara almofada nasal

A máscara almofada nasal é o modelo padrão em kits de CPAP com máscara. Esse tipo de máscara abrange apenas a região das narinas, sendo uma opção mais simples e confortável para quem deseja se adaptar ao tratamento. Além disso, essa máscara não afeta o campo de visão, podendo ser ideal para pessoas que costumam assistir à televisão ou ler antes de dormir.

Porém, há alguns casos em que a almofada nasal não é a opção mais indicada: para pacientes que necessitam de maior pressão, esse tipo de máscara não é ideal (recomenda-se a utilização da máscara almofada nasal para tratamentos com fluxo de até 12 cm/H2O). 

Além disso, pacientes que possuem rinite alérgica, sinusite, desvio de septo ou outras doenças que prejudicam o fluxo de ar pelas narinas, a almofada nasal também não é a melhor opção.

Essa opção está disponível na Respire Care! Veja “Máscara almofada nasal” em nossa loja online, clicando aqui.

Máscara nasal

A máscara nasal é um modelo que abrange a região do nariz do paciente, cobrindo-o totalmente. Ela é fixa ao rosto através de tiras (geralmente de 4 pontos), que permite um campo de visão mais amplo.

Esse tipo de máscara é indicado para pessoas que respiram majoritariamente pelo nariz, além de ser uma boa opção para quem usa barba ou se movimenta muito durante a noite.

Entretanto, assim como a almofada nasal, esse modelo não é indicado para pessoas que possuem alergias ou outras doenças que geram a obstrução nasal.

Se você se interessou por este modelo, veja em nossa loja online. Clique aqui!

Máscara facial oronasal

Esse modelo de máscara cobre as regiões do nariz e da boca, formando um “triângulo”. A máscara facial oronasal é própria para aqueles casos em que máscara nasal não é indicada (rinite alérgica, sinusite, desvio de septo, entre outras).

Além disso, esse modelo também não prejudica o campo e visão do paciente, se comparado com a máscara facial total, uma vez que é uma opção menor do que o outro modelo.

Veja mais informações sobre este modelo, confira fotos em nossa loja online! Clique aqui!

Máscara facial total

A máscara facial total é um modelo que abrange toda a face (olhos, boca e nariz), sendo uma alternativa eficaz para pessoas que possuem barba e irregularidades faciais. Essa opção permite mais conforto e facilidade na adaptação, porém não é a melhor opção para quem tem a sensação de claustrofobia.

Se você deseja saber mais sobre a máscara facial total, basta clicar aqui!

Dicas!

Se você deseja optar por uma máscara almofada nasal ou nasal, por ser opções de máscaras mais simples e menores, mas tem o hábito de respirar pela boca, não se preocupe! Você pode incluir a queixeira, possibilitando manter a boca fechada durante a terapia com o CPAP. 

Alguns sintomas que podem indicar a necessidade de utilização são o ressecamento bucal e o vazamento excessivo, principalmente durante o uso de uma máscara nasal. Veja mais sobre as queixeiras, clicando aqui!

Outra dica útil é com relação ao tamanho da máscara. Uma máscara grande demais ou pequena demais podem comprometer o tratamento (além de causar incômodo). É necessário que a máscara tenha o tamanho ideal para o seu rosto, fornecendo vedação, aderência e conforto.

Não consigo me adaptar! E agora?

Se você já iniciou o tratamento com o CPAP e está com dificuldades para se adaptar, calma! A fim de contribuir para a eficácia do tratamento, a Respire Care disponibiliza o serviço de orientação e adaptação do CPAP.

Nossa equipe de fisioterapeutas está preparada para auxiliar na escolha do equipamento CPAP adequado e na escolha da máscara, assim como fazer todos os ajustes e regulagens necessárias, considerando sempre o resultado do exame e prescrição médica.

Além disso, também orientamos quanto ao manuseio, higienização e demais cuidados com sua máscara ou equipamento.

Já utilizo o CPAP, mas quero abandonar o tratamento

Se você já utiliza o equipamento CPAP há algum tempo, mas está sentindo um incômodo e está pensando em abandonar o tratamento, você pode estar apenas precisando trocar algum acessório do seu aparelho. Manter o bom funcionamento do CPAP é essencial para se adaptar completamente ao tratamento.

Por exemplo: com o uso constante, as almofadas podem acabar amolecendo. Isso causa a necessidade de apertar demais a máscara, provocando incômodo ao usuário. 

Também pode ser necessário fazer a troca dos acessórios da sua máscara CPAP, trocando as queixeiras, as almofadas, os fixadores, os filtros e tubos que conectam a máscara ao seu equipamento. Assim, você poderá evitar o vazamento de ar que prejudica o seu tratamento.

Além disso, as câmaras de água dos umidificadores para CPAP também precisam ser substituídas uma vez a cada dois anos ou antes, em caso de desgaste ou deterioração. Por isso, substitua-a sempre que estiver danificada. 

Também faça a troca dos filtros, pois são eles que filtram poeiras, ácaros e bactérias presentes no ar ambiente. Fique atento ao modelo do seu CPAP e ao período de substituição dos acessórios, e não abandone o seu tratamento!

Respire Care, a melhor escolha!

A Respire Care conta com uma equipe de fisioterapeutas especializadas no tratamento de Apneia do Sono e outros distúrbios respiratórios, oferecendo uma solução completa que abrange:

– Compra de aparelhos CPAP ou BiPAP;

– Compra de máscaras, filtros, queixeiras, umidificadores e outros acessórios;

– Suporte para adaptação ao tratamento;

– Orientação quanto à regulagem e manuseio do aparelho;

– Higienização e manutenção do equipamento e acessórios.

Conte conosco!

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Saiba tudo sobre o tratamento de Apneia do Sono!

Apneia do Sono é um distúrbio onde o paciente tem uma ou mais pausas na respiração enquanto dorme. Estas “pausas” respiratórias podem durar vários segundos, sendo na maioria das vezes, acompanhada por um ronco alto e ressuscitador ou engasgos.

Se você foi diagnosticado com a Apneia do Sono, e tem dúvidas sobre como é realizado o tratamento dessa doença, este conteúdo foi feito para você! Aqui, você verá tópicos importantes, como:

– Por que fazer o tratamento de Apneia do Sono?

– Como é o tratamento para a Apneia do Sono?

– O que é o CPAP?

– Como se adaptar ao tratamento?

Boa leitura!

Por que fazer o tratamento de Apneia do Sono?

Estudos mostram estatísticas que apontam que cerca de 50% da população brasileira não tem uma boa qualidade de sono, e 33% sofre de Apneia do Sono. Apesar de ser uma doença tão comum, muitas pessoas não são diagnosticadas ou não realizam o tratamento de Apneia do Sono.

E, não realizar o tratamento de Apneia do Sono, pode trazer prejuízos sérios para a saúde para além da má qualidade do sono, seja a curto, médio e longo prazo. Para exemplificar, estas são algumas das consequências da Apneia do Sono não tratada:

Na saúde cardiovascular

A Apneia do Sono têm consequências diretas no sistema cardiovascular. As paradas na respiração durante o sono podem gerar a queda na oxigenação e o aumento da pressão negativa intratorácica, impactando a regulação da pressão arterial e ocasionando o seu aumento, sendo responsável por levar à hipertensão.

Além disso, estatísticas apontam que pacientes com distúrbios do sono de alta gravidade podem gerar de 2 a 4 vezes mais probabilidade de desenvolvimento de arritmias cardíacas, como a fibrilação atrial. 

Outros dados afirmam que a insuficiência cardíaca é um fator de risco para pessoas com Apneia do Sono, estimada de 40% a 70% dos quadros. Ademais, a Apneia não tratada gera 2,5 mais probabilidade de um AVC (Acidente Vascular Cerebral), do que pacientes que não possuem Apneia.

E não para por aí: a Revista Neurociências publicou o artigo Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono e Doenças Cardiovasculares (2014), que revelou a relação entre a Apneia do Sono e a doença arterial coronariana (DAC). Nele, há dados que apontam a incidência da DAC em 25% dos pacientes com Apneia do Sono.

Portanto, é nítido que o tratamento da Apneia do Sono é essencial para proteção da saúde cardiovascular contra diversas doenças relacionadas a esse sistema. Porém, não é apenas na saúde cardiovascular que a Apneia do Sono não tratada impacta diretamente! Continue acompanhando.

Na saúde emocional

A correlação entre a qualidade do sono e a saúde emocional é grande. A Universidade Western Australia realizou uma pesquisa com 400 pacientes, onde 293 possuíam Apneia do Sono. Dos pacientes diagnosticados, 73% apresentavam sintomas de depressão, que era proporcional à gravidade da doença. Após um período de 3 meses de tratamento, somente 4% apresentavam os sintomas da depressão.

Isso demonstra que a qualidade do sono afeta diretamente a saúde emocional das pessoas. E, para além dessa doença, também observa-se alterações no humor de quem não possui uma boa noite de sono, com mais irritabilidade, estresse e cansaço.

No peso

Você sabia que a Apneia do Sono também pode ser responsável pelo aumento do peso? O Departamento de Psiquiatria do Arizona (EUA) demonstrou um estudo publicado na Revista Sleep, que indivíduos com Apneia do Sono possuem maior probabilidade de ter ganho de peso, comparado às pessoas que não possuem a doença.

Isso ocorre porque a privação do sono está associada a uma diminuição da produção de leptina, um hormônio que tem como função regular o apetite, reduzindo a fome sem controle. E além deste, também eleva a produção da grelina, hormônio responsável por aumentar o apetite.

A má qualidade do sono, por fim, também afeta a produção de cortisol, um hormônio que controla os níveis de açúcar no sangue. Ainda que não haja uma associação exata, a Apneia do Sono e a diabetes têm muitas características em comum – inclusive, que a prevalência de uma colabora o desenvolvimento da outra.

No dia a dia

É fato que a Apneia do Sono causa a má qualidade do descanso à noite. Mas isso pode ter muitas consequências para o dia a dia.

Inclusive, um grande sinal para a Apneia do Sono é a fadiga que impacta o rendimento no trabalho, a sonolência que pode afetar a atenção no trânsito, a sensação de cansaço que prevalece mesmo após o descanso da noite e outros incômodos. Além destes incômodos, também observa-se a dor de cabeça matinal, a perda de memória e o déficit de atenção.

Por isso, é fato: uma boa noite de sono é essencial para um bom dia.

Se você ainda não foi diagnosticado com a Apneia do Sono, porém se identifica com os seus sintomas (ronco alto, sensação de sufocamento ou engasgo, fadiga, sonolência diurna, dor de cabeça matinal, boca seca pela manhã, entre outros), faça agora mesmo o Teste de Apneia do Sono e saiba qual é a probabilidade de possuir a doença!

O Teste de Apneia do Sono é baseado no Questionário de Berlin, os resultados são analisados pelas fisioterapeutas especializadas em distúrbios do sono da Respire Care, e te retornarão com o resultado o mais rapidamente possível. Clique aqui!

Como é o tratamento para a Apneia do Sono?

Tendo expostas todas essas consequências, fica claro que o tratamento de Apneia do Sono é essencial para a saúde e a qualidade de vida. O tratamento de Apneia do Sono deve ser iniciado após o diagnóstico da doença, que é dado através de exames específicos para distúrbios do sono, recolhendo as informações necessárias para a identificação das características da doença.

polissonografia é o exame responsável por diagnosticar a Apneia do Sono. Há diversos “graus” de Apneia do Sono, que definem a gravidade da doença de acordo com o IAH (Índice de Apneia-Hipopneia), índice que considera a quantidade de episódios de Apneia (obstrução total das vias aéreas) e Hipopneia (obstrução parcial das vias aéreas) durante uma hora de sono. A classificação para isto é:

  • Grau normal: até 5 episódios por hora;
  • Grau leve: de 5 a 15 episódios por hora;
  • Grau moderado: de 15 a 30 episódios por hora;
  • Grau grave: mais de 30 episódios por hora.

Além da Apneia do Sono, a polissonografia também pode identificar outros distúrbios do sono mediante às informações que coleta: atividade cerebral, muscular, cardíaca e fluxo respiratório. Dessa forma, este exame também pode detectar a insônia, síndrome das pernas inquietas, narcolepsia, sonambulismo, entre outros.

Mas, como o tratamento de Apneia do Sono é realizado?

O tratamento de Apneia do Sono varia conforme o quadro clínico do paciente, definido a partir do exame da polissonografia e das características individuais da pessoa. Por exemplo:

A obesidade é um dos fatores que contribuem para o surgimento da Apneia. Em pacientes com essa característica, a principal recomendação é a perda de peso, em conjunto com exercícios que têm como função tonificar os músculos da garganta. 

Além disso, para pacientes com grau leve de Apneia do Sono e com a característica de ter a mandíbula mais curta, aparelhos ortodônticos podem ser eficazes para facilitar a passagem de ar.

Em casos extremos, uma cirurgia chamada uvulopalatofaringoplastia pode ser uma alternativa para o tratamento de Apneia do Sono, em casos onde o restante dos tratamentos não são eficazes ou há fatores de risco sérios para o indivíduo.

Porém, o tratamento de Apneia do Sono mais eficaz é feito com a utilização de aparelhos que auxiliam o paciente a ter um fluxo respiratório durante a noite a partir da pressão positiva contínua nas vias aéreas, o CPAP!

O que é o CPAP?

O CPAP (Continuous Positive Airway Pressure) é um aparelho de pressão positiva nas vias aéreas impedindo a obstrução causada pela Apneia. Na prática, trata-se de um equipamento com uma máscara que cobre o nariz e a boca, permitindo o fluxo de ar e facilitando a respiração.

Este equipamento é utilizado durante a noite, de forma a fornecer a oxigenação ideal para o paciente que possui a Apneia do Sono, evitando que os impactos da doença possam afetar o descanso. Há 2 tipos principais de CPAP:

– CPAP de pressão automática: o equipamento regula a pressão do fluxo de ar de forma automática conforme a necessidade, reduzindo ou aumentando.

– CPAP de pressão fixa: este aparelho gera o fluxo de ar contínuo a partir de uma programação pré-estabelecida, sendo dividido em sem alívio básico ou com alívio expiratório. O CPAP básico é indicado para quem precisa de pressões mais amenas, podendo ser utilizado para Apneia do Sono, ronco, e até mesmo para exercícios respiratórios nos casos de bronquite ou enfisema pulmonar. Já o CPAP com alívio expiratório, o equipamento facilita a expiração do paciente, tornando uma respiração mais natural.

A configuração do aparelho CPAP irá depender do resultado do exame da polissonografia e do grau da doença. Assim, o seu médico poderá definir qual é o melhor tratamento para o seu caso e indicar o melhor equipamento!

Na Respire Care, há diversas opções de CPAP e acessórios (como filtros, máscaras e itens para higienização) disponíveis para venda, das melhores marcas do mercado. Basta clicar aqui e ver CPAP para venda!

E, se você não deseja adquirir o seu CPAP, também é possível fazer a locação do equipamento na Respire Care. Temos opções de aparelhos disponíveis para alugar, mantendo a qualidade e a excelência. Clique aqui e veja CPAP para locação!

Como se adaptar ao tratamento?

Muitas pessoas relatam dificuldades em se adaptar ao tratamento, principalmente pelo fato de que a utilização do CPAP pode ser desconfortável no começo. Porém, apesar do paciente não estar acostumado a usar um equipamento para dormir, não é necessário fazer um esforço na respiração, e não há o risco de parar de respirar. Assim, as vantagens da utilização do CPAP tornam-se muito maiores se comparada ao incômodo inicial.

Uma dica para facilitar essa adaptação é manter a boca fechada durante o uso do CPAP, para que a pressão do ar causada pelo aparelho não escape pela boca, e impedindo que o equipamento deixe de impulsionar o ar nas vias respiratórias.

Além disso, se não houver um acompanhamento que leva em consideração as necessidades e características individuais do paciente, a adaptação pode se tornar mais dificultosa, correndo o risco de abandonar o tratamento. 

Por isso, é essencial a atuação do fisioterapeuta! A Respire Care tem fisioterapeutas experientes no tratamento de pessoas com Apneia do Sono e distúrbios respiratórios, que fazem:

– Acompanhamento do paciente, de forma individual e personalizada;

– Monitoramento através da emissão de relatórios que medem sua evolução, verificando a eficácia do tratamento;

– Orientação para o uso dos equipamentos, auxiliando na escolha da máscara, assim como fazer todos os ajustes e regulagens necessárias, considerando sempre o resultado do exame e prescrição médica;

– Higienização e cuidados com o equipamento e acessórios, trazendo mais conforto para sua utilização.

Com a Respire Care, o seu tratamento torna-se muito mais fácil e tranquilo! Entre em contato conosco e saiba como nós podemos te auxiliar no seu tratamento!

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Doenças respiratórias crônicas e o inverno: como se prevenir em tempos de frio

Há quem ame e quem odeie o frio, mas, independente disso, fato é que com a chegada do inverno, algumas doenças respiratórias se desenvolvem. Se para a população em geral isso já pode ser um fator de atenção, para pessoas que possuem doenças respiratórias crônicas, os cuidados precisam ser redobrados, a fim de não agravar o quadro. 

Confira agora as doenças respiratórias mais comuns em dias frios e o que você pode fazer para se proteger. Vamos lá?

Por que as doenças respiratórias são mais comuns no inverno?

As mudanças bruscas de clima percebidas em tempos frios, principalmente mais intensos como no inverno, ou secos, como vistos no outono, impactam a vida de muitas pessoas. Gripes, resfriados, coriza e outras crises se tornam comuns e se alastram com facilidade.

Mas a verdade é que não existe uma relação direta entre a queda de temperatura e o surgimento de uma doença respiratória. 

No entanto, é fato que em tempos mais frios existem maiores chances de doenças respiratórias surgirem, podendo ser temporária e variar de intensidade de pessoa para pessoa. Mas por que isso acontece? Diversos fatores estão por trás disso, tais como:

Ambientes fechados: em tempos frios, como forma de se proteger, as pessoas tendem a fechar todas as portas e janelas, mesmo se houver muitas pessoas em um espaço pequeno. Agora some a aglomeração com a falta de ventilação adequada e temos um ambiente propício para a proliferação de germes e bactérias, contribuindo para o aumento de doenças respiratórias durante esse período.

Ar frio: o ar frio comum no inverno tem atuação diretamente nas vias aéreas, provocando as irritações delas. Com isso, consequentemente os sintomas de crises alérgicas, tais como coriza e a falta de ar podem aparecer ou se intensificar. 

Baixa umidade: o clima de menor umidade também está por trás do aumento de doenças respiratórias no inverno. Inclusive, a umidade tem um papel importante no modo como percebemos a temperatura, fazendo com que elas pareçam mais quentes ou frias do que o ar de fato está. Desta forma, a baixa umidade favorece o surgimento de tosses, espirros e crises alérgicas. 

Quais as doenças respiratórias crônicas mais comuns no inverno?

Quando se fala em tempos frios e doenças respiratórias, é comum vir à mente comorbidades como sinusite, resfriado, gripe e rinite. No entanto, outras doenças podem ser potencializadas ou desenvolvidas em tempos mais frios. A seguir, trouxemos uma lista com as principais doenças respiratórias crônicas que são impactadas pelas baixas temperaturas.

Bronquite

A bronquite é uma doença respiratória bastante comum nos tempos frios e é caracterizada pela inflamação dos brônquios, que são uma espécie de tubos flexíveis e elásticos que fazem a ligação entre a traqueia e os pulmões. Assim, a principal função dos brônquios é levar oxigênio para esses órgãos. 

Geralmente provocada por um vírus ou algum outro tipo de infecção respiratória, essa inflamação é identificada de duas formas: bronquite aguda, no qual essa inflamação é temporária (durando no máximo três semanas), e a bronquite crônica, que é mais severa e acompanha a vida toda do paciente.

Os principais sintomas da bronquite são: tosse seca ou com catarro, cansaço, falta de ar ou dificuldade para respirar, ruídos no peito ao respirar, desconforto no peito, ponta dos dedos azuladas, febre ou calafrios.

Há pacientes também que podem apresentar dor de garganta e dor no corpo, além de coriza ou nariz entupido.

Em todo caso, é importante buscar ajuda médica imediatamente se a tosse persistir por mais de três semanas, caso haja febre por três dias seguidos ou dificuldade para respirar. Assim como a gripe, se não tratada, a bronquite pode evoluir para uma pneumonia ou provocar problemas cardíacos.

Asma

A asma é uma condição que provoca inflamação, inchaço e estreitamento das vias aéreas, ou seja, dos brônquios, além de produzirem muco extra,  o que atrapalha a respiração. 

Não existe uma causa conhecida para a asma, no entanto, fatores genéticos, histórico na família e até o ambiente podem influenciar para o desenvolvimento dela. Geralmente, a doença é detectada na infância, mas é possível que a asma seja percebida já na fase adulta.

Quando se fala em asma, é preciso entender que ela é dividida em basicamente dois grandes grupos: alérgica e não alérgica. Enquanto no primeiro tipo ela é desencadeada por substâncias alergênicas, como mofo, pelo de animais, pólen, entre outros, a não alérgica é provocada por fatores emocionais, como estresse, ansiedade, mas também pelas mudanças de temperatura. 

Assim, há diversos tipos de asma, que variam de acordo com a intensidade e agente causador. A asma brônquica, ou simplesmente asma, é uma doença respiratória crônica, portanto, não há cura. 

Falta de ar ou dificuldade para respirar, chiado no peito, tosse, sensação de aperto no peito ou peito pesado são alguns dos sintomas percebidos por quem tem asma. É importante dizer também que os sintomas variam bastante ao longo do tempo e podem ser intensificados à noite e/ou de madrugada. 

Pneumonia

A pneumonia é um tipo de inflamação que atinge os pulmões e, na maioria dos casos, está associada a algum tipo de infecção. Como dissemos anteriormente, um quadro potencialmente simples como uma gripe ou resfriado podem evoluir para uma pneumonia. 

Há diferentes tipos de pneumonia: pneumonia bacteriana, que é o tipo mais comum e mais letal e é causado por uma bactéria que invade a região dos alvéolos pulmonares; pneumonia viral, onde o agente causador da doença é um vírus; pneumonia aspirativa, provocada geralmente pela aspiração de produtos tóxicos, e pneumonia nosocomial: que é mais frequente em pacientes acamados na UTI e/ou que precisam de ajuda de aparelhos para respirar.

Os principais sintomas da pneumonia são: tosse seca ou com catarro esverdeado/ amarelado ou com sangue, dor nas costas e no peito; respiração acelerada, falta de ar ou dificuldade para respirar; mal-estar, febre alta;  fraqueza, cansaço e fadiga.

DPOC

DPOC é a sigla para Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, e é caracterizada por um conjunto de doenças respiratórias, que são a bronquite crônica e o enfisema (uma doença degenerativa e irreversível dos alvéolos, resultado de agressões aos tecidos pulmonares), causando assim a obstrução do ar pelos pulmões, dificultando a respiração. 

O principal fator de risco para a DPOC é o tabagismo, por conta dos efeitos da fumaça do cigarro nos pulmões – por isso pacientes que fumam em grandes quantidades e há muito tempo podem apresentar um quadro mais grave da doença. 

A DPOC requer bastante cuidado, pois ela é uma doença traiçoeira: em um primeiro momento apresenta sintomas mais leves, no entanto, com o passar do tempo, evolui para sintomas mais graves. 

Desta forma, a DPOC vai se revelando aos poucos. Inicialmente o paciente pode perceber uma leve falta de ar ao fazer esforços como subir escadas ou fazer exercícios, por exemplo. Porém, conforme a enfermidade progride, a falta de ar se intensifica e é ocasionada por pequenos esforços. 

Em fases mais avançadas da doença, os pacientes podem sentir falta de ar mesmo quando estão em repouso e têm o quadro agravado quando realizam alguma atividade.

Mas além da falta de ar, há outros sintomas associados à DPOC. Os principais são: 

  • Tosse persistente;
  • Chiado no peito;
  • Falta de energia e cansaço;
  • Presença de catarro, principalmente nas primeiras horas do dia;
  • Respiração rápida e ofegante;
  • Dores de cabeça.

Se quiser entender mais sobre o assunto, recomendamos a leitura do nosso artigo sobre as principais dúvidas sobre DPOC.

Como prevenir ou atenuar o surgimento das doenças respiratórias crônicas durante o inverno?

Apesar das doenças crônicas não terem cura, o tratamento é indispensável para fornecer aos pacientes uma melhora na qualidade de vida. Sendo assim, a principal recomendação é a continuidade ao tratamento com fisioterapia respiratória e as medicações necessárias, tanto para uma melhor qualidade de vida, quanto para evitar o progresso da doença.

Além disso, estar atento ao calendário de vacinação, principalmente às vacinas antigripais é extremamente importante, uma vez que elas são capazes de prevenir contra a gripe, além de impedir que uma gripe evolua para casos mais graves, como a pneumonia. 

É preciso ressaltar também que doenças respiratórias comuns, como gripes e resfriados, por exemplo, já podem evoluir e acarretar problemas graves se não tratadas. Em casos de pessoas com doenças respiratórias crônicas a situação é ainda mais delicada, uma vez que elas estão mais suscetíveis a terem versões mais fortes de gripes e, portanto, podem sofrer de outras complicações graves.

Desta forma, pessoas com doenças crônicas precisam se proteger e tomar adequadamente a vacina. Para se ter uma ideia, a vacinação reduz a mortalidade em cerca de 70% em pacientes com DPOC.

Dicas gerais para evitar doenças respiratórias no inverno

Apesar do tempo frio contribuir para a incidência de doenças respiratórias, com alguns cuidados é possível evitar ou atenuar o impacto do inverno nesse sentido e se proteger. Anote as nossas dicas:

  • Evite aglomerações;
  • Caso não seja possível evitar as aglomerações, uma boa estratégia é apostar no uso de máscara, desde que elas cubram adequadamente as vias respiratórias;
  • Mantenha um fluxo de ar, mesmo em dias frios. Ao longo do dia, mantenha alguma janela aberta. Evite bloquear a troca de ar no ambiente;
  • Hidrate-se. Durante tempos amenos, é comum que o consumo de água diminua. No entanto, manter o corpo hidratado é a melhor estratégia para manter o sistema imune fortalecido e evitar doenças;
  • Pratique exercícios físicos e mantenha uma boa alimentação;
  • Higienize as mãos com água e sabão;
  • Mantenha uma rotina de limpeza, evitando o acúmulo de pó nos móveis;
  • No momento de limpeza, opte por produtos com cheiros mais leves;
  • Troque a roupa de cama e cortinas, evitando o acúmulo de ácaros e outros agentes que possam provocar alergia;
  • Se tiver ar-condicionado na sua casa, limpe o filtro de acordo com a frequência  recomendada pelo fabricante;
  • Evite choque térmico. A mudança brusca de temperatura impacta o bom funcionamento do sistema imunológico, deixando-o mais suscetível para o desenvolvimento de doenças respiratórias;
  • Mantenha sua saúde em dia. Faça check up periódicos e não deixe de tomar as vacinas pertinentes, conforme orientação médica;
  • Busque aumentar a umidade do ar. Usar umidificadores ou manter uma toalha úmida em alguns cômodos da casa podem ajudar nisso;

Vale ressaltar que este texto tem intuito somente informativo e não pode ser usado como apoio diagnóstico. Caso você se identifique com um ou mais sintomas aqui descritos, procure ajuda médica especializada para a correta identificação e tratamento. 

Tratamentos para doenças crônicas respiratórias

Os tratamentos para pacientes com doenças respiratórias crônicas pode variar dependendo da doença diagnosticada, mas para que você conheça quais são, reunimos aqui os principais:

Reabilitação pulmonar

reabilitação pulmonar é um tratamento que visa reduzir o impacto físico e psicológico dos pacientes com doenças pulmonares crônicas. Ele envolve desde a educação do paciente do ponto de vista comportamental em relação à doença, bem como orientação dietética, apoio psicológico para a família e, claro, exercícios para o fortalecimento da musculatura. 

Oxigenoterapia

Recomendada para pacientes com algum tipo de problema respiratório que reduza a porcentagem adequada de oxigênio no sangue, a oxigenoterapia consiste na administração de oxigênio de forma a manter e garantir as taxas adequadas de oxigenação dos tecidos do corpo. 

CPAP e BIPAP

Apesar do CPAP e BIPAP serem mais conhecidos no tratamento da Apneia Obstrutiva do Sono,  ambos os aparelhos servem bem para tratar diferentes tipos de doenças respiratórias crônicas- podendo, inclusive, ser associados a outros tratamentos, como a suplementação de oxigênio. 

A apneia do sono se caracteriza por uma parada respiratória enquanto o paciente dorme, que ocorre por conta de um relaxamento muscular que provoca o bloqueio das vias aéreas. Assim, o CPAP e o BIPA impedem que esses episódios ocorram. 

Saiba que a Respire Care conta com profissionais preparados para fazer toda adaptação e acompanhamento da Ventilação Domiciliar em pacientes com DPOC e outros distúrbios respiratórios em geral.

Além disso, aqui na Respire Care você conta com uma equipe de profissionais experientes para tirar dúvidas e acompanhar todo seu tratamento, além de ter um catálogo completo com equipamentos voltados para a sua saúde respiratória e qualidade de vida! Acesse o nosso site e conheça!

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Confira os principais benefícios da respiração recomendada

Você sabe respirar conforme o recomendado? A respiração é algo tão inerente aos seres vivos que fazemos o processo de forma natural e sem nem pensar. No entanto, mais do que o processo de troca de ar, fundamental para a vida – a respiração recomendada tem inúmeros outros benefícios quando executada do jeito adequado e com consciência. 

Neste artigo você irá conferir os principais benefícios da respiração para a nossa saúde mental e física, além de alguns exercícios respiratórios simples que você poderá fazer aí na sua casa!  Gostou do tema? Então siga conosco e boa leitura.

Por que respirar conforme o recomendado?

Respiramos a cada instante e nem pensamos em como é realizado este processo. Mas, sabia que a respiração recomendada ajuda no equilíbrio do organismo e pode influenciar na produção (ou não) de substâncias que colaboram para o funcionamento adequado do nosso corpo.

É claro que ao nascer respiramos adequadamente, mas ao longo da vida, por conta da correria do dia a dia, estresses, doenças e outros fatores, modificamos esse padrão, deixando de lado a respiração mais “cheia” e adotando a respiração mais curtinha – que não explora todo o potencial pulmonar. 

Outro ponto importante que deve ser entendido é que a respiração e as emoções andam de mãos dadas. Isso significa que a respiração se altera de acordo com o estado de uma pessoa – perceba que pessoas que sofrem de ansiedade apresentam a respiração mais curta e entrecortada. 

Desta forma a lógica é bem simples: se as emoções são capazes de influenciar o modo como respiramos, é igualmente possível aliviar as sensações a partir do controle da respiração.

Mas antes de entender os benefícios que ela traz, é importante conhecer os dois movimentos fundamentais no processo respiratório: a inspiração e a expiração.

Quando inspiramos, o diafragma se contrai e desce, enquanto que as costelas se contraem e se expandem (elevam). Esse movimento enquanto enche a caixa torácica, reduz a pressão interna, o que força a entrada de ar para os pulmões. 

Já no processo de expiração acontece o oposto: enquanto o ar é expelido dos pulmões, ocorre o relaxamento da musculatura, o diafragma aumenta e as costelas abaixam. Aqui acontece a redução da caixa torácica e um aumento da pressão interna, o que contribui e facilita a saída do ar dos pulmões.

E aqui está o grande segredo: ao entender o processo respiratório, é possível respirar adequadamente movendo os órgãos certos para tornar a respiração um processo benéfico para todo o corpo. 

Benefícios da respiração recomendada

Provavelmente em algum momento de estresse ou tensão, você já deve ter ouvido a famosa frase “respira fundo” ou “para e respira”. E de fato, fazer essa pausa para respirar profundamente em situações desgastantes pode fazer a diferença no final.

Como já dissemos anteriormente, as emoções impactam diretamente a respiração, por isso, vale a pena dar um tempo e puxar o ar profundamente para aliviar a tensão.

Além disso, a falta de hábito de respirar conforme o recomendado traz sérios prejuízos na nossa vida: nos deixa muito mais cansados, com baixa ou nenhum nível de concentração, acumula toxinas no organismo e ainda afeta a qualidade do sono, prejudicando a vida pessoal e profissional, já que em consequência disso, nossa energia e produtividade caem significamente. 

Mas quais as principais vantagens em respirar conforme o recomendado? Veja abaixo:

Cérebro mais ativo

Quer ter seu cérebro mais ativo e saudável? Então você precisa aprender a respirar conforme o recomendado. 

Ao adotar a respiração consciente e profunda, você potencializa o processo respiratório levando oxigênio para todo o corpo, principalmente para o cérebro. A qualidade da respiração define a boa oxigenação cerebral e com isso, é possível ativar toda a nossa cognição.

Em outras palavras, respirar adequadamente te deixa mais criativo, com capacidade de raciocínio melhor e com mais energia. 

Controla e alivia a ansiedade

A respiração profunda e consciente permite o aumento da entrada de oxigênio nos pulmões. Nesse processo, é como se o corpo fosse energizado e a mente relaxasse. Isso só é possível pela estrutura do nosso sistema nervoso. 

De maneira bem resumida, o sistema nervoso é compreendido em três grandes partes: sistema nervoso central, sistema nervoso periférico e sistema nervoso autônomo. Neste conteúdo, vamos nos ater apenas ao sistema nervoso autônomo, pois é ele o sistema por trás dos sinais de alerta e calma que sentimos, combinado?

O sistema nervoso autônomo é dividido em duas partes: o simpático e o parassimpático – e eles funcionam de forma totalmente opostas. Enquanto o primeiro, o simpático, é encarregado pelo estado de alerta e que faz com que o nosso organismo responda a situações de estresse e emergência, o sistema parassimpático traz a sensação de calma após estresse, atuando na redução dos batimentos cardíacos, na diminuição da adrenalina, da pressão arterial e do açúcar no sangue gerados em estado de alerta.

É por isso que durante situações que provocam ansiedade, é comum que a respiração fique mais acelerada, já que o sistema nervoso simpático é ativado e, consequentemente, as outras reações que já descrevemos acima. 

Assim, ao respirar conforme o recomendado, ou seja, de forma profunda e lenta, você consegue acalmar o sistema simpático (reduzindo os batimentos cardíacos e a liberação de adrenalina) e aumentar a atuação do parassimpático.

Melhora a imunidade

O bom funcionamento do sistema imunológico está diretamente relacionado com o estresse, por isso, reduzir esses momentos de tensão, colabora para o fortalecimento do sistema imunológico.

Isso acontece porque diante de situações estressantes seu corpo libera cortisol. Em quantidades normais, o cortisol é responsável pela regulação do humor, dos níveis de açúcar no sangue e da pressão arterial. Assim, em momentos de estresse a alta concentração de cortisol faz com que todos esses elementos aumentem. 

O grande problema é quando se vivencia estado de tensão com frequência: a quantidade de cortisol não reduz no organismo, o que é completamente nocivo para o sistema imunológico.

Já com a imunidade afetada, seu corpo fica muito mais suscetível a diversos tipos de doenças, abrindo portas para o desenvolvimento de infecções, inflamações, resfriados, gripes, entre outras complicações.

Reduz os riscos de problemas no coração

Sabia que respirar adequadamente também é saudável para a saúde do coração? Pois é, a respiração certa auxilia no fortalecimento da musculatura respiratória e com isso, os músculos cardíacos fazem bem menos esforço e se mantêm mais relaxados ao longo dia. 

E ao contrário dos músculos dos braços ou das pernas que precisam de mais esforço para estarem firmes, no coração o contrário acontece: quanto menos esforço esse músculo fizer, menos riscos de complicações cardíacas ele terá.

Melhora a saúde da pele

Uma pele com aspecto mais saudável e bonito também é um dos benefícios da respiração recomendada. Respirar profundamente contribui para a melhor oxigenação dos tecidos epiteliais, contribuindo para deixar a pele mais iluminada e com a cara da saúde. 

E o oposto também é válido: a respiração rápida e curta limita a quantidade de oxigênio que chega na pele. Como resultado disso ela tende a ficar mais opaca e sem brilho, além de colaborar para o envelhecimento precoce. 

Ajuda no processo de emagrecimento e controle de peso

Se você faz exercícios físicos regularmente, já deve ter ouvido a orientação “respira pelo nariz, solte pela boca” porque ao fazer isso você intensifica a perda calórica. 

Mas talvez o que você não saiba é que respirar adequadamente ao longo de todo o dia também ajuda no controle e perda de peso. 

Se lembra sobre o que falamos que em situações de estresse o organismo libera cortisol? Pois então, além das desvantagens que já trouxemos das altas concentrações da substância, o cortisol também colabora para retardar o metabolismo e ajuda no acúmulo de gordura corporal. 

Outro benefício de respirar bem é garantir a quantidade energética necessária para realizar os exercícios físicos, assegurando melhor performance durante os treinos.

Promove sensação de bem-estar

A respiração profunda é uma ótima forma de estimular o sistema nervoso parassimpático. Assim, você consegue se aproveitar da sensação de calma e tranquilidade que ele dá. 

E claro, estando mais tranquilo, você consegue se sentir bem consigo mesmo e terá mais foco para tomar decisões mais coerentes e assertivas.

Melhora a qualidade do sono

Ter uma boa noite de sono é uma dificuldade para muitas pessoas. E o próprio processo de tentar dormir já é bastante desafiador: não é raro queixas de pacientes que colocam a cabeça no travesseiro e são inundados de ideias e pensamentos acelerados. 

Isso acontece porque provavelmente seu corpo está em estado ansioso e de estresse, o que dificulta a pegar no sono e dormir com qualidade.

Para evitar isso, é uma boa prática fazer exercícios de respiração antes de dormir, pelo menos por 20 minutos antes de se deitar. Além de se sentir mais tranquilo, fazer isso facilitará seu processo de pegar no sono.

E como sempre falamos por aqui, o sono tem um papel fundamental para a manutenção da sua saúde mental e física!

Como respirar conforme o recomendado?

Agora que você entendeu a importância e os benefícios de apostar na respiração recomendada, que tal colocá-la em prática?  Vamos lá:

Tomando consciência da sua respiração 

  1. Sente-se confortavelmente em uma cadeira e apoie os pés no chão. Mantenha as mãos em cima das pernas, deixe as costas bem eretas e feche os olhos.
  2. Respire lentamente, prestando atenção na entrada e saída de ar e nas sensações que o processo dá. 
  3. Depois, inspire o ar pelo nariz e solte pela boca. Faça esse processo primeiro de forma lenta, depois acelere e torne a respiração mais lenta, como no início. Isso serve para te ajudar a tomar consciência da sua respiração.
  4. Depois disso, inspire o ar e segure por alguns segundos. Expire o ar pela boca e esvazie o pulmão, sem puxar o ar por alguns segundos. Repita o processo por algumas vezes.

Respiração diafragmática

  1. Deite de costas, com os joelhos flexionados de forma que seus pés estejam apoiados no chão.
  2. Expire esvaziando completamente os pulmões e depois, inspire, levando o ar para o abdome. Sua barriga será projetada para fora, mas seu peito deve permanecer imóvel.
  3. Segure o ar por alguns segundos com os pulmões cheios.
  4. Em seguida, esvazie-os, fazendo com que a força da sua respiração traga o umbigo para dentro, em direção às costas.
  5. Repita o processo. 

Respiração freno-labial

  1. Inspire o ar pelo nariz e expire pela boca, porém dessa vez com o sorriso fechado (quando os dentes de cima tocam os de baixo).
  2. Ao expirar, solte o ar completamente, o máximo que você puder. Para tomar consciência de todo o processo, coloque as mães na barriga para sentir a pressão do ar.
  3. O exercício pode ser feito 3x por dia, fazendo 15 repetições em cada sessão.

Dicas importantes na hora de respirar conforme o recomendado:

  1. Faça o processo de forma lenta, sem pressa.
  2. Sinta seu corpo se mover enquanto respira. Não importa se a expansão torácica ou a expansão abdominal acontecer primeiro, o que vale mesmo é que sua respiração seja feita com consciência e de maneira tranquila;
  3. Tente fazer intervalos ao respirar, segurando o ar nos pulmões por alguns segundos. Para ajudar, você pode contar até três e expirar o ar, fazendo a mesma contagem enquanto solta. Assim, fica mais fácil ter controle sobre a respiração.
  4. Para momentos de estresse, busque alongar o momento de expiração. Uma forma de fazer isso é soltar o ar lentamente, enquanto faz uma contagem mental. No início pode parecer difícil, mas quanto mais você praticar, maior será sua capacidade de soltar o ar lentamente.
  5. Se puder, inclua atividades como ginástica, ioga e pilates na sua rotina. Além de servirem para exercitar o corpo, essas práticas têm como base a respiração, trabalhando a consciência do ato de respirar. 
  6. Para fortalecer os músculos respiratórios, vale a pena apostar em exercícios como natação e corrida, que beneficiam até mesmo a capacidade pulmonar.
  7. Pratique exercícios físicos regularmente, pois ao fazê-los, você conseguirá se aproveitar dos benefícios dos exercícios e terá maior percepção sobre sua respiração. 
  8. Tenha uma boa alimentação, o que você come pode ajudar a fortalecer o sistema respiratório.
  9. Evite ambientes fechados e sem circulação de ar;
  10. Evite produtos de limpeza e de higiene pessoal com cheiros muito fortes;
  11. Organize sua rotina para lavar tapetes, cortinas e roupas de cama pelo menos uma vez por mês, evitando o acúmulo de ácaro e pó. 

Como você pode ler, vale a pena separar alguns momentos na rotina para respirar conforme o recomendado, não é mesmo? Reeducar sua respiração também é apostar na sua qualidade de vida! 

Se gostou deste conteúdo, aproveite para navegar no nosso blog e conhecer outros temas que podem ser de seu interesse. 

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Existe relação entre sono e saúde mental?

Você sabe qual a relação entre o sono e saúde mental? Mais do que promover o descanso após um dia exaustivo de trabalho, o sono tem relação direta na nossa saúde mental e física. 

É claro que existem outros fatores que interferem na qualidade da saúde mental, mas entender de que forma o sono pode colaborar para prejudicar ou melhorar a mente é fundamental para ter bem-estar. 

Pensando nisso, preparamos esse artigo para você compreender a relação entre sono e saúde mental e algumas dicas para melhorar sua rotina de sono. Vamos lá? Boa leitura!

Sono e saúde: Quais os benefícios do sono?

Há quem não dê tanto valor assim, mas a verdade é que o sono tem um papel fundamental na nossa vida. É enquanto você dorme que diversos processos metabólicos importantes acontecem, isso sem contar o poder de revigorar as energias, limpeza de toxinas e promover o relaxamento corporal. 

Mas isso não é tudo, confira os principais benefícios do sono para a saúde:

Reduz do estresse

Você sabia que ao dormir seu organismo diminui a produção de adrenalina e cortisol? São essas substâncias que estão por trás de sintomas como ansiedade, estresse, depressão e até queda capilar. Então dormir bem é o melhor calmante natural. 

Controla o apetite

Ao dormir o nosso corpo produz uma substância chamada melatonina, que é essencial para a regulação do sono, mas também no controle da fome. 

Já reparou que quando você não tem uma boa noite de sono, você tende a comer mais no dia seguinte? Isso acontece porque o seu corpo precisa buscar alguma fonte de energia para te manter ativo, já que você não recuperou suas energias na noite anterior. 

Além de comer mais, a escolha alimentar também acaba sendo prejudicada, pois como a busca é por alimentos que forneçam o máximo de energia, é bastante comum o alto consumo de produtos bastante açucarados e gordurosos – o que causa prejuízos para a saúde a longo prazo.

Melhora a memória e facilita a aprendizagem

Enquanto você dorme, seu cérebro e seu corpo permanecem ativos e se comunicando. É nesse momento que acontece uma espécie de troca de informações e o cérebro processa dados e retêm o que considera importante – todo esse trabalho é bastante complexo e envolve as conexões entre as células cerebrais. 

Mas além de ajudar no armazenamento das memórias, é durante o sono também que o seu cérebro “libera espaço” para que você consiga aprender novas coisas. 

Isso significa que, ao dormir bem, você é capaz de se lembrar com muito mais facilidade, pois o sono fortalece a memória. Além disso, uma boa noite de sono está por trás de uma maior capacidade de reter dados, facilitando a aprendizagem.

Melhora o raciocínio

Se é durante a noite que o cérebro limpa o que não é útil e armazena o que é essencial, fica claro que dormir bem impacta positivamente o seu raciocínio, tornando- o mais rápido e lógico. 

E não precisa de muito para sentir os efeitos da privação do sono do raciocínio: um estudo publicado em 2018, apontou que apenas uma noite ruim de sono é capaz de afetar as habilidades relacionadas à raciocínio. Preocupante, não acha?

O levantamento mostrou ainda que o cérebro de pessoas que dormem quatro ou menos horas de sono é 9 anos mais velho se comparado com pessoas que têm uma rotina adequada de sono. 

Colabora com o sistema imune

Sono e imunidade andam de mãos dadas. Um sono de qualidade é capaz de combater agentes infecciosos e fortalecer o sistema imunológico, já que é enquanto você dorme que ocorrem a produção das células de defesa – não é à toa que, quando você está doente, uma das recomendações é priorizar o descanso.

Desta forma o contrário também é válido: a privação de sono contribui para uma baixa resposta do sistema imune, deixando-o mais vulnerável e propenso para o desenvolvimento de doenças.

Previne o envelhecimento precoce

Dormir também tem impacto na nossa aparência: dormir pouco/ mal, colabora para acelerar o envelhecimento precoce, contribuindo assim para o surgimento de olheiras e flacidez, que ocorrem pela ausência de troca celular que acontece enquanto uma pessoa dorme. 

A privação do sono estimula igualmente o desenvolvimento de linhas finas, pigmentação irregular na pele e afeta até a elasticidade – já que o colágeno, responsável por manter a elasticidade da pele, não é produzido ou reparado quando você não dorme. 

Mas não é só na aparência que é perceptível a falta de uma noite bem dormida: o processo de envelhecimento do cérebro também é acelerado, o que pode provocar até 50% da capacidade mental, pois afeta os neurônios, com possibilidade de danos irreversíveis ao cérebro. 

É por isso que dormir bem colabora para prevenir o desenvolvimento de doenças neurodegenerativas como Alzheimer, por exemplo. 

Qual a relação entre sono e saúde mental?

Uma boa noite de sono e saúde mental são faces da mesma moeda e influenciam diretamente o outro. 

Olhando pela perspectiva da saúde mental, há diversos transtornos que se tem como sintomas principais a insônia- é o caso da depressão, TDAH (transtorno de déficit de atenção com hiperatividade), ansiedade crônica e outros. Da mesma forma, há problemas de saúde mental que podem gerar distúrbios do sono.

Quando se fala em transtornos do sono, a mais conhecida é a insônia, e, segundo dados da Associação Brasileira do Sono (ABS), ela afeta 73 milhões de pessoas no Brasil

Para se ter uma ideia da relação entre sono e saúde mental, 80% dos pacientes diagnosticados com depressão afirmam que sofrem de alguma alteração quando o assunto é sono, tanto do ponto de vista de quantidade quanto em qualidade. 

Na área médica, essa relação é tão clara que é percebida a relação entre privação do sono e depressão há anos e independente do tipo (nível) de depressão que o paciente apresenta.

Mas isso não é tudo. Uma pesquisa feita na Harvard Medical School traz dados bastante interessantes. Durante o estudo, 26 estudantes saudáveis entre 24 e 31 anos foram selecionados. Enquanto alguns foram orientados a dormir, outros passaram a noite inteira acordados.

Com o uso de ressonância magnética, foram avaliadas as atividades cerebrais dos dois grupos ao mesmo tempo em que eles olhavam para uma sequência de imagens perturbadoras. Com isso, os pesquisadores constataram que os estudantes que dormiram a noite toda tiveram atividades cerebrais diferentes dos que não descansaram.

No primeiro grupo (descansados) foi possível observar a ativação da amígdala, que é responsável por decodificar emoções e que também leva essa informação para o córtex pré-frontal, área que, quando acionada, colabora para o raciocínio e contextualização das emoções.

Já no segundo grupo, das pessoas que não dormiram, a ativação da amígdala foi bem mais intensa (cerca de 60% de acordo com o estudo), com maior sensibilidade para emoções negativas. 

Porém, ao invés dessa informação ser passada para o córtex pré-frontal, como ocorreu com o primeiro  grupo, esses dados foram enviados para o neurotransmissor norepinefrina, precursor da adrenalina, e que “liga” aquele senso de alerta. Por isso, quem não dormiu ficou mais predisposto a experienciar emoções negativas e estresse.

Um outro estudo feito em 2020 na Universidade de Otago, reforça essa ideia. O objetivo da pesquisa era entender como funcionava a relação entre sono e bem-estar. 

Das 1.110 pessoas que foram selecionadas para o estudo, a maioria dos participantes que afirmaram ter tido uma boa noite de sono, apresentaram menos sentimentos depressivos e negativos em uma semana e experienciaram mais sentimentos e pensamentos positivos dentro deste período.

Já os respondentes que afirmaram não dormir bem, apresentaram maior predisposição a sentimentos e pensamentos negativos e estresse. 

Dicas para manter a saúde mental e o sono em dia

Mas para aproveitar todos esses benefícios é preciso bem mais do que simplesmente deitar: é necessário apostar na higiene do sono, para que esse processo aconteça de forma saudável, só assim é possível alcançar um sono de qualidade. 

Sempre falamos isso por aqui, mas o sono de qualidade é o resultado entre tempo suficiente + sono constante (não fragmentado) + profundidade (o sono é dividido em ciclos, e quanto mais profundo, menos consciente se está e maiores são as interações metabólicas).

No mundo agitado de preocupações em que vivemos, o sono desempenha um papel ainda mais importante. Por isso é preciso olhar com atenção para a hora de dormir com o mesmo cuidado que você cuida da sua prática alimentar, respeitando horários e entendendo quanto é suficiente para você. 

Dormir bem não é um processo que ocorre do dia para a noite, mas é possível adotar algumas medidas para tornar isso mais fluído ao longo dos dias através da higiene do sono, que é entendida como a organização e mudança dos hábitos do sono, propondo atividades que promovam a qualidade do sono e preparação do espaço de dormir.

Pensando nisso, separamos aqui algumas dicas que podem te ajudar a dormir melhor, confira:

  • Use uma roupa adequada e específica para dormir. Fazer disso uma rotina permite com que seu cérebro associe que já é hora de dormir e facilite a pegar no sono.
  • Estabeleça um horário para se deitar e levantar. Isso pode ser particularmente difícil no início, principalmente se você não tem uma rotina definida, mas insista, vai ajudar muito futuramente.
  • Vá para cama apenas de estiver com sono. Fazer isso reforça para o cérebro qual é o local adequado para dormir. 
  • Se não conseguir dormir, levante-se. Troque de cômodo, ande pela casa, mas não se force a ficar na cama. 
  • Evite usar sua cama para outros momentos que não seja dormir (como ler, assistir, mexer no celular, e outras);
  • Evite cochilos durante o dia, principalmente próximo ao horário de dormir;
  • Mantenha seu celular longe da cama;
  • Prepare o ambiente para dormir: observe se a temperatura está adequada, deixe cobertores e lençóis próximos, de forma a não precisar se levantar caso sinta frio, atrapalhando o sono. 
  • Cuide da sua alimentação. Ter uma alimentação variada e rica de alimentos é importante para garantir o consumo de minerais, vegetais e proteínas. Sono e mentes agradecem.
  • Evite comer alimentos pesados e gordurosos durante a noite;
  • Não consuma bebidas com cafeína, energéticas e alcoólicas perto do horário de dormir;
  • Pratique exercícios físicos, isso ajuda tanto no sono quanto para manter uma boa saúde mental;
  • Opte por colchões e travesseiros confortáveis que podem colaborar para o seu relaxamento;
  • Alivie sua mente: se ao se deitar sua cabeça se enche de pensamentos, uma boa prática é externalizar essas ideias. Escrever tudo isso em um papel ajuda a tirar o peso desses pensamentos e pode ser um recurso interessante para não deixar a mente divagar demais;
  • Evite tomar água demais durante a noite. Manter-se hidratado é importante, mas beber água em excesso pode acabar atrapalhando a intensidade do sono, já que você precisará ir ao banheiro algumas vezes.

Essas foram apenas algumas dicas e elas podem ajudar. No entanto, o sono é uma coisa séria e a falta dele precisa ser investigada para a melhorar sua qualidade de vida. Por isso, fique atento aos sinais que seu corpo dá e busque ajuda médica. 

Se quiser entender mais o que define um sono de qualidade, não deixe de conferir o nosso artigo “Como medir a qualidade do sono?”, lá você terá uma base do que é considerado um sono bom e quando buscar ajuda profissional.

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Semana do sono: sono de qualidade, mente sã, mundo feliz

No dia 18 de março, comemora-se o Dia Mundial do Sono, e por isso teremos a Semana do Sono na Respire Care. Mas, apesar do sono ser algo inerente a todas as espécies, a verdade é que damos pouca atenção e valor real ao sono – o que é um erro, já que uma noite bem dormida está por trás do funcionamento adequado do corpo e da manutenção da saúde como um todo.

É por isso que, pensar em práticas e ações de conscientização sobre a qualidade do sono são tão essenciais, como a Semana do Sono, que se inicia dia 18 e vai até dia 24 de março, e conta com diversos especialistas da área para falar sobre o tema. 

Nesta edição, o evento terá palestras online e presenciais, todas elas gratuitas. Quer conhecer um pouco dos temas que vão rolar por lá? Confira:

O que é a Semana do Sono?

A Semana do Sono é um evento anual que acontece em todo o país e reúne diversos profissionais da saúde para debater a importância e cuidados com o sono e é realizado pela Associação Brasileira do Sono, ABS.

Com o tema “Sono de qualidade, mente sã, mundo feliz”, a Semana do Sono 2022 propõe uma reflexão sobre sono de qualidade e saúde mental. Assim, o evento busca a conscientização por meio de informações de qualidade, novidades e dados recentes sobre o tema, de forma a conscientizar a população e a promover mais saúde.

Neste ano, o evento acontece online mas também presencialmente em algumas localidades. 

Para quem é o evento?

Com diversos temas relacionados ao sono, o evento conta com palestras abertas ao público, como também com sessões mais direcionadas para profissionais da área da saúde, estudantes, pacientes, motoristas e militares. 

No site do evento, na aba Programação, você confere a data, horário, tema da palestra, público e o canal onde será realizado o evento, podendo ser online, nos perfis dos profissionais, mas também via meet ou presencialmente. 

Temas para ficar de olho na Semana do Sono

Se interessou e quer ver um apanhado do que vai acontecer por lá? Fizemos uma seleção com alguns temas do evento para te dar um gostinho.

Observação: Aqui reunimos alguns tópicos, mas o evento está repleto de palestras, lives e webinars que merecem atenção, não deixe de conferir a grade completa da edição. 

O que é sono de qualidade?

O que significa dormir bem? E sono de qualidade? Qual o tempo certo ideal de sono? É possível recompensar o sono perdido? 

Se você já fez algumas dessas perguntas, vale a pena dar uma chance ao evento. Lá, você vai entender o que é, quais os pilares do sono de qualidade e de que forma ter uma boa noite de sono impacta na sua felicidade e saúde.

Além disso, ao longo da semana você terá a chance de ver com mais profundidade sobre um dos exames fundamentais para o rastreio de problemas relacionados ao sono: a polissonografia, desvendando em detalhes o que é o exame, para quem é recomendado e os mitos e verdades sobre o procedimento.

Por que dormimos mal?

O sono do brasileiro tem ficado cada vez pior: enquanto 45% da população mundial sofre de algum distúrbio do sono, no Brasil, a média sobe para 65% – mais de 40% de diferença!

E esse número pode ainda ser maior, já que as pessoas não conseguem classificar o que é dormir bem. Para se ter uma ideia, segundo a pesquisa “Acorda, Brasil”, encabeçada pelo Persono, ⅓ dos participantes relataram ter problemas com a qualidade de sono – menos da metade dos pesquisados. 

No entanto, quando se apura outros aspectos do sono, como nível de disposição ao acordar, facilidade para dormir, horas de sono dormidas e quantidade de vezes que se desperta em uma noite, 62% dos respondentes se enquadraram em um ou mais desses casos, o que contradiz a afirmação de dormirem bem. 

Mas, o que faz o brasileiro dormir tão mal? Descubra na palestra virtual com os dras. Giuliana e Laura Castro. Para acompanhar, é só acessar o instagram da Associação Brasileira do Sono (@absono) a partir das 18h30. 

Se você for adepto à ideia de que “Trabalhe enquanto eles dormem”, recomendamos fortemente a palestra com o psicólogo Jean Megre, com o tema “Dormir é perda de tempo?” ainda no dia 18, às 18h, no instagram @jmegre ou @flexaribeiroodontologia.

Sono: um caminho para o cuidado da saúde mental

Não é de hoje que se sabe da relação entre saúde mental e sono, mas o tema vem sendo cada vez mais debatido nos últimos anos, já que, com a crise sanitária do novo Coronavírus, a qualidade do sono e a saúde mental foram duramente afetadas.

Enquanto você dorme, o seu cérebro trabalha processando informações aprendidas no dia como também emocionais. Uma boa noite de sono é capaz de reduzir o estresse e é apontado como um dos principais fatores para garantir uma boa saúde mental e bem-estar.

Um estudo realizado em 2020 na Universidade de Otago, com 1.110 pessoas, pesquisou a relação entre sono e bem-estar e os resultados foram bastante interessantes: a maioria dos participantes que afirmaram ter uma boa noite sono, apresentaram menos sentimentos negativos e depressivos em uma semana se comparados com os outros respondentes que contaram ter sono de baixa qualidade.

Foi observado também que as pessoas que têm sono bom tiveram mais sentimentos e pensamentos positivos, durante essa mesma semana.

Mas além dos sentimentos, o fato de dormir pouco se relaciona com outros transtornos mentais e comportamentais, podendo desencadear ou piorar os sintomas de depressão e ansiedade, por exemplo.

Se quiser entender mais sobre a relação sono e saúde mental, do dia 18/03 ao dia 24/03, haverão palestras e lives sobre o tema. Para ver os canais e horários, confira a programação completa do evento neste link.

Sono na infância, na vida adulta e na melhor idade

Será que as necessidades de um bebê são as mesmas de uma criança de 8 anos? Será que os adolescentes precisam dormir mais do que os idosos? E o sono das mães é o mesmo de mulheres sem filhos?

Entender quais os padrões de sono de cada fase é fundamental para se proteger de doenças e aproveitar a vida com mais qualidade. Por isso, vale a pena conhecer os aspectos do Sono na Infância, Sono do Idoso e Como as mães dormem – clique aqui para ver a programação completa sobre esses temas na Semana do Sono.

Será que roncar é normal?

Será que é comum roncar após um dia cansativo de trabalho? E será que é normal uma pessoa roncar todas as noites? 

Nós já falamos por aqui o quanto o ronco pode indicar algum tipo de problema, sendo inclusive um dos sintomas associados em pacientes com apneia do sono – mas será que essa é a única condição para a presença do ronco?

Isso e muito mais você também irá conferir no evento, com uma perspectiva tanto voltada para a pessoa que ronca, como também de que forma esse ronco afeta a qualidade do sono do acompanhante. Fica aqui a nossa recomendação.

Qual o impacto do sono na saúde?

Além de proporcionar aquele descanso para enfrentarmos um novo dia, o sono tem um papel fundamental: restaurar o corpo como um todo. É enquanto você dorme que ocorrem as principais funções restauradoras, como o crescimento muscular, reparo de tecidos, regulação do metabolismo e muito mais!

Então, será que se privar do sono pode impactar a nossa saúde? E se sim, de que forma isso acontece? Para saber isso e muito mais, acompanhe a Semana do Sono com profissionais super competentes abordando sobre o tema. 

Sono e os riscos de acidentes

Que sono e direção não combinam, isso todo mundo sabe. Mas será que uma noite mal dormida causa estragos somente para quem está no volante?

Não é segredo que a privação do sono prejudica a capacidade de se manter atento, de avaliar risco e o raciocínio lógico, mas entender como esses mecanismos se relacionam é importante para que você saiba como eles acontecem e evite passar por isso.

Além desses temas, na Semana do Sono você vai conhecer também um profissional que pouca gente conhece: o médico do tráfego, como é a sua atuação e a importância dele na avaliação do sono.

Distúrbios respiratórios que afetam a qualidade do sono

Os distúrbios do sono são caracterizados por uma inadequação dos padrões do sono, ou seja, qualquer tipo de evento que possa atrapalhar uma pessoa dormir. 

Nesse sentido, há basicamente dois tipos de distúrbios: os chamados distúrbios respiratórios, que se apresentam na dificuldade respiratória dos pacientes, como apneia do sono e DPOC, por exemplo, e os não respiratórios, que são distúrbios do sono, mas que não afetam a respiração do paciente, como é o caso da insônia, narcolepsia e síndrome das pernas inquietas.

Durante a Semana do Sono, você irá entender com detalhes o que são os distúrbios do sono, quais são eles e de que forma eles afetam a qualidade do sono de quem sofre com eles.

Tratamento para apneia do sono, por onde começar?

Se você recebeu diagnóstico recentemente para apneia do sono, é comum que um turbilhão de dúvidas passem pela sua cabeça: qual o melhor equipamento, como higienizar, quando começar o tratamento, enfim. Esse mundo novo pode gerar um certo receio no início, por isso, ter informações de qualidade sobre o assunto pode ser o diferencial na adaptação do seu tratamento. 

Se esse é o seu caso, fique atento aos eventos da Semana do Sono, pois haverão diversos profissionais falando sobre o assunto ao vivo dando dicas importantes e que podem facilitar os seus primeiros passos no tratamento

Quer outra vantagem? Como o evento acontece ao vivo, você ainda tem a chance de tirar dúvidas na hora. Acesse a programação no site da Associação Brasileira do Sono para conferir todos os eventos sobre este tema. 

Profissionais envolvidos no cuidado com o sono

Como você pode ter percebido, a boa qualidade do sono envolve o olhar para diversos fatores. É por isso que, quando se fala em cuidado do sono, diversos profissionais podem estar envolvidos, como é o caso dos fisioterapeutas, odontologistas, psicólogos, psiquiatras e fonoaudiólogos – cada um contribuindo com a sua expertise. 

Se quiser saber como é a atuação de alguns desses especialistas no cuidado com o sono, confira a grade do evento e já marca na sua agenda para não perder.

Agora que você teve um gostinho do evento, não deixe de ver a programação da Semana do Sono e separar um tempinho para entender mais o funcionamento e o peso do sono na saúde. Cuidar do seu sono é cuidar do seu futuro, é se preocupar com o envelhecimento saudável, afinal, ter sono de qualidade é garantir uma mente sã e viver em um mundo mais feliz.

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Como medir a qualidade do sono?

Você já ouviu falar em qualidade do sono? E mais do que isso, sabe se tem tido um sono de qualidade? Entender isso é fundamental se você quer ter mais qualidade de vida e saúde, afinal, uma noite bem dormida colabora para processos importantes de todo o nosso corpo.

Mas como saber a qualidade do sono e quais os pilares do sono bom? Isso e muito mais é o que você irá ler agora. Acompanhe e boa leitura!

Por que a qualidade do sono é importante?

Diversos motivos tornam a qualidade do sono crucial. Dormir e dormir bem é uma necessidade essencial ao ser humano. Uma noite de sono mal dormida já tem impactos visíveis na saúde, como cansaço, falta de foco e dificuldade para manter a atenção, mas a constância e frequência de noites ruins podem ser fortemente prejudiciais para a saúde.

Cuidar da qualidade do sono é garantir mais disposição para enfrentar o dia, clareza para tomar decisões de forma mais objetiva e inteligente, fortalece no armazenamento das nossas memórias e ainda “varre” do cérebro toxinas prejudiciais e substâncias absorvidas durante o dia.

Inclusive, dormir bem está relacionado à prevenção de doenças e ajuda no processo de recuperação. Já o oposto, também chamado de privação do sono, pode trazer diversos impactos negativos, contribuindo para aumentar os riscos de acidente vascular cerebral (AVC), depressão, doença cardíaca, hipertensão, entre outros. 

Quais fatores afetam a qualidade do sono?

Agora que você sabe porque a qualidade do sono é importante, pode estar se perguntando o que interfere nela. Confira abaixo:

Horário irregular de sono

Se você acredita que a falta de padrão para dormir não afeta a qualidade do sono, é hora de rever essa ideia. É só por meio de uma rotina padronizada para se deitar e se levantar que o seu corpo será capaz de descansar e fazer os processos metabólicos da maneira correta. 

Além disso, definir um horário para se deitar todos os dias contribui para pegar no sono mais facilmente, já que o seu cérebro vai assimilar e tornar isso um hábito. Vale dizer que hábito é toda ação feita automaticamente, sem precisar pensar muito e gastar energia fazendo, o que colabora para evitar insônias e privação do sono. 

Ambiente inadequado para dormir

O ambiente é outro ponto crucial quando se fala em hora de dormir e ele afeta diretamente a qualidade do sono, por isso, higienize seu espaço ou quarto antes de se deitar. E o que seria higienizar? Literalmente preparar o ambiente. 

Para isso, deixe lençóis, cobertores, travesseiros e tudo o que você precisa para uma boa noite de sono, perto de você. Se esfriar, por exemplo, é bem mais prático você retomar o sono apenas puxando uma coberta do que se for se levantar para buscar algo mais quente em outro cômodo.

É ideal também cuidar da temperatura do local, evitando deixar quente ou frio demais, condições que dificultam pegar no sono. 

Problemas de saúde mental e emocionais

Ansiedade, depressão, estresse, preocupações constantes e outras doenças e problemas que afetam a saúde da mente também atrapalham a qualidade de sono e, consequentemente, o bem-estar e a saúde. Inclusive, em alguns casos a falta de sono (ou o excesso dele), podem ser sintomas de que há um problema de saúde mental que precisa ser tratado. 

Nessas situações, buscar apoio psicoterápico e/ou psiquiátrico ajudam demais para tornar o sono dos pacientes mais regular.

Consumir álcool ou cafeína à noite

Álcool e cafeína são substâncias que dificultam o adormecimento. As bebidas alcoólicas até podem dar uma sonolência inicial, mas conforme o tempo vai passando, o sono também vai indo embora.

Já a cafeína tende a deixar as pessoas mais energizadas, aceleradas, atrapalhando o desenvolvimento pleno do sono. Além disso, é interessante não ingerir outros líquidos em geral no período noturno, assim, você não precisará levantar muitas vezes durante a noite para ir ao banheiro. 

Ingerir alimentos pesados 

Ainda falando sobre consumo, é preciso cuidado com a refeição durante a noite. Alimentos gordurosos, açucarados e massas tendem a demandar muito do corpo para serem digeridos. Com isso, você até pode se sentir meio sonolento, mas isso não garante uma boa qualidade do sono – e grande parte das vezes, o processo atrapalha e gera insônia. 

Por isso, evite consumir alimentos muito pesados perto do horário de dormir ou se não for possível por conta da sua rotina, por exemplo, consuma frutas, verduras e legumes, que afetam bem menos o processo digestório. 

Cochilos fora de hora

Reservar pausa para cochilo durante algum momento do dia não é necessariamente um problema. Inclusive, se feito em um tempo adequado (por no máximo 45 minutos), pode agregar muito e deixá-lo mais disposto.

Então, para não ter problemas e prejudicar a qualidade do sono, evite sono longos durante o dia.

Excesso de estímulos na hora de se deitar

Parte do processo de higiene do sono, evitar estímulos na hora de dormir colabora para a qualidade do sono. Manter o ambiente com uma luz mais fraca ou no escuro total e manter o celular longe da cama são boas práticas que evitam que você se disperse e concentre o foco no seu descanso. 

Além disso, procure reduzir a exposição a notícias ao longo do dia, mas principalmente durante a noite, evitando gerar ansiedade e outros sentimentos que podem prejudicar o seu sono. A ideia não é que você deixe de se informar, mas sim que defina momentos na sua agenda para fazer isso, sem prejudicar a qualidade do sono.

Prática de exercício “fora de hora” e sedentarismo

Levar uma vida sedentária também tem impactos quando o assunto é qualidade do sono, isso porque, a prática frequente de exercícios liberam hormônios que auxiliam o sono reparador. 

Além disso, o acúmulo de gordura na região do pescoço pode atrapalhar as vias respiratórias e gerar problemas durante o sono. 

Então vale fazer exercício a qualquer momento? Não! É uma boa prática não fazer exercícios físicos próximos da hora de dormir, pois com os exercícios a temperatura do corpo aumenta, o que consequentemente, dificulta o sono.

Distúrbios do sono

Pessoas que têm qualquer distúrbio relacionado ao sono, sabe que, sem ajuda, à noite tende a ser bem difícil e agitada. Existem diversos distúrbios do sono, tais como apneia do sono, narcolepsia, insônia, paralisia do sono, entre outros. Independente do tipo, é importante a busca de um profissional de saúde ou médico do sono para fazer o diagnóstico correto e entrar com o melhor tratamento. 

O que define a qualidade do sono?

Só com o tópico anterior já é possível observar uma má qualidade do sono por diversos aspectos, mas há ainda outras ações que fazemos, conscientemente ou não, e que podem determinar se o sono está sendo satisfatório ou se é preciso adotar melhorias. Confira:

Quantidade de horas dormidas

Quando se fala em qualidade do sono, a duração dele é imprescindível. Como já dissemos, uma noite bem dormida está por trás do funcionamento adequado de diversos aspectos corporais e cerebrais, e isso só é possível quando ocorre em um tempo satisfatório.

Quando dormimos, passamos por ciclos, chamados de estágios do sono, que nada mais são do que a profundidade dos aspectos do sono ao longo de uma noite. Se quiser ler mais sobre estágios do sono e qual a importância deles, clique aqui

Sono fragmentado

Mas de nada adianta passar muitas horas dormindo se o sono é agitado ou fragmentado durante a noite. Um sono de qualidade precisa se manter constante durante todo tempo e, caso aconteça um despertar, voltar a adormecer não é demorado. 

Ocorrência de estágios do sono de forma adequada

Já falamos sobre os estágios do sono, certo? Eles são indicadores de boa qualidade do sono porque determinam os ciclos e a intensidade ou grau do sono de um indivíduo. Quanto mais avançada está uma pessoa dentro do estágio do sono, mais profundo é seu sono. Já, nas etapas iniciais, o sono tende a ser mais superficial e fácil de perder. 

Pilares de uma boa noite de sono

Desta forma, a qualidade do sono tem três pilares fundamentais e que se relacionam e podem te dar um norte de como está a saúde do sono, veja só: 

6 perguntas que ajudam a entender a qualidade do sono

Existem algumas perguntinhas que você pode tentar responder para checar o status do seu sono, confira abaixo:

  • Quanto tempo você leva para adormecer?

Estudiosos do sono afirmam que levar cerca de uma hora para pegar no sono, é um sinal vermelho. 

  • Quantas vezes você acorda durante a noite? 
  • Qual a frequência média que isso acontece?
  • Quando acontece, por quanto tempo você costuma ficar acordado?

De acordo com estudos, pessoas que passam menos de 74% do tempo dormindo podem não ter o sono ideal. Além disso, acordar quatro (ou mais vezes) durante a noite, por menor que seja este tempo acordado, é um indicativo de que há algo errado. 

  • Você tem dificuldade para se levantar pela manhã? Se sente sonolento com facilidade?

Um sono reparador não exige um cochilinho no período da tarde e não deixa resquícios de qualquer tipo de cansaço.

  • Você tem a sensação de acordar cansado e indisposto? Com que frequência?

Sintoma bem presente quando se fala em insônia, o cansaço e a indisposição matinal são resultados de uma noite nada reparadora. É por isso que dormir muitas horas por dia não é sinônimo de qualidade do sono, já que outros fatores como constância e profundidade colaboram.

Começar rastreando os seus hábitos de sono e percebendo como se sente ao decorrer do dia é fundamental para reverter quadros nos casos em que o sono é insuficiente.

Como os profissionais avaliam a qualidade do sono?

A avaliação da qualidade do sono é fundamental para que os profissionais de saúde façam um rastreio de distúrbios, alterações nos padrões do sono e possíveis doenças que podem atrapalhar o desenvolvimento de uma noite tranquila, mas você sabe como isso é feito?

Existem diversas formas de rastrear a qualidade do sono, uma delas é por uma ferramenta chamada PSQI (sigla que traduzida seria algo como Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh). Esse instrumento é uma espécie de questionário no qual o profissional irá checar sua rotina e hábitos de sono, disfunção noturna e outros temas relacionados. 

Esse tipo de teste é chamado de autoavaliativo, e ele ajuda a entender os principais problemas e queixas do paciente em relação ao sono, no entanto, pode ser rasos para identificar causas mais específicas.

Além dele, é possível também mapear de forma ainda mais profunda, por meio de teste de sono, mais conhecidos como polissonografia, que é um exame feito para identificar doenças e averiguar a qualidade do sono (se quiser se aprofundar sobre como funciona a polissonografia, acesse aqui). 

Há também testes que medem a capacidade dos pacientes de dormir, instrumentos que checam o grau de sonolência diurna e ainda verificam o funcionamento de outros órgãos, como coração, pulmão, enfim. 

Quando procurar um médico?

Se você sente que não tem um sono reparador ou ainda tem alguns sintomas como cansaço frequente, dores de cabeça, falta de atenção e foco, dificuldade para tomar decisões, lapsos de memórias recentes, falta de ar durante a noite, entre outros, é indicado buscar ajuda com um profissional especializado. 

Justamente por terem o conhecimento e o aparato técnico, será muito mais fácil identificar qual o real problema e assim, trazer medidas realmente efetivas para melhorar a saúde do seu sono e aumentar sua qualidade de vida. 

Não se esqueça: cuidar do seu sono é se preocupar em ter uma vida mais plena e saudável.

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